Erros mais comuns de quem vende semijoias e como evitar

Erros mais comuns de quem vende semijoias e como evitar

Especialista explica por que conhecer os produtos, entender os materiais e escolher bons fornecedores faz diferença nas vendas e na fidelização dos clientes

O mercado de semijoias continua atraindo novos empreendedores em busca de renda extra ou de um negócio próprio. O investimento relativamente baixo e a flexibilidade da atividade fazem do segmento uma porta de entrada para quem deseja empreender. No entanto, um erro bastante comum acaba comprometendo as vendas logo no início: comercializar um produto sem conhecê-lo profundamente.

Mais do que apresentar peças bonitas, o vendedor precisa entender o que está oferecendo. Saber explicar as diferenças entre semijoias e bijuterias, conhecer os materiais utilizados e identificar produtos de qualidade transmite segurança ao consumidor e fortalece a relação de confiança.

“Hoje o cliente pesquisa, compara e faz perguntas. Quando o vendedor domina o assunto, ele deixa de ser apenas um revendedor e passa a ser um consultor. Isso faz toda a diferença na decisão de compra”, afirma Marcos Pertile, sócio-diretor da rede Mapa da Mina Acessórios.

Segundo o executivo, alguns erros são recorrentes entre quem está começando no segmento.

 

Confundir semijoias com bijuterias

Embora possam ter aparência semelhante, semijoias e bijuterias possuem processos de fabricação e características bastante diferentes.

“As semijoias recebem banhos de metais nobres sobre uma base metálica apropriada, o que proporciona maior durabilidade, acabamento e valor agregado. Já as bijuterias utilizam materiais mais simples e têm outra proposta de mercado”, explica Pertile.

Quando essa diferença não é bem explicada ao consumidor, aumentam as chances de frustração e de expectativas incompatíveis com o produto adquirido.

 

Não conhecer os materiais utilizados nas peças

Outro erro frequente é desconhecer quais materiais compõem as semijoias.

Entender o tipo de banho, a base metálica, as pedras utilizadas e as tecnologias empregadas na fabricação permite esclarecer dúvidas, orientar corretamente sobre conservação e transmitir credibilidade durante a venda.

 

Comprar apenas pelo menor preço

Nem sempre a peça mais barata representa o melhor negócio.

Segundo Pertile, conhecer a procedência dos produtos e entender como são fabricados ajuda a evitar problemas futuros.

“Quem trabalha apenas olhando o preço corre o risco de oferecer peças com acabamento inferior, menor durabilidade e maior índice de reclamações. O fornecedor precisa ser escolhido pela qualidade e pela confiança que transmite.”

 

Não saber identificar produtos de baixa qualidade 

Alguns detalhes ajudam a reconhecer peças produzidas com menor controle de qualidade.

Acabamento irregular, fechos frágeis, pedras mal fixadas, diferenças na tonalidade do banho e rebarbas aparentes podem indicar falhas no processo de fabricação.

Por isso, o ideal é que o revendedor conheça o máximo possível sobre a produção das peças antes de definir seus fornecedores.

 

Acreditar que vender depende apenas do preço

Na avaliação de Pertile, conhecimento também gera valor.

“O consumidor percebe quando o vendedor sabe explicar por que uma peça possui determinado acabamento, qual é sua composição e quais cuidados aumentam sua durabilidade. Essa segurança gera confiança e faz com que o cliente volte a comprar.”

Para o executivo, investir em conhecimento sobre o produto é um dos diferenciais mais importantes para quem deseja crescer no segmento de semijoias e construir uma carteira de clientes fiéis.

 

Sobre a Mapa da Mina Acessórios

Fundada em 1995 pelo casal Elisangela Machado e Jamil Machado, no município de Duque de Caxias (RJ), é hoje uma rede brasileira com destaque na fabricação e venda especializada de semijoias. No franchising desde 2012, possui dois modelos de negócio: loja e quiosque. Conta com mais de 50 operações e 500 revendedores, com faturamento médio mensal de R$ 50.000,00 e prazo de retorno de investimento entre 18 e 36 meses e capital de giro de R$ 20.000,00.

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