Compliance e governança na proteção das empresas no mercado
Práticas ajudam a prevenir fraudes, fortalecer processos e ampliar credibilidade corporativa
O compliance dentro de uma empresa é essencial para lidar com os riscos considerados possíveis em qualquer negócio. Essa conformidade dentro do ambiente empresarial é capaz de lidar com problemas que envolvem desde descumprimento de normas e casos de corrupção até questões relacionadas às operações internas.
Quando não são solucionados de forma rápida, esses desafios podem abalar a confiança dos clientes, afetar a integridade da empresa, afastar investidores e até inviabilizar operações.
Foi nesse cenário, em que há uma busca pela minimização dos problemas, que o compliance surgiu. O conceito, criado nos Estados Unidos, nos anos 70, passou a ser formulado depois de escândalos de corrupção em grandes corporações.
No Brasil, algumas discussões evoluíram para o que hoje são consideradas práticas obrigatórias de governança e liderança. Os principais marcos envolvem o Banco Central, primeiro a exigir regras de compliance no setor financeiro.
Além disso, a consolidação das práticas veio com a Lei Anticorrupção e a Lei de Proteção de Dados, que foram essenciais para fiscalizar casos e impor exigências de governança no país.
Embora o conceito já esteja consolidado há alguns anos, na prática, o compliance funciona como um conjunto de procedimentos, normas e políticas dentro das empresas.
Por meio de fiscalização e soluções de problemas, os profissionais do setor preservam a integridade, reduzindo os riscos e fortalecendo a cultura e a segurança jurídica da corporação.
Como compliance e segurança jurídica fortalecem a governança corporativa
Dentro das empresas, tanto o compliance quanto a governança corporativa precisam trabalhar juntos para garantir a integridade e o cumprimento das normas.
Enquanto os responsáveis pelo compliance visam à conformidade das atividades, por meio de leis, regulamentações e normas internas, a governança atua por meio de líderes para monitorar, incentivar e direcionar essas diretrizes.
Essa relação é fundamental para que o funcionamento seja transparente e ético. Além disso, a importância da atuação envolve:
- proteção da reputação;
- redução de perdas financeiras;
- aumento da confiança dos clientes;
- crescimento e sustentação do negócio;
- redução de riscos legais;
- atração de investidores.
Como manter a organização da estrutura?
Para que a manutenção da estrutura seja eficiente, é essencial envolver os colaboradores de todos os níveis e setores.
Para isso, a construção das políticas jurídicas e de conduta deve ser feita por profissionais capazes de antecipar riscos regulatórios – competência que tem sido o foco de especializações e currículos atualizados em toda faculdade de direito voltada para o setor corporativo.
Outro fator importante é promover canais seguros para denúncias. Os colaboradores precisam saber que, ao reportar irregularidades, o canal responsável garantirá a confidencialidade e não promoverá nenhum tipo de retaliação.
Os treinamentos contínuos ajudam a transmitir aos funcionários a importância do cumprimento das condutas internas, além de expor as responsabilidades de cada um. Isso fortalece a cultura interna e a integridade do negócio.
Já as análises de riscos e as auditorias constantes identificam vulnerabilidades e permitem realizar a correção antecipada de possíveis problemas.
Por fim, vale lembrar que essas práticas permitem não apenas a segurança jurídica e a integridade de uma empresa, mas também tornam o negócio muito mais sustentável em longo prazo.

Deixe um comentário