Faturamento de R$ 500 milhões por dia reforça a importância do cutover estratégico em grandes viradas de sistema

Faturamento de R$ 500 milhões por dia reforça a importância do cutover estratégico em grandes viradas de sistema

Gateware aponta que planejamento antecipado pode reduzir riscos financeiros, operacionais e reputacionais em projetos de tecnologia de missão crítica

Em grandes projetos de transformação digital, a virada de um sistema antigo para uma nova plataforma não é apenas uma etapa técnica. Ela pode representar um dos momentos de maior risco para a operação de uma empresa, pois uma parada inesperada pode afetar faturamento, cadeia de abastecimento, atendimento ao cliente, fechamento contábil e reputação institucional.

Esse é o caso de organizações que movimentam grandes volumes diariamente. Em um dos projetos acompanhados pela Gateware – consultoria especializada em gestão de mudanças, projetos e alocação de profissionais – o cliente possui faturamento aproximado de R$ 500 milhões por dia. Em um cenário como esse, mesmo algumas horas de indisponibilidade podem gerar impactos expressivos. É o que destaca Niviani Rudek, VP da Gateware, ao explicar a relevância do cutover estratégico para empresas que não podem parar.

“Quando falamos de uma companhia que fatura centenas de milhões por dia, a conta deixa de ser abstrata. Quanto custa meio dia sem atender? Quanto custa um dia sem faturar? E, além do impacto financeiro, existe o risco reputacional de deixar clientes e setores críticos sem atendimento”, afirma Niviani Rudek.

cutover é o processo que organiza a transição entre o desligamento de um sistema já em funcionamento e a entrada de uma nova plataforma. Embora costume ser associado à tecnologia, a prática envolve muito mais do que times técnicos. Ela exige planejamento das áreas de negócio, contingência operacional, governança, gestão de mudança, preparação de dados e uma orquestração precisa entre pessoas, processos e sistemas.

Niviani compara o processo a um transplante. “É como trocar o coração de uma empresa sem deixar o organismo morrer. O sistema antigo precisa ser desligado, o novo precisa entrar em funcionamento, mas a operação não pode simplesmente parar de funcionar nesse intervalo”, explica. A relevância do tema cresce em um momento de avanço dos investimentos em tecnologia no Brasil. Segundo a ABES, com base em dados da IDC, os investimentos em TI no país somaram US$ 58,6 bilhões em 2024 e deveriam crescer 9,5% em 2025. O mesmo levantamento projetou US$ 4,9 bilhões em soluções de ERP em 2025, com alta de 11%, e 30% desse volume em modelo SaaS na nuvem.

Esse movimento acompanha uma agenda de modernização de sistemas corporativos, migrações para nuvem, adoção de inteligência artificial e substituição de ambientes legados. No universo SAP, por exemplo, a própria companhia informa que a manutenção mainstream do SAP Business Suite 7 segue até o fim de 2027, com possibilidade de manutenção estendida opcional até o fim de 2030, o que mantém migrações e conversões de sistemas no centro da pauta de muitas organizações.

Antecedência em relação ao go-live

Para a Gateware, o ponto de atenção é que muitas empresas ainda tratam o cutover como uma preocupação apenas do fim do projeto. Na prática, essa decisão pode elevar riscos justamente no momento mais sensível da implementação. “Não é porque o cutover ainda não é urgente que ele não é importante. Ele será prioridade em algum momento. A diferença é que, quando a empresa começa tarde, ela troca planejamento por urgência. E urgência costuma custar mais caro”, afirma Niviani.

Segundo a executiva, a depender do porte da organização, do ramo de atividade e do ciclo operacional, o cutover de negócio deve começar a ser tratado com pelo menos seis meses de antecedência do go-live. Esse prazo permite mapear processos críticos, definir contingências, preparar áreas impactadas, estimar janelas de parada, organizar dados e reduzir a concentração de atividades na reta final do projeto.

“A empresa não tem todo o tempo do mundo. O objetivo é chegar ao menor tempo possível de parada, quando essa parada for inevitável, e fazer isso com método. Sem planejamento, o que era para ser uma virada controlada pode se transformar em uma surpresa negativa”, reforça.

O impacto de indisponibilidades também aparece em estudos internacionais sobre infraestrutura digital. O relatório Annual Outage Analysis 2025, da Uptime Intelligence, aponta que 54% dos respondentes que enfrentaram interrupções significativas, sérias ou severas relataram custos superiores a US$ 100 mil, enquanto uma em cada cinco organizações afirmou que a ocorrência mais recente custou mais de US$ 1 milhão.

Embora os dados se refiram a interrupções em ambientes de TI e data centers, eles evidenciam uma preocupação comum aos grandes projetos corporativos, quando a continuidade operacional se torna um ativo estratégico. Em uma virada de sistema mal planejada, o impacto pode ultrapassar a área de tecnologia e chegar diretamente à receita, ao atendimento ao cliente e à imagem da companhia.

Metodologia própria

Assim, a Gateware tem posicionado o cutover estratégico como uma especialidade de alto valor. A empresa desenvolveu uma metodologia própria que combina planejamento de tempos e movimentos, análise de dependências, planos de contingência, gestão de mudança, engajamento das áreas de negócio, suporte técnico e acompanhamento pós-go-live.

O objetivo, segundo Niviani, não é garantir “parada zero”, mas substituir desejo por método. “Muitas empresas dizem que não vão parar. Mas, sem uma estrutura robusta de cutover, isso pode ser mais uma fé do que um objetivo planejado. O nosso método permite identificar o tempo mínimo viável de transição e preparar a organização para atravessar esse período da forma mais segura possível”, afirma.

A executiva explica que o diferencial da Gateware está na visão de ponta a ponta da transformação. A companhia atua tanto nas dimensões técnicas quanto nas frentes humanas, organizacionais e executivas dos projetos. Isso permite conectar fornecedores, áreas internas, lideranças, usuários e processos críticos em uma mesma lógica de execução.

“O cutover parece uma etapa de arremate, mas, sob o ponto de vista do acionista, é uma das partes mais relevantes. O que se espera é resultado fechado com precisão, dados disponíveis rapidamente e uma companhia respondendo bem ao novo sistema”, diz Niviani.

Além da virada em si, a Gateware também atua no período imediatamente posterior à implementação, fase considerada essencial para a retomada da produtividade. Após a entrada de um novo sistema, as pessoas ainda estão se adaptando, processos precisam ser estabilizados e dados contingenciais devem ser absorvidos pelo novo ambiente. “Depois da virada, o que realmente interessa é o primeiro fechamento de resultado. É ali que a companhia começa a perceber se o investimento feito em tecnologia está se convertendo em velocidade, precisão e valor para o negócio”, acrescenta a VP.

Para a Gateware, o crescimento da demanda por cutover estratégico mostra uma mudança de maturidade no mercado. Cada vez mais, empresas percebem que uma transformação digital bem-sucedida não depende apenas da escolha da tecnologia, mas da capacidade de atravessar a virada com previsibilidade, segurança e o menor impacto possível, como conta Niviani. “Uma empresa pode correr a maratona inteira de um projeto e tropeçar justamente na linha de chegada. O cutover estratégico existe para evitar esse tropeço”, conclui.

Sobre a Gateware – A Gateware é uma empresa focada em gestão estratégica, tecnologia, inovação, parceira SAP Partner Open Ecosystem e SAMSUNG SDS, participante do Pacto Global da ONU no Brasil, certificada GPTW (Great Place To Work) pela 5ª vez consecutiva e certificada GPMH (Great People Mental Health). Com matriz localizada em Curitiba, no Paraná, também possui unidades em São Paulo, Rio de Janeiro, Argentina e EUA. Atua nas frentes de PMO Gestão de Projetos, GMO Gestão de Mudanças, Cutover Estratégico, Governança Corporativa, Body Shop e Alocação de Profissionais, Células e Squads de Desenvolvimento.

Compartilhar este post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *