Bancos começam a ampliar medidas de controle interno das empresas e elevam a responsabilidade por fraudes
Para Edson Silva, da Nexxera, a mudança de postura dos bancos é fundamental no combate a fraudes, em que a empresa deve proteger sua própria operação
O avanço das fraudes financeiras no Brasil está provocando uma mudança relevante na relação entre bancos e empresas. Mais do que investir em tecnologia de proteção, instituições financeiras começam a exigir maior responsabilidade dos próprios clientes sobre a segurança de suas operações — um movimento que reposiciona o tema como prioridade estratégica dentro das organizações.
Para Edson Silva, fundador e presidente da Nexxera, essa transformação retoma uma lógica óbvia de mercado. “Durante muito tempo, as empresas acabavam confiando nos processos de autenticação dos bancos. Isso está mudando. Hoje, com os ambientes em nuvem, IA e diversas ferramentas, é imperativo que as empresas também adotem níveis rígidos de segurança em seus ambientes, sistemas e dados”, afirma.
Responsabilidade deixa de ser exclusiva dos bancos
Casos recentes mostram que parte significativa das fraudes não decorre de ataques altamente sofisticados, mas de fragilidades internas no ambiente corporativo, como senhas fracas, autologin, falta de sistemas de detecção de intrusão, permissões indiscriminadas e controle inadequado de alçadas, entre outras situações.
Esse cenário está levando o mercado — incluindo bancos, fundos e demais instituições financeiras — a adotar medidas mais rígidas, como a formalização de termos de responsabilidade que deixe explícito o papel das empresas na proteção de suas próprias operações. Na prática, a expectativa de que a instituição financeira seja a principal barreira contra fraudes dá lugar a um modelo de corresponsabilidade, no qual cada parte assume total responsabilidade por suas práticas.
Fraudes nascem de falhas simples dentro das empresas
Segundo Edson Silva, o ponto mais crítico é que muitas organizações ainda subestimam riscos básicos. “As empresas ainda concentram sua atenção em ameaças externas, quando, na prática, o principal risco continua nas fragilidades internas dos próprios processos”, diz.
Essa leitura reforça uma mudança importante no papel da segurança dentro das empresas. Antes concentrado nas áreas de tecnologia da informação, o tema passa a ocupar espaço nas agendas de todas as diretorias, como comercial, financeira, tesouraria, compliance e até da presidência.
“Segurança deixou de ser um assunto técnico. É um tema de gestão e governança, com impacto direto no resultado e na reputação das empresas”, alerta o executivo.
Outro ponto de atenção crescente está na escolha de parceiros e fornecedores. A busca por eficiência e redução de custos, sem a devida análise de critérios de segurança, governança e conformidade, pode ampliar a exposição das empresas a fraudes. “Não basta contratar pela eficiência operacional. É preciso avaliar a maturidade de segurança das soluções em toda a cadeia envolvida”, completa.
Protagonismo das empresas na própria proteção
Nesse novo cenário, a pergunta central para as empresas muda de foco. Em vez de questionar apenas o nível de proteção oferecido pelos bancos, torna-se essencial avaliar a robustez dos próprios processos internos.
Isso inclui políticas claras de acesso, validações rigorosas antes da execução de qualquer atividade que exponha os sistemas da empresa, maior disciplina na gestão de dados sensíveis, entre outras ações.
“A empresa precisa assumir o protagonismo da própria segurança. Não dá mais para tratar acessos, permissões e validações como detalhes operacionais. Fraude hoje é risco estratégico”, conclui o presidente da Nexxera.
A tendência é que a pressão por esse tipo de postura aumente nos próximos anos, à medida que as fraudes se tornam mais frequentes e os prejuízos mais expressivos. Para o mercado, o recado é direto: fortalecer controles internos e elevar o nível de governança deixou de ser uma escolha — é uma necessidade.
Sobre a Nexxera
A Nexxera, com sede em Florianópolis (SC) e principal unidade de negócio em São Paulo, é o maior ecossistema de serviços financeiros, supply chain e crédito do Brasil. Fundada em 1992 junto ao seu sócio Edenir Silva e presidida por Edson Silva, a companhia oferece um ecossistema completo com soluções de cash, crédito e supply chain para empresas de todos os portes.
O foco em resultado, eficiência e escalabilidade, ancorada em tecnologia de ponta soma-se a iniciativas de anti-fraude na integração de corporações de todos os portes e segmentos com sua cadeia produtiva, instituições financeiras e parceiros estratégicos, movimentando trilhões em transações anuais. Entre seus clientes estão Carrefour, Sony Music, Merck, Brasil Brokers, Gafisa, Cyrela, Crefisa, Rinnai Brasil, Direcional, Mozak, Tenda e Nu Pagamentos.
Presente nas principais cadeias de negócios do país, a Nexxera segue liderando movimentos de inovação que fortalecem a economia e ampliam a transparência nas relações empresariais.
Mais informações: www.nexxera.com

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