Tecnologia impulsiona mercado de Facilities e gera ganhos bilionários em eficiência

Tecnologia impulsiona mercado de Facilities e gera ganhos bilionários em eficiência

Setor movimenta R$ 60 bilhões por ano no Brasil e passa a ser estratégico para reduzir custos e ampliar competitividade

O setor de facilities no Brasil movimenta cerca de R$ 60 bilhões por ano, consolidando o país como o maior mercado da América Latina e um dos que mais crescem no mundo, segundo dados da ABRAFAC (Associação Brasileira de Facility Management, Property e Workplace). Esses números consideram os serviços terceirizados em Facilities, segundo estimativas, as atividades internas de Facilities adicionariam ainda mais cerca de R$ 35 bilhões por ano. Apenas o setor privado responde por 64% das contratações, o que reforça a relevância estratégica da gestão de infraestrutura e serviços para a competitividade das empresas brasileiras.

Com mais de 35 anos de atuação e 14 mil colaboradores, a Guima Conseco tem contratos de longa duração, sendo que 40% da carteira já data de 10 anos de parceria. A empresa atua com o modelo de full facilities management, que centraliza múltiplos serviços em uma gestão integrada. A estratégia permite ganhos expressivos de eficiência operacional e financeira, reduzindo custos e aumentando a produtividade.

A transformação recente do setor passa também pelo uso intensivo de tecnologia. Nesse movimento, soluções baseadas em Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial e análise de dados trouxeram resultados claros. Sensores e sistemas de monitoramento permitiram reduzir em até 40% os custos com higiene e limpeza, ao migrar de modelos tradicionais para a limpeza sob demanda, além de otimizar processos de climatização e manutenção preditiva. Em hospitais, por exemplo, a satisfação dos usuários saltou de 90% para 97% após a adoção da gestão inteligente.

Segundo Fernando Cavalcanti, diretor executivo de uma das maiores empresas de Facilities do país, o avanço tecnológico trouxe novas formas de enxergar a gestão: “O setor deixou de ser visto apenas como um centro de custo. Hoje, quando integrado a dados e inovação, ele se torna estratégico para a competitividade das organizações. O resultado aparece diretamente em produtividade, sustentabilidade e na relação de longo prazo com os clientes.”

Para Leandro Simões, CEO da EVOLV, a digitalização representa um divisor de águas: “A IoT aplicada a facilities oferece visibilidade em tempo real, reduz desperdícios e amplia a eficiência operacional. A economia gerada é significativa: somente com a limpeza sob demanda, os custos de higiene podem cair até 40%. Esse valor, que antes se perdia em ineficiência, passa a ser reinvestido em outras áreas estratégicas das empresas, como inovação, expansão ou fortalecimento do capital humano. Estamos falando de um setor que pode economizar bilhões de reais com a adoção de modelos baseados em dados.”

Além dos ganhos financeiros, a inovação também gera impacto social. Programas de qualificação, como o Gerando Futuro do Instituto Guima, já formaram mais de 2000 profissionais em higienização hospitalar, entre 2024 e 2025, com mais de 750 contratações diretas. Outro projeto, o Gerando Futuro Teen, em parceria com o SENAC, é voltado à especialização de jovens talentos. Essas iniciativas, somadas a programas de apoio psicossocial que já realizaram mais de 10 mil atendimentos, têm contribuído para reduzir absenteísmo e turnover, problemas que impactam diretamente a produtividade das empresas.

O futuro do setor aponta para uma integração cada vez maior entre pessoas, processos e tecnologia. Roadmaps estratégicos de facilities já preveem expansão do uso de sensores inteligentes, automação de processos e modelos de sustentabilidade. Para especialistas, essa convergência deve posicionar o Brasil não apenas como líder regional, mas como um dos polos de inovação em gestão integrada no mundo

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