O que o novo comportamento do consumidor exige da indústria têxtil
Mudanças na forma de consumir encurtam prazos, exigem previsibilidade e pressionam a indústria têxtil a repensar processos sem comprometer a qualidade.
A indústria têxtil atravessa um período de transformação impulsionado por um consumidor mais informado, imediatista e atento à regularidade dos produtos. Coleções mais frequentes, ciclos de compra mais curtos e a ampliação do consumo por canais digitais vêm alterando a lógica tradicional da cadeia, exigindo respostas mais rápidas e operações cada vez mais ajustadas.
Dados do próprio setor apontam que atualmente são produzidas cerca de 100 bilhões de peças de vestuário por ano no mundo, o que representa o dobro da produção registrada em 2000, um reflexo do modelo de moda rápida e do aumento do consumo, especialmente por meio do comércio eletrônico. Consumidores, por sua vez, têm usado peças de roupa por cerca de metade do tempo que usavam há 15 anos, pressionando indústria e varejo a encurtar ciclos de produção e reposição para atender à demanda por novidades.
Na base desse movimento está a indústria de fiação, responsável por ditar o ritmo inicial da produção têxtil. Na Incofios, com sede em Indaial (SC), a resposta a esse novo comportamento de consumo tem ocorrido por meio de ajustes contínuos nos processos industriais, na gestão de prazos e na organização das plantas produtivas, sempre com atenção rigorosa à padronização e à qualidade dos fios.
A empresa opera com cinco plantas produtivas no Brasil e atua exclusivamente na produção de fios 100% algodão, o que exige controle técnico constante e alto nível de previsibilidade industrial para atender tecelagens e confecções em diferentes regiões do país.
“O mercado têxtil exige hoje uma resposta muito rápida, mas não aceita variação de qualidade. O desafio está justamente em manter a consistência do fio mesmo com prazos cada vez mais apertados”, afirma o diretor Industrial da Incofios, Edson Augusto Schlogl. “Isso passa por planejamento, integração entre áreas e investimento constante em processos”, complementa.
Nos últimos anos, a companhia intensificou o uso de sistemas de gestão industrial, produção enxuta e programas internos de melhoria contínua. Entre as iniciativas adotadas estão o uso de impressoras 3D para desenvolvimento e ajustes de componentes internos, a ampliação do uso de algodão certificado e rastreável e a padronização de processos que reduzem variações ao longo da produção. O objetivo é minimizar gargalos, antecipar demandas e tornar a tomada de decisão mais rápida e precisa dentro do ambiente fabril.
Esse movimento acompanha uma tendência mais ampla da indústria, na qual o comportamento de consumo passa a influenciar diretamente o chão de fábrica. A busca por prazos menores, séries produtivas mais dinâmicas e menor margem para erro faz com que as fiações assumam um papel cada vez mais estratégico na cadeia têxtil.
“Hoje, não se trata apenas de produzir mais rápido, mas de produzir de forma previsível. A indústria precisa entregar exatamente o que foi especificado, no tempo combinado, porque toda a cadeia está mais ajustada e com menos margem para retrabalho”, finaliza Schlogl.
Sobre a Incofios
Fundada em 2001, a Incofios tem sede em Indaial (SC), no Vale do Itajaí, uma das principais regiões têxteis do país. A empresa atua na produção de fios 100% algodão para a indústria têxtil, com foco em qualidade produtiva, gestão industrial integrada e previsibilidade operacional. Com cinco plantas produtivas no Brasil, atende clientes de diferentes regiões, mantendo compromisso com eficiência, desenvolvimento de pessoas e práticas responsáveis.

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