ABSENTEÍSMO NAS EMPRESAS – Por : Antônio Tadeu de Carvalho Pinheiro, trabalha com OSM desde agosto de 1980, e tem profundo conhecimento em estruturação de projetos, análise e desenvolvimento de sistemas, técnicas de implantação, validação e treinamento. Administração Inteligente de Dados (AID), Controle e administração de equipe com experiência em administração empresarial, controle financeiro, e apoio contábil e IA – Inteligência Artificial – Som & Imagens e Análise e Desenvolvimento
Muita gente pensa que o ponto eletrônico serve apenas para controlar a entrada e a saída dos funcionários. Mas e se eu te dissesse que, por trás desses dados simples, existe um potencial enorme para cuidar da saúde dos trabalhadores e melhorar o ambiente nas empresas?
Neste trabalho, mostro como os dados obrigatórios que as empresas enviam ao governo — como horários de entrada, saída, faltas e atestados — podem ser usados de forma inteligente para identificar padrões de cansaço, estresse, adoecimento e até prevenir afastamentos.
O que foi feito?

Desenvolvi um sistema (PNT21) que lê os arquivos chamados AEJ (Arquivo Eletrônico de Jornada), enviados ao Ministério do Trabalho. Esses arquivos contêm tudo: quem chegou atrasado, quem saiu mais cedo, quem fez hora extra, quem faltou e por quê.
Usando uma estrutura integrada de tabelas, criei uma base de dados e um painel que transforma essas informações em gráficos, relatórios e alertas. Isso ajuda a alinhar e entender o comportamento funcional de cada setor e de cada trabalhador.
O que os dados podem revelar?
- 📊 4,2% das faltas foram com atestado
- 👩 62% dos afastamentos envolveram mulheres
- 50% dos afastamentos acontecem entre os 30 e 50 anos
- 🔧 Motoristas nível III apresentaram alta incidência de dores lombares
- 🏢 Trabalhadores da oficina relataram enjoos frequentes
- 📉 Ações integradas entre RH, saúde e gestão contribuíram para reduzir o absenteísmo
Essas informações não aparecem facilmente. Só surgem quando os dados são organizados, cruzados e analisados com um olhar voltado à saúde ocupacional.

Por que isso importa?
- Empresas ganham ao reduzir o número de afastamentos, melhorar o clima organizacional e cumprir as leis.
- Departamentos de RH e medicina do trabalho passam a ter dados concretos para tomar decisões mais acertadas.
- O governo, por meio do Ministério do Trabalho, consegue monitorar riscos e agir de forma mais eficaz.
Além disso, a proposta respeita as leis, como a CLT e as portarias do Ministério do Trabalho (como a Portaria nº 671/2021), e aproveita a obrigatoriedade do envio de informações para gerar benefícios reais para todos.
Conclusão
O controle de jornada deixou de ser só uma obrigação burocrática. Ele pode — e deve — ser um instrumento de cuidado com as pessoas, ajudando a prevenir doenças, evitar desgastes e tornar os ambientes de trabalho mais humanos.
Essa é uma nova forma de enxergar os dados: não como números frios, mas como histórias que revelam onde e como podemos melhorar.
Contato – tadeu.kortex@gmail.com

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