Presidente da RodOil, quinta maior distribuidora de combustíveis do país, pede revisão urgente da Portaria da “bomba branca”

Presidente da RodOil, quinta maior distribuidora de combustíveis do país, pede revisão urgente da Portaria da “bomba branca”

Norma da ANP permite ambiguidade na origem dos combustíveis e abre brechas para riscos ao consumidor e à concorrência, alerta Roberto Tonietto, presidente da RodOil

O presidente da RodOil, Roberto Tonietto, defende a revogação da Portaria da Agência Nacional do Petróleo (ANP) que autoriza os chamados postos de “bomba branca”, estabelecimentos que exibem a bandeira de uma distribuidora, mas podem comprar combustíveis de qualquer outra origem. Para o executivo, a medida, editada originalmente sob o argumento de promover liberdade comercial, acabou criando um ambiente de insegurança para o consumidor e fragilidade na fiscalização do setor.

Segundo Tonietto, a norma gera uma contradição entre o que o posto exibe e o que realmente vende. “O cidadão que abastece em um posto com determinada marca parte do pressuposto de que aquele combustível foi fornecido pela distribuidora estampada na fachada. Trata-se de uma relação de confiança. Mas, na prática, o produto pode vir de qualquer origem”, afirma.

Embora a ANP exija que a procedência esteja informada em adesivos na bomba de abastecimento, o dirigente considera a medida insuficiente. “Quem lê letras miúdas na bomba? O que impacta o consumidor é a marca visível. A informação técnica escondida não é transparência, é formalismo”, observa.

Para o presidente da RodOil, a falta de clareza prejudica tanto o consumidor quanto as empresas que atuam dentro das regras, além de dificultar o trabalho dos órgãos de fiscalização. “Ao permitir que a origem do combustível fique difusa, a portaria cria obstáculos para garantir rastreabilidade e qualidade. Em um setor que movimenta centenas de bilhões de reais por ano e impacta transporte, logística e preços para toda a sociedade, qualquer brecha regulatória é um risco enorme”, diz.

Tonietto ressalta que a questão ultrapassa o interesse setorial. “O mercado de combustíveis é estratégico para o país e exige regras claras, estáveis e transparentes. O consumidor tem direito a saber exatamente a procedência do produto que está adquirindo. E as empresas sérias precisam de um ambiente regulatório que não permita atalhos nem brechas”, defende.

A revisão da portaria, segundo ele, deve ser acompanhada por medidas de governança, compliance e reforço da estrutura de fiscalização. “Mas sem enfrentar essa distorção normativa, o sistema continuará vulnerável”, afirma.

O dirigente propõe que a ANP e o governo abram um debate público e institucional sobre a revogação da Portaria da “bomba branca”, considerada por ele uma “anomalia regulatória”. “Corrigir essa distorção significa fortalecer a confiança do consumidor, proteger a sociedade de riscos e valorizar quem atua corretamente”, afirma.

Para Tonietto, o Brasil tem a oportunidade de tornar o mercado de combustíveis mais transparente, competitivo e seguro. “Revogar a portaria não é um gesto contra a liberdade econômica, é um passo essencial para garantir igualdade de condições, segurança jurídica e proteção ao interesse público em um setor vital para o país”, conclui.

Sobre a RodOil

Fundada em 2006, a RodOil conta com mais de 600 postos sob sua bandeira e atende mais de 2.000 postos no mercado spot em oito estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso e Bahia.

Além da distribuição de combustíveis (gasolina, etanol, diesel S10 e S500), oferece aos revendedores a gasolina e o diesel DuraMais+, bem como uma linha completa de lubrificantes, em parceria com a Mobil. A empresa possui ainda uma rede de lojas de conveniência que leva a marca Trishop e recentemente anunciou o Eco+ Energia Limpa, que oferece energia elétrica limpa através de parcerias com usinas que geram energia de fontes renováveis.

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