{"id":9529,"date":"2023-06-08T10:23:53","date_gmt":"2023-06-08T13:23:53","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/?p=9529"},"modified":"2023-06-08T10:23:53","modified_gmt":"2023-06-08T13:23:53","slug":"comunicacao-e-automacao-armas-poderosas-na-protecao-de-dados-porleonardo-camata-e-diretor-de-inovacao-do-safelabs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/2023\/06\/08\/comunicacao-e-automacao-armas-poderosas-na-protecao-de-dados-porleonardo-camata-e-diretor-de-inovacao-do-safelabs\/","title":{"rendered":"Comunica\u00e7\u00e3o e Automa\u00e7\u00e3o: armas poderosas na prote\u00e7\u00e3o de dados &#8211; Por:Leonardo Camata \u00e9 Diretor de Inova\u00e7\u00e3o do SafeLabs"},"content":{"rendered":"<p>Conforme os crimes cibern\u00e9ticos avan\u00e7am em um ritmo fren\u00e9tico, e a aproxima\u00e7\u00e3o da Ciberseguran\u00e7a do dia a dia dos neg\u00f3cios deixa de ser uma op\u00e7\u00e3o, ou um diferencial de mercado para se tornar uma necessidade, \u00e9 necess\u00e1rio pensar estrategicamente, se n\u00e3o para assumir a ponta na corrida contra o cibercrime, para ao menos n\u00e3o ficar t\u00e3o para tr\u00e1s.<\/p>\n<p>Essa mentalidade levou muitas empresas a contratarem e formarem equipes que atuam nos mais variados momentos da prote\u00e7\u00e3o ao per\u00edmetro, cada tem se tornado cada vez maior com m\u00faltiplas nuvens, aplica\u00e7\u00f5es hibridas, servi\u00e7os sendo consumidos para todos os lados, shadow IT, entre outros.<\/p>\n<p>Isso gerou dois dos mais conhecidos times na nossa \u00e1rea: Red Team e Blue Team. Simplificando, equipes com fun\u00e7\u00f5es opostas: uma pratica a seguran\u00e7a ofensiva, realizando tentativas de ataques controladas; j\u00e1 a outra \u00e9 a respons\u00e1vel pela resposta a ataques e corre\u00e7\u00e3o de falhas, se certificando de que as barreiras postas funcionam.<\/p>\n<p>Mas, como casos recentes nos ilustram, nem sempre isso \u00e9 suficiente. Na verdade, na imensa maioria das vezes falta um componente que os exerc\u00edcios de Red\/Blue Team n\u00e3o testam. \u00c9 preciso procurar por pontos cegos e\/ou vetores de entrada que podem estar sendo formados a todo momento, e um teste peri\u00f3dico apesar de bom, n\u00e3o \u00e9 capaz de testar o tempo todo por estas falhas. N\u00e3o custa lembrar que, proporcionalmente, h\u00e1 muitos menos de n\u00f3s do que h\u00e1 de atacantes do outro lado.<\/p>\n<p>Apesar de ser uma tarefa das mais \u00e1rduas, h\u00e1 caminhos. Podemos pensar um deles na evolu\u00e7\u00e3o desses conceitos: o Purple Team, ou time roxo. Exatamente como indicado pelo nome, trata-se de uma fus\u00e3o das atividades realizadas pelas equipes das outras duas cores. A ideia aqui \u00e9 unir metodologias de ataque e defesa para prover uma robustez de seguran\u00e7a ainda maior e mais completa.<\/p>\n<p>Mas como formar esse time? Para responder essa pergunta, precisamos entender que este \u00e9 um processo que pode ser automatizado, o que tamb\u00e9m introduz o segundo conceito chave dessa discuss\u00e3o: BAS, ou Breach and Attack Simulation (\u201cSimula\u00e7\u00e3o de invas\u00e3o e ataque\u201d). Trata-se, por meio da testagem e, como o pr\u00f3prio nome diz, simula\u00e7\u00e3o de ataques controlados, receber uma avalia\u00e7\u00e3o do desempenho da performance dos controles de seguran\u00e7a, o que gera uma plataforma de comunica\u00e7\u00e3o cont\u00ednua entre as equipes, e permite que azuis e vermelhos, em conjunto, aprimorem controles e pol\u00edticas de seguran\u00e7a de maneira mais eficiente.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 feito testando diferentes cen\u00e1rios de ataque. Aqui, \u00e9 removida a vari\u00e1vel do erro humano, que, como bem sabemos, \u00e9 um dos calcanhares de Aquiles do nosso setor. Com o \u201ctrabalho bra\u00e7al\u201d ficando para a m\u00e1quina, que vai testar milhares de t\u00e9cnicas de ataque, as equipes de seguran\u00e7a podem focar nos resultados destes ataques controlados, ao inv\u00e9s de executar os ataques propriamente ditos.<\/p>\n<p>Utilizando a mesma alegoria da corrida, para n\u00e3o deixarmos os cibercriminosos \u201cdispararem\u201d, \u00e9 preciso saber otimizar a forma como utilizamos as ferramentas ao nosso dispor. Por melhores que sejam os profissionais, n\u00e3o h\u00e1 como um ser humano testar continuamente milhares de cen\u00e1rios.<\/p>\n<p>Podemos pensar no servi\u00e7o de MDR tamb\u00e9m como paralelo. Nos prim\u00f3rdios, n\u00e3o existia SOAR (orquestra\u00e7\u00e3o da resposta) que automatizasse completamente a resposta aos incidentes mais simples, e ajudasse na resposta aos mais complexos. O ser humano basicamente atuava sozinho. Com a maturidade, verificou-se que na pr\u00e1tica responder tudo manualmente n\u00e3o funciona, pois os tempos de resposta ficam longos e perde-se a tempestividade.<\/p>\n<p>Os testes de seguran\u00e7a ofensiva seguem pelo mesmo caminho do MDR, automatizando o que pode ser automatizado, deixando o ser humano para tarefas mais nobres, que \u00e9 atuar sobre o resultado.<\/p>\n<p>Portanto, automatizar processos promovendo a colabora\u00e7\u00e3o entre equipes \u00e9 uma forma de fomentar a inova\u00e7\u00e3o e a criatividade, nossa maior arma numa disputa completamente desigual.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conforme os crimes cibern\u00e9ticos avan\u00e7am em um ritmo fren\u00e9tico, e a aproxima\u00e7\u00e3o da Ciberseguran\u00e7a do dia a dia dos neg\u00f3cios deixa de ser uma op\u00e7\u00e3o, ou um diferencial de mercado para se tornar uma necessidade, \u00e9 necess\u00e1rio pensar estrategicamente, se n\u00e3o para assumir a ponta na corrida contra o cibercrime, para ao menos n\u00e3o ficar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":9530,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[51],"tags":[7454],"featured_image_src":{"landsacpe":["https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/3320170a49a0adfd3ae3045b3c1f168e_XL-1140x445.jpg",1140,445,true],"list":["https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/3320170a49a0adfd3ae3045b3c1f168e_XL-463x348.jpg",463,348,true],"medium":["https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/3320170a49a0adfd3ae3045b3c1f168e_XL-300x225.jpg",300,225,true],"full":["https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/3320170a49a0adfd3ae3045b3c1f168e_XL.jpg",1220,915,false]},"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/3320170a49a0adfd3ae3045b3c1f168e_XL.jpg","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9529"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9529"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9529\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9531,"href":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9529\/revisions\/9531"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9530"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9529"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9529"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9529"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}