Faltam 60 dias para a estreia do Brasil na Copa Mundo; Veja impacto da competição para o RH
Embora não seja feriado, o histórico mostra que a competição afeta diretamente a rotina dos recursos humanos das empresas
Passados o Carnaval e a Páscoa, empresas brasileiras começam a direcionar a atenção para outro evento capaz de alterar a rotina corporativa: a estreia da Seleção na Copa do Mundo FIFA de 2026. Faltando 67 dias para o primeiro jogo do Brasil, marcado para 13 de junho, às 19h (horário de Brasília), contra o Marrocos, o tema já entra no planejamento de áreas de Recursos Humanos.
Embora não seja feriado, o histórico mostra que a competição afeta diretamente o expediente. Na última edição, a Copa do Mundo FIFA de 2022, o governo federal adotou horários especiais em dias de jogos da Seleção, permitindo, por exemplo, expediente reduzido em partidas no período da tarde.
Na iniciativa privada, empresas seguiram caminhos semelhantes, com liberação parcial, home office ou compensação de horas.
Levantamento da consultoria Robert Half e divulgado pelo portal Contábeis indica que 70% dos profissionais preferem trabalhar em home office ou com horários flexíveis durante jogos da Seleção, sinalizando uma pressão crescente sobre empresas por adaptações na jornada.
Decisão entre liberar ou manter o expediente
O principal desafio para o RH continua sendo definir o funcionamento da empresa nos dias de jogo. A decisão passa por fatores como operação, atendimento ao público e impacto financeiro.
Em partidas no fim do dia, como a estreia, a tendência é de queda de produtividade nas últimas horas do expediente. Já jogos em horário comercial podem gerar ausências ou pedidos de liberação.
Empresas que conseguem antecipar entregas ou reorganizar a jornada tendem a reduzir riscos operacionais. Em setores menos flexíveis, a alternativa costuma ser o revezamento de equipes.
Comunicação evita desgaste interno
Mais do que a decisão em si, a forma como ela é comunicada costuma definir o impacto no clima organizacional. A Copa mobiliza expectativas e, sem alinhamento claro, pode gerar frustração.
É nesse ponto que entram políticas objetivas: informar previamente se haverá liberação, como será feita a compensação e quais benefícios serão mantidos. Em jornadas reduzidas, por exemplo, empresas costumam preservar o vale-refeição integral, como forma de evitar perdas indiretas ao colaborador, prática que também contribui para a percepção de valorização.
A transparência reduz conflitos e evita decisões improvisadas no dia do jogo.
Impacto financeiro e planejamento antecipado
Mesmo sem obrigação legal, a flexibilização tem custo. Redução de jornada, horas extras e reorganização de turnos precisam estar previstos no orçamento.
Ao mesmo tempo, há efeitos positivos em determinados setores. Bares, restaurantes e delivery, por exemplo, costumam registrar aumento de demanda em dias de jogos da Seleção, enquanto áreas administrativas tendem a desacelerar.
Esse cenário exige integração entre RH e financeiro para equilibrar operação e custos — especialmente em empresas de maior porte.
Engajamento como ativo estratégico
Se bem planejada, a Copa pode ir além de um desafio operacional e se tornar uma oportunidade de engajamento. Transmissões internas, ações de integração e flexibilização pontual costumam fortalecer a cultura organizacional.
Em um contexto em que retenção e satisfação ganham peso estratégico, ignorar o impacto de eventos de grande apelo popular pode custar mais caro do que adaptar a rotina.
A 67 dias da estreia, o jogo ainda não começou, mas, dentro das empresas, o planejamento já está em campo.

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