{"id":7933,"date":"2023-04-14T09:02:20","date_gmt":"2023-04-14T12:02:20","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/?p=7933"},"modified":"2023-04-14T09:02:20","modified_gmt":"2023-04-14T12:02:20","slug":"a-luta-pela-igualdade-de-genero-no-mercado-de-trabalho-continua-por-que-ainda-ha-muito-a-ser-feito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/2023\/04\/14\/a-luta-pela-igualdade-de-genero-no-mercado-de-trabalho-continua-por-que-ainda-ha-muito-a-ser-feito\/","title":{"rendered":"A luta pela igualdade de g\u00eanero no mercado de trabalho continua: por que ainda h\u00e1 muito a ser feito"},"content":{"rendered":"<p>Em 2022, pouco mais de 30% das pessoas contratadas para cargos C-level eram mulheres<\/p>\n<p>De acordo com levantamento realizado pela EXEC, consultoria especializada em Executive Search, a m\u00e9dia de contrata\u00e7\u00f5es de mulheres para cargos de lideran\u00e7a em 2022 foi de 32% contra 68% de homens para cargos com as mesmas caracter\u00edsticas. Se, por um lado, os n\u00fameros ainda est\u00e3o longe de serem equilibrados, por outro, o caminho para a equidade de g\u00eaneros nas empresas vem sendo pavimentado com a\u00e7\u00f5es bem mais estruturadas e eficientes do que no passado.<\/p>\n<p>\u201cAtualmente, as empresas est\u00e3o fazendo um trabalho bastante forte, principalmente as grandes empresas e multinacionais. Muito por conta de uma press\u00e3o global onde pa\u00edses mais avan\u00e7ados em temas de Diversidade e Inclus\u00e3o acabam desdobrando as a\u00e7\u00f5es aqui no Brasil. Consequentemente, outras empresas brasileiras tamb\u00e9m t\u00eam feito um caminho interessante em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 equidade de g\u00eanero\u201d, avalia Mariana Villalva, s\u00f3cia de Leadership Advisory e atual l\u00edder de Diversidade, Equidade e Inclus\u00e3o da EXEC.<\/p>\n<p>No Brasil, uma das empresas que vem se destacando nessa jornada bem-sucedida rumo \u00e0 igualdade de g\u00eanero \u00e9 a seguradora francesa BNP Paribas Cardif, que atua em um mercado com maior preval\u00eancia de homens. No Brasil \u00e9 liderada pela paulista Sheynna Hakim, a primeira mulher CEO no comando da empresa no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Mas os n\u00fameros positivos relacionados \u00e0 presen\u00e7a de mulheres v\u00e3o al\u00e9m: 53% dos colaboradores no Brasil s\u00e3o do sexo feminino; se tratando dos cargos de lideran\u00e7a, 45% s\u00e3o ocupados por mulheres. Mas, para chegar a esse patamar, a cultura organizacional da companhia vem passando por constantes transforma\u00e7\u00f5es, implementando a\u00e7\u00f5es bem estruturadas com foco em oferecer oportunidades para as mulheres.<\/p>\n<p>\u201cCom rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quest\u00e3o da remunera\u00e7\u00e3o, apesar da lei exigir sal\u00e1rios iguais entre os g\u00eaneros, ainda \u00e9 muito dif\u00edcil falar em equidade de sal\u00e1rios no mercado como um todo. O nosso compromisso \u00e9 cada vez mais catequizar o mercado de que as remunera\u00e7\u00f5es t\u00eam que ser iguais, independente do g\u00eanero\u201d, informa Mariana.<\/p>\n<p><strong>Igualdade entre os g\u00eaneros ainda demora<\/strong><\/p>\n<p>Os \u00faltimos c\u00e1lculos feitos pelo F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial apontam que ser\u00e3o necess\u00e1rios 136 anos para o mundo alcan\u00e7ar a equidade de g\u00eanero no mercado de trabalho, o que sinaliza a necessidade de refor\u00e7ar cada vez mais os debates sobre o assunto, a representatividade, passando esse tema para as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Segundo a executiva da EXEC, empresas com sal\u00e1rios mais compat\u00edveis t\u00eam mais facilidade de ter uma cultura mais inclusiva, o que promove mais bem-estar aos colaboradores, abre espa\u00e7o para que novos talentos se insiram na companhia e gera maiores resultados.<\/p>\n<p><strong>Mobiliza\u00e7\u00e3o da sociedade<\/strong><\/p>\n<p>Fundadora do Aladas, movimento voltado ao incentivo \u00e0 lideran\u00e7a feminina, Daniela Graicar acredita que \u00e9 preciso enfatizar o papel da sociedade como um todo para que de fato a realidade mude.<\/p>\n<p>\u201cTer mais lideran\u00e7as femininas dentro das empresas \u00e9 um desafio que precisamos vencer todos os dias. Quando queremos aumentar esse n\u00famero dentro de uma organiza\u00e7\u00e3o, quanto mais mulheres tivermos, mais mostramos que o caminho \u00e9 real. Por isso, \u00e9 fundamental adotarmos mais flexibilidade nas jornadas e entender que as mulheres t\u00eam esse ac\u00famulo de fun\u00e7\u00f5es. Isso tem favorecido com que elas permane\u00e7am nas grandes organiza\u00e7\u00f5es e almeja al\u00e7ar voos maiores dentro das companhias\u201d, diz.<\/p>\n<p>\u201cFalar sobre o assunto e trazer mais visibilidade \u00e9 uma maneira de reconhecermos que \u00e9 necess\u00e1rio diversificar os pontos de vista no ambiente de trabalho, al\u00e9m de apoiarmos cada vez mais a quebra de obst\u00e1culos dessa trajet\u00f3ria. O caminho ainda \u00e9 longo, mas estimular a conversa nos ambientes corporativos e fora deles \u00e9 essencial nessa busca constante para equilibrar essa balan\u00e7a\u201d, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2022, pouco mais de 30% das pessoas contratadas para cargos C-level eram mulheres De acordo com levantamento realizado pela EXEC, consultoria especializada em Executive Search, a m\u00e9dia de contrata\u00e7\u00f5es de mulheres para cargos de lideran\u00e7a em 2022 foi de 32% contra 68% de homens para cargos com as mesmas caracter\u00edsticas. 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