Com 80 milhões de ações pendentes, lawtech brasileira amplia atuação com IA para aumentar eficiência no setor jurídico
Plataforma da EasyJur combina automação e análise de dados para ajudar escritórios e departamentos jurídicos a reduzir gargalos operacionais e ganhar produtividade diante da sobrecarga do Judiciário brasileiro
São Paulo, março de 2026 – Com um Judiciário que acumula mais de 80 milhões de processos e recebe dezenas de milhões de novos casos a cada ano, a pressão sobre escritórios e departamentos jurídicos deixou de ser apenas operacional e passou a ser estrutural. Nesse cenário, a eficiência deixou de ser diferencial e se tornou condição de sobrevivência.
É nesse contexto que a EasyJur, lawtech brasileira especializada em gestão jurídica, amplia sua atuação no país com uma plataforma que combina automação, inteligência artificial e análise de dados para reduzir gargalos e dar mais previsibilidade à operação jurídica.
A origem da empresa está justamente em uma falha comum ao setor. Fundada em 2016 por Vinicius Marques, a EasyJur nasceu após o empreendedor enfrentar a perda de um prazo processual em um caso familiar, experiência que evidenciou o impacto de rotinas manuais e da falta de controle sobre informações críticas. Desde então, a plataforma evoluiu para atender mais de 60 mil advogados, segundo o Google for Startups, além de ser disponibilizada gratuitamente por meio de convênios com 13 seccionais da OAB. Ao longo da trajetória, a empresa também recebeu apoio do Google via Black Founders Fund e captou R$ 1,4 milhão em 2024 para acelerar o desenvolvimento de suas tecnologias e a expansão no mercado jurídico.
Na prática, a solução integra em um único ambiente a gestão de processos, controle de prazos, automação de tarefas, contratos, financeiro e relacionamento com clientes, além de dashboards estratégicos. A camada de inteligência artificial atua na leitura de publicações, sugestão de prazos, geração de resumos e apoio à produção de documentos, reduzindo o tempo gasto com atividades repetitivas.
A operação é totalmente em nuvem e estruturada com recursos de segurança da informação e diretrizes alinhadas à LGPD, atendendo desde pequenos escritórios até estruturas jurídicas mais complexas.
O movimento acompanha uma mudança mais ampla no setor. De acordo com o relatório Future of Professionals 2025, da Thomson Reuters, organizações com estratégia estruturada de inteligência artificial têm o dobro de chance de registrar crescimento de receita ligado à tecnologia, enquanto profissionais do Direito podem liberar até 240 horas por ano com a automação de tarefas.
Para Vinicius Marques, CEO da EasyJur, o avanço da tecnologia no setor jurídico não está mais ligado à inovação incremental, mas à capacidade de reorganizar a forma como o trabalho é feito. “O principal desafio hoje não é apenas volume, mas gestão. Escritórios que ainda operam com processos fragmentados tendem a perder eficiência e capacidade de resposta. A tecnologia passa a ter um papel central na organização da informação e na tomada de decisão”, afirma.
Sobre a EasyJur
A EasyJur é uma lawtech brasileira focada em gestão jurídica e automação para escritórios de advocacia e departamentos jurídicos. A empresa desenvolve soluções em nuvem com recursos de inteligência artificial aplicados à rotina do Direito, reunindo gestão processual, controle financeiro, relacionamento com clientes e análise de dados em uma única plataforma.

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