Reflexões pontuais para atuação da IA (artificial intelligence) no ambiente da healthtech (tecnologia da saúde). – Por: Erasmo Caetano Executivo e Consultor Empresarial Especializado no Segmento da Saúde (pública e privada), com atuação nacional e internacional de 30 (trinta) anos, com inúmeros cases de sucesso, premiações e reconhecimentos.
A partir do início da Verticalização e Consolidação do Setor da Saúde, no Brasil, na década 2000, notadamente, em sua maior escala pelo Setor Privado, que compreende a Saúde Suplementar (Operadoras e Planos de Saúde) e vários avanços no Setor Público (SUS), vemos com certa preocupação a atuação dos quadros dos recursos humanos, tanto ligados à alta direção, incluindo as equipes médicas, de enfermagem, multidisciplinares, técnicos, assistentes e auxiliares, bem como para necessidade de absorção de novos conhecimentos e informações tecnológicas, numa velocidade crescente e significativa.
O uso da IA, num ambiente analytics, bastante difundido no mundo globalizado, em todos os setores da economia, tem gerado grandes expectativas nos empresários, órgãos de controles e fiscalização, sindicatos de classes, governos em geral, além de toda sociedade.
Adicionalmente, as academias, fundações, ONGs e institutos de pesquisas, especialistas do conhecimento, vão massificando informações e alertas, chamando atenção e com certa preocupação, para o fato de que esse processo já se iniciou, quando o ser humano vai sendo preterido pelas máquinas, que chamamos aqui de robôs!
Existe também uma preocupação crescente de como os recursos humanos vão se comunicar, orientar e transferir decisões para os robôs, se o nível educacional do País, continua enfrentando muitos desafios culturais, educacionais e morais, há décadas.
Ademais, com uma velocidade impressionante na busca de melhores resultados, eficiência e eficácia da qualidade e consolidação dos processos, não esquecendo da humanização e atenção ao paciente, Instituições de Saúde pressionam todos para acelerar a incorporação das principais ferramentas da IA, com o uso inteligente dos algoritmos.
Nesse cenário, gostaria de fazer duas segregações distintas:
A primeira questão, é a do Banco de Dados das Instituições, muitas das vezes em situação de incertezas, desatualização constante, falhas nos acessos, falhas nos processos em todos os setores, erros simples de cadastros, informações incompletas, inconsistências de dados, baixa interação com sistemas operacionais (ERP) que não limitam travas de seguranças, continuidade de rotinas manuais, mesmo com todas as tecnologias disponíveis, veem colocando em risco o início fundamental para aplicação da IA. Podemos relatar exemplos, a seguir:
Cadastro do paciente nas recepções!
Fluxo do paciente seguindo o organograma!
Procedimentos médicos!
Auditorias do contas médicas!
Falhas dos procedimentos terapêuticos!
Custos sempre crescentes!
Deficiência de informações dos setores internos para o setor financeiro e contabilidade!
Armazenamento precário em servidores locais e “em nuvens!
Interpretações equivocadas do Painel de Indicadores!
E muitos outros!
Outrossim, seguindo às práticas da Gestão Corporativa e a Gestão de Compliance, durante essa avaliação e/ou diagnóstico das inconsistências apontadas em todas as fases dos processos, será muito importante atuação da Gestão de Riscos Compliance (GRC), na mitigação desses riscos.
Ficam os seguintes questionamentos: como acreditar que os resultados da IA serão verdadeiramente utilizados? E se houver falhas ligadas às inconsistências dos pareceres finais? Vamos maturar com as respostas!
Para a segunda questão, a absorção de conhecimentos fundamentais para o entendimento!
No alto dos meus 30 (trinta) anos de atuação nacional e internacional, para o Setor da Saúde – pública e privada, tenho constatado que existe um “time” ou uma grande “carência”, para que os recursos humanos possam absorver integralmente novas tecnologias e conhecimentos práticos e teóricos, visando sua aplicação no curto, médio e longo prazo.
Sabemos também que, existem níveis hierárquicos de absorção de conhecimentos, haja vista as funcionalidades a serem alcançadas. Ter pleno conhecimento para direcionar atividades ligadas à IA, será fundamental para todos.
É salutar que esse tempo de resposta seja monitorado, com métricas para treinamentos e capacitações, apresentando ao final das avaliações, um completo relatório para a alta direção.
Acredito que somente após essas avaliações realizadas, cada Instituição saberá direcionar os prazos e necessidades para a implantação de novas tecnologias, aqui pontuadas, para aplicação da IA.
Por fim, deveremos ter recursos humanos perfeitamente adaptados para lidar, direcionar ações, atividades e planejamentos, visando a perfeita comunicação entre Homem versus Máquina!

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