{"id":9912,"date":"2023-06-19T21:01:08","date_gmt":"2023-06-20T00:01:08","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/?p=9912"},"modified":"2023-06-19T21:01:08","modified_gmt":"2023-06-20T00:01:08","slug":"os-negocios-na-economia-4-0-por-cesar-piorski-e-doutor-mestre-e-bacharel-em-economia-com-especializacoes-em-economia-de-empresas-engenharia-financeira-e-macrocenarios-atua-como-estrategista-da-v","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/2023\/06\/19\/os-negocios-na-economia-4-0-por-cesar-piorski-e-doutor-mestre-e-bacharel-em-economia-com-especializacoes-em-economia-de-empresas-engenharia-financeira-e-macrocenarios-atua-como-estrategista-da-v\/","title":{"rendered":"Os neg\u00f3cios na economia 4.0 &#8211; Por: C\u00e9sar Piorski \u00e9 Doutor, Mestre e Bacharel em economia com especializa\u00e7\u00f5es em Economia de Empresas, Engenharia Financeira e Macrocen\u00e1rios. Atua como estrategista da Volk Capital, empresa que fundou em 2022."},"content":{"rendered":"<p>O historiador Yuval\u00a0 Harari, ao analisar o impacto da automa\u00e7\u00e3o na sociedade,\u00a0 conclui que &#8220;Em 2050, a nova classe social predominante ser\u00e1 a dos in\u00fateis\u201d. Com efeito, estima-se que no Brasil, at\u00e9 o ano 2030, pelo menos 50% da for\u00e7a de trabalho ser\u00e1 substitu\u00edda por rob\u00f4s, ao mesmo tempo em que se estima que pelo menos 130 mil novos postos de trabalho ser\u00e3o criados no mundo todo.<\/p>\n<p>Desde o s\u00e9culo XVIII o mundo experienciou tr\u00eas revolu\u00e7\u00f5es industriais, sendo a primeira baseada no vapor, a segunda, na energia el\u00e9trica e no petr\u00f3leo e a terceira no desenvolvimento de eletr\u00f4nica e inform\u00e1tica. Atualmente, estamos a vivenciar a quarta revolu\u00e7\u00e3o industrial, baseada na converg\u00eancia e combina\u00e7\u00e3o de tecnologias biol\u00f3gicas, f\u00edsicas e digitais, dando origem a intelig\u00eancia artificial, internet das coisas, nanotecnologia, impress\u00e3o 3D, bio insumos, dentre outras tecnologias de amplo uso comercial. Apesar de apresentar-se em diferentes bases tecnol\u00f3gicas o elemento impulsionador a todas as revolu\u00e7\u00f5es industriais n\u00e3o foi outro sen\u00e3o a necessidade de revers\u00e3o de uma tend\u00eancia decrescente da taxa de lucro.<\/p>\n<p>Curiosamente, todo este cen\u00e1rio foi antecipado pelo fil\u00f3sofo, soci\u00f3logo e economista, Karl Marx ainda em 1867, em seu livro \u201cO Capital\u201d. Marx identificou muito bem o fen\u00f4meno da tend\u00eancia decrescente da taxa de lucro e a inevit\u00e1vel substitui\u00e7\u00e3o de trabalhadores por m\u00e1quinas como forma de revert\u00ea-la. Entretanto, esta revers\u00e3o ocorreria \u00e0s custas de um aprofundamento das contradi\u00e7\u00f5es do modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista, cuja materializa\u00e7\u00e3o ocorreria na forma de crises econ\u00f4micas, recess\u00f5es, elevado n\u00famero de quebra de empresas, desemprego em massa, crises financeiras, aumento da concentra\u00e7\u00e3o de renda e acentuada polariza\u00e7\u00e3o social, tudo isso favorecido por ciclos de neg\u00f3cios cada vez mais curtos. Entenda-se a crise como uma corre\u00e7\u00e3o de excessos, com o agravante que tais excessos n\u00e3o s\u00e3o expurgados do sistema econ\u00f4mico, mas tornam-se o rejeito dele, ali permanecendo por longos e incont\u00e1veis per\u00edodos<em>.<\/em><\/p>\n<p>Assim, a economia 4.0 traz em seu bojo uma falsa abund\u00e2ncia, em que haver\u00e1 excesso de oferta de empregos e pouca gente habilitada a ocup\u00e1-lo, haver\u00e1 excesso de capital e poucas ideias de neg\u00f3cios rent\u00e1veis, haver\u00e1 excesso de novos neg\u00f3cios e poucos neg\u00f3cios resilientes, haver\u00e1 excesso de acumula\u00e7\u00e3o de capital e pouca gente com acesso ao capital.<\/p>\n<p>Nesse sentido, na economia 4.0, o maior desafio para o empreendedor ser\u00e1 desenvolver modelos de neg\u00f3cios lucrativos e resilientes face \u00e0 intensa concorr\u00eancia submersa em um ambiente econ\u00f4mico hostil. Para o trabalhador, o maior desafio ser\u00e1 manter-se habilitado junto a uma tecnologia que se desenvolve exponencialmente e com vida \u00fatil cada vez menor. Para os governos, o maior desafio ser\u00e1 proteger os cidad\u00e3os, atenuar corre\u00e7\u00f5es de ciclos econ\u00f4micos, promover pol\u00edticas p\u00fablicas eficazes, antecipar necessidades futuras dos cidad\u00e3os e tributar uma economia cuja base produtiva reconfigura-se numa frequ\u00eancia cada vez maior.<\/p>\n<p>Por tudo isso, na economia 4.0, ser\u00e1 bastante comum: odiar o mercado e ficar cada vez mais preso a ele; odiar o governo, e precisar cada vez mais dele; repudiar os tributos e ser cada vez mais achatados por ele; repugnar os in\u00fateis e conviver com o n\u00famero crescente deles. Eis o mundo 4.0, compreend\u00ea-lo adequadamente \u00e9 a melhor maneira de tirar proveito desta nascente, contradit\u00f3ria, assustadora e promissora revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O historiador Yuval\u00a0 Harari, ao analisar o impacto da automa\u00e7\u00e3o na sociedade,\u00a0 conclui que &#8220;Em 2050, a nova classe social predominante ser\u00e1 a dos in\u00fateis\u201d. 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