Turismo nacional bate recorde de faturamento em 2025, sem contar as férias de dezembro

Turismo nacional bate recorde de faturamento em 2025, sem contar as férias de dezembro

Setor faturou R$ 205,1 bilhões entre janeiro e novembro, e a aviação lidera o segmento; dados do último mês estão sendo calculados

Dados da Pesquisa do Faturamento do Turismo Nacional, elaborada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que, entre janeiro e novembro do ano passado, o setor faturou R$ 205,1 bilhões.

O montante representou um crescimento de 6,2% em relação ao mesmo período de 2024, consolidando o recorde para o período mesmo sem o cálculo dos dados de dezembro — mês de férias.

Com esse desempenho ao longo do ano, o verão, as férias escolares e o carnaval devem levar o turismo brasileiro a movimentar R$ 64 bilhões na alta temporada, que vai de dezembro a fevereiro.

O valor representa um crescimento de 7% na comparação com a mesma temporada do ano anterior. Só para fevereiro, mês do carnaval, a FecomercioSP projeta um faturamento de cerca de R$ 18 bilhões, uma alta de 10% em relação a 2025.

Esses elementos estimulam tanto o turismo corporativo, quanto o de lazer. Além disso, a chegada de turistas internacionais, que atingiu recorde, também contribuiu para o bom desempenho.

O número de passageiros transportados por quilômetro, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), bateu recorde no mês e, no acumulado do ano, já supera todos os anteriores. Entre janeiro e novembro, o transporte aéreo acumula alta de 10%.

Segundo a FecomercioSP, o aumento no número de viajantes compensou a redução da tarifa média das passagens, que caiu de R$ 759 para R$ 608 entre novembro de 2024 e novembro de 2025.

COP30 eleva faturamento da hotelaria

Outro segmento que incentivou o setor, os serviços de alojamento cresceram 4,3% e faturaram R$ 2,4 bilhões em novembro. Segundo o IBGE, os preços subiram pouco mais de 12% em um ano. Já a diária média avançou 17,6% em termos reais. A taxa de ocupação, por sua vez, cresceu de forma mais moderada, de 67% para 68,2%, de acordo com o Fórum dos Operadores Hoteleiros do Brasil (Fohb).

Em Belém do Pará, sede da COP30, a diária média saltou de R$ 296 para R$ 3.879 em um ano, mesmo com redução de 34% na taxa de ocupação no mês, contribuindo para a alta acumulada no ano de 10,5% entre os serviços de alojamento.

Alta temporada fomenta os meios de transporte

Motivados pela proximidade do verão, os meios de transporte registraram crescimento de 5,6% e faturamento de R$ 2,6 bilhões em novembro. O resultado reflete a demanda aquecida típica do período, ainda que não haja forte pressão sobre os preços de locação de veículos.

Além do transporte aéreo, o rodoviário também se destacou, com alta de 4,2% e faturamento de R$ 3,1 bilhões. Outros avanços registrados em novembro ocorreram nos segmentos de alimentação, com crescimento de 2,1%, e de atividades culturais, recreativas e esportivas, com alta de 0,9%.

Em sentido contrário, as agências de viagens e operadoras apresentaram leve queda anual de 0,4%, assim como os demais tipos de transporte aquaviário, que registraram retração de 7,3%. No entanto, em razão do pequeno peso desses segmentos no levantamento, não houve impacto relevante para o resultado geral.

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