Justiça do Trabalho condena Itaú Unibanco por irregularidades trabalhistas — e caso acende alerta sobre metas abusivas e direitos no setor bancário

Justiça do Trabalho condena Itaú Unibanco por irregularidades trabalhistas — e caso acende alerta sobre metas abusivas e direitos no setor bancário

Sentença reconhece horas extras não pagas e falhas em programa de metas; para advogada Juliane Garcia de Moraes, caso escancara rotina de abusos normalizados e a importância de buscar justiça com respaldo jurídico

O Itaú Unibanco foi condenado pela Justiça do Trabalho de São Paulo a indenizar uma ex-funcionária por irregularidades em sua jornada de trabalho e no pagamento de bonificações do chamado “Programa Agir”, sistema interno de metas e produtividade. A decisão, com valor de causa estimado em R$ 494 mil, reconhece o direito da bancária a horas extras não pagas, diferenças salariais e reflexos em verbas como 13º, férias e FGTS.

Mas, mais do que os números envolvidos, a sentença traz à tona uma realidade comum — e muitas vezes invisível — vivida por trabalhadores do setor bancário: jornadas exaustivas, metas inatingíveis, programas de bonificação pouco transparentes e uma rotina que impacta diretamente a saúde mental e o equilíbrio emocional de milhares de pessoas.

“Esse caso representa a ponta do iceberg. O sistema bancário impõe pressões absurdas, disfarçadas de metas, e gera sobrecarga emocional, adoecimento e perda de direitos. Só que isso raramente aparece, porque muitos têm medo de denunciar ou acham que não têm chances contra gigantes como o Itaú”, afirma a advogada Juliane Garcia de Moraes, que representa a autora da ação.

Durante o processo, ficou comprovado que as metas eram alteradas constantemente, com critérios confusos e descontos arbitrários, tornando impossível prever a remuneração — um cenário que favorece exclusivamente o banco e fragiliza o trabalhador.

“As pessoas só conseguem reparar essas injustiças quando buscam respaldo jurídico. A verdade é que os bancos lucram bilhões todos os anos, e parte disso vem justamente da economia feita em cima de direitos que não são pagos. O trabalhador que não questiona, acaba carregando o prejuízo sozinho”, explica Juliane.

Além disso, a sentença rejeitou a tentativa do banco de enquadrar a funcionária em cargo de confiança como forma de driblar o pagamento de horas extras — o que, segundo a advogada, é uma prática comum. “Pagar gratificação não transforma o empregado em gestor. Cargo de confiança exige poderes de comando e autonomia, e isso não acontece na maioria dos casos. A Justiça atualmente determina que haja o desconto da gratificação de função já recebida, mas ainda assim existem diferenças no valor do pedido que tem sido cada vez mais firme em exigir que isso seja provado, e não apenas alegado”, afirma.

A decisão também reforça a importância de procurar advogados especializados para garantir que direitos sejam reconhecidos e efetivamente pagos. “Quem vive a pressão diária de bater metas inalcançáveis, sabe o quanto isso afeta a saúde física, emocional e até os vínculos familiares. Denunciar essas práticas e buscar reparação não é só um direito — é uma forma de quebrar esse ciclo de abusos que há muito tempo se naturalizou no ambiente bancário”, conclui Juliane.

Sobre a Dra Juliane Moraes e o escritório Moraes Advocacia

Desde 2008, a Dra. Juliane dedica-se à defesa de bancários, com atuação destacada tanto em direitos individuais quanto coletivos do trabalho. Sua expertise inclui uma colaboração significativa junto à AGEBB – Associação dos Gerentes do Banco do Brasil, onde tem contribuído para a promoção e defesa dos direitos dos trabalhadores do setor bancário.

À frente do escritório Moraes Advocacia, a Dra. Juliane Garcia de Moraes e sua equipe oferecem serviços jurídicos especializados em direito trabalhista, direito trabalhista bancário, direito civil e direito digital. O escritório é reconhecido pela sua ampla experiência e pela abordagem personalizada na solução de casos, muitos dos quais de grande repercussão no cenário nacional.

Para mais informações sobre a Dra. Juliane Garcia de Moraes e o escritório Moraes Advocacia, acesse o site https://moraes-advocacia.com

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