Aumento nas tarifas sobre aço nos EUA: especialista comenta impactos para o Brasil
Terça-feira (03), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto que dobra as tarifas de importação sobre aço e alumínio, elevando a alíquota de 25% para 50%, com efeito imediato a partir de ontem (04).
Mas afinal, quais os impactos reais dessa decisão para o Brasil, especialmente no setor da construção civil?
Diego Vaz, CEO da iBUILD, rede de franquias brasileira especializada em construções inteligentes com foco em Steel Frame, sistema construtivo que utiliza perfis de aço galvanizado no lugar da alvenaria convencional, tem disponibilidade para comentar sobre o tema.
Segundo Vaz: “Com a elevação das tarifas sobre o aço brasileiro pelos Estados Unidos, é possível que até 1,6 milhão de toneladas deixem de ser exportadas. Essa mudança pode gerar uma maior oferta no mercado interno, com potencial redução nos preços, o que representa uma oportunidade para a construção civil, especialmente para sistemas como o Steel Frame, que utiliza estruturas de aço galvanizado. A maior disponibilidade do material pode tornar esse tipo de construção ainda mais atrativo, eficiente e competitivo. No entanto, os impactos reais vão depender de fatores como a demanda doméstica, investimentos em infraestrutura e os custos de produção e logística”.
Segundo informações do American Iron and Steel Institute (AISI), entidade dos fabricantes de aço dos EUA, as importações totais de aço (laminados e semiacabados) caíram 17,1%, para 2,07 milhões de toneladas, sobre o mês anterior, em decorrência das medidas de Trump. O país importa cerca de 15% de seu consumo aparente, que é próximo de 100 milhões de toneladas por ano. A produção local é de 79,5 milhões de toneladas ao ano.
Entre os temas que ele pode abordar em entrevista:
- Como o aumento das tarifas pode afetar o mercado internacional de aço e as exportações brasileiras;
- Se a redução das exportações para os EUA pode aumentar a oferta e diminuir o preço do aço no Brasil;
- Oportunidades para o setor da construção civil com maior acesso ao aço no mercado interno;
- Por que o cenário atual favorece o crescimento de tecnologias construtivas inovadoras, como o Steel Frame;
- Como a iBUILD está se preparando para atender a uma possível demanda crescente por construções mais rápidas, econômicas e sustentáveis.

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