Crescimento impulsionado pela Copa pode virar risco financeiro para empresas no Brasil – Por: Marcos Pelozato é advogado, contador e empresário com 14 anos de atuação no setor de reestruturação empresarial e recuperação judicial. Reconhecido como referência no segmento, presta assessoria estratégica a empresas em crise financeira, com foco em reorganização societária, gestão de passivos e recuperação de negócios. À frente de um escritório especializado, Marcos também atua como conselheiro para advogados e contadores interessados em ingressar na área de reestruturação, com o objetivo de ampliar o número de profissionais capacitados a atuar diante da crescente demanda por soluções eficazes em gestão de crise.

Crescimento impulsionado pela Copa pode virar risco financeiro para empresas no Brasil – Por: Marcos Pelozato é advogado, contador e empresário com 14 anos de atuação no setor de reestruturação empresarial e recuperação judicial. Reconhecido como referência no segmento, presta assessoria estratégica a empresas em crise financeira, com foco em reorganização societária, gestão de passivos e recuperação de negócios. À frente de um escritório especializado, Marcos também atua como conselheiro para advogados e contadores interessados em ingressar na área de reestruturação, com o objetivo de ampliar o número de profissionais capacitados a atuar diante da crescente demanda por soluções eficazes em gestão de crise.

Alta no consumo durante o evento pressiona operações, mas falta de controle de caixa e margem pode transformar aumento de vendas em crise

A Copa do Mundo costuma impulsionar o consumo no Brasil e gerar picos de faturamento em setores como alimentação, varejo e serviços. Mas o aumento da demanda também expõe fragilidades estruturais de empresas que crescem sem planejamento financeiro. Dados da Serasa Experian mostram que os pedidos de falência subiram 18,9% no primeiro semestre de 2025, indicando um ambiente já pressionado para negócios com baixa previsibilidade de caixa.

Marcos Pelozato, advogado, contador e especialista em reestruturação empresarial com 14 anos de atuação no setoro risco não está no crescimento, mas na ausência de controle. “É comum ver empresas aumentando a estrutura para aproveitar a demanda da Copa, mas sem planejamento financeiro isso pode gerar um descasamento de caixa. Crescer sem controle é um dos principais gatilhos da crise empresarial”, afirma.

O fenômeno se repete em ciclos de alta demanda. Empresas ampliam equipes, elevam estoques e assumem novos custos fixos apostando em receitas maiores. O problema surge quando esse crescimento não é acompanhado por gestão de margem e fluxo de caixa, criando um descompasso que se torna evidente após o fim do evento.

Segundo o IBGE, mais de 60% das empresas brasileiras operam com margens de lucro inferiores a 10%, o que reduz a capacidade de absorver variações de custo e receita. Esse cenário torna períodos de expansão ainda mais sensíveis, especialmente em um contexto de crédito restrito e juros elevados.

Na prática, o aumento de faturamento pode mascarar a deterioração financeira. “Faturar mais não significa gerar caixa. Se o empresário não entende sua estrutura de custos e não controla os indicadores, ele cresce e se descapitaliza ao mesmo tempo”, explica.

Outro ponto crítico é o desalinhamento entre recebimentos e pagamentos. Durante a Copa, parte relevante das vendas ocorre por meios parcelados, enquanto despesas operacionais exigem pagamento imediato. Esse desequilíbrio pressiona o caixa e pode levar empresas a recorrer a crédito de curto prazo.

Com taxas ainda elevadas, segundo o Banco Central, o custo do capital de giro pode comprometer o resultado do período e transformar um pico de vendas em prejuízo operacional.

O avanço dos pedidos de recuperação judicial reforça esse quadro. Levantamento da Serasa Experian aponta crescimento superior a 26% nas solicitações em 2025, sinalizando aumento da pressão financeira sobre empresas de diferentes portes.

Na avaliação do especialista, o impacto vai além de casos isolados e reflete uma falha estrutural na gestão empresarial no país. “Eventos como a Copa são positivos para o consumo, mas exigem preparo. Sem planejamento, o crescimento deixa de ser oportunidade e passa a ser risco”, afirma.

Empresas mais estruturadas tendem a capturar melhor o aumento de demanda, convertendo vendas em margem e caixa. Já negócios com baixa maturidade financeira enfrentam maior volatilidade e risco de crise no médio prazo.

“A empresa não quebra quando falta venda, mas quando falta gestão. Crescimento sem controle não sustenta resultado”, conclui.

 

Para mais informações, acesse: youtube.com/@marcospelozato.oficial, instagram ou pelo LInkedin.

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