Alta de taxas em marketplaces pressiona PMEs e muda estratégia de vendas em 2026

Alta de taxas em marketplaces pressiona PMEs e muda estratégia de vendas em 2026

Se 2025 foi marcado pela guerra do frete grátis, 2026 consolida um movimento mais sensível para o pequeno e médio vendedor, o repasse direto de custos pelas grandes plataformas. Dados recentes indicam que a Shopee elevou tarifas em até 550% e passou a cobrar 14% de comissão mais taxa fixa de R$ 7 por item, enquanto análises da XP e do BTG mostram que o custo real para o seller pode ultrapassar 27% do valor do produto ao considerar logística, pagamentos e anúncios. O que antes era porta de entrada acessível se torna um ambiente de margens comprimidas, exigindo reprecificação e maior eficiência operacional para manter a viabilidade do negócio.

David Tafur, CEO e cofundador da Yavendeu, startup que atua na América Latina com soluções de venda via WhatsApp e Instagram, observa que esse movimento segue um padrão já visto em outros mercados da região. “Os marketplaces funcionam como porta de entrada e escola para o digital, mas, quando atingem escala, começam a capturar mais valor da operação. O problema é que o pequeno vendedor entra pelo volume e descobre tarde que está operando com margens cada vez menores”, afirma.

Esse cenário se agrava porque o chamado take rate divulgado pelas plataformas raramente reflete o custo total da operação. Relatórios de mercado mostram que, além das comissões, há camadas adicionais de despesas que tornam a dependência exclusiva desses canais um risco crescente. Ao mesmo tempo, o Brasil mantém alta participação do comércio online e forte uso de aplicativos de mensagem nas vendas, o que favorece estratégias diretas de relacionamento e conversão, especialmente em um contexto em que a previsibilidade de margem se torna decisiva para a sobrevivência das PMEs.

A experiência em países como Peru e México, onde esse ciclo ocorreu antes, reforça a necessidade de adaptação antecipada. Vendedores que conseguiram atravessar períodos de aumento de taxas foram justamente aqueles que utilizaram os marketplaces como canal de aquisição, mas construíram alternativas próprias para retenção e recompra. Esse movimento reduz dependência e permite maior controle sobre preço, comunicação e experiência do cliente, fatores que impactam diretamente a rentabilidade no médio prazo.

David Tafur reforça que o caminho não está em abandonar as plataformas, mas em reposicioná-las dentro da estratégia comercial. “O erro não é vender em marketplace, é depender só dele. O empreendedor brasileiro já conversa e vende pelo WhatsApp de forma natural, então o próximo passo é estruturar esse canal para que ele deixe de ser improvisado e passe a ser o principal espaço de margem e relacionamento com o cliente”, conclui.

Sobre a Yavendeu

A Yavendeu é uma startup que simplifica vendas pelo WhatsApp e Instagram com uso de inteligência artificial, ajudando pequenos e médios negócios a venderem de forma mais eficiente e automatizada. Fundada em 2024, a empresa atua no Brasil, México e Peru, e já ajudou milhares de empreendedores a transformar conversas em vendas. Para mais informações: https://www.yavendio.com/pt/

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