Menos estresse, mais retenção: o papel do profissional temporário nas grandes transformações corporativas
Cada vez mais empresas usam profissionais temporários, não apenas como substituição, mas como estratégia de saúde organizacional e retenção
Durante a implantação de grandes projetos, como a implementação de novos sistemas ou processos, empresas de diversos setores têm recorrido a uma solução estratégica para proteger seus talentos mais valiosos: a contratação temporária de profissionais para atuarem como “backup” nas áreas impactadas. A prática tem se mostrado eficaz para manter a produtividade, preservar a saúde mental dos colaboradores e garantir a retenção de profissionais-chave.
Ao serem alocados para liderarem ou participarem de projetos estratégicos, colaboradores experientes acabam acumulando responsabilidades. Além do novo desafio momentâneo, continuam responsáveis pelas atividades diárias de suas áreas. Sem apoio, essa sobrecarga pode comprometer a qualidade das entregas e colocar em risco a permanência de talentos na organização.
“Empresas que não contam com um plano de suporte para esses momentos críticos acabam submetendo seus melhores profissionais a uma pressão desnecessária”, afirma Isis Borge, sócia do Talenses Group e sócia-diretora da Assigna – empresa do grupo, especializada em recrutamento de terceiros e temporários. “A contratação temporária, nesse contexto, não é apenas uma questão operacional, mas uma estratégia de gestão de pessoas. Ela permite que o colaborador mantenha o foco no projeto sem renunciar ao controle da sua área.”
Além disso, algumas empresas enfrentam sobrecarga em suas equipes de tecnologia, por exemplo, com profissionais acumulando múltiplos projetos e prazos apertados, o que compromete a qualidade das entregas e freia a inovação. Na maioria dos casos analisados pela Assigna, a contratação sob demanda ajudou a aliviar gargalos operacionais e acelerou entregas estratégicas.
Segundo a executiva, o modelo mais adotado envolve a alocação de profissionais temporários de uma senioridade abaixo da do colaborador principal, o que evita a sensação de ameaça e estimula a colaboração. “É uma cogestão saudável. O temporário assume o dia a dia, com orientação do titular da área, que passa a se dedicar ao projeto com mais tranquilidade. Esse apoio reduz o estresse e contribui diretamente para a retenção”, explica Isis.
E o que acontece com o profissional temporário depois que o projeto acaba? Em cerca de 70% dos casos acompanhados pela Assigna, o temporário acaba sendo efetivado ou absorvido pela empresa ao final do contrato. A alocação temporária funciona, muitas vezes, como um teste-drive de talentos. Quando há sinergia e bom desempenho, é natural que esse profissional seja aproveitado pela organização.
Com o crescimento dos investimentos em transformação digital e reestruturações organizacionais, a demanda por esse tipo de solução vem aumentando. “Todas as empresas que estão passando por mudanças estruturais podem se beneficiar dessa abordagem. O trabalho temporário é uma ferramenta valiosa para manter a operação estável enquanto grandes movimentos acontecem”, conclui Isis Borge.

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