{"id":7581,"date":"2023-03-22T15:08:24","date_gmt":"2023-03-22T18:08:24","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/?p=7581"},"modified":"2023-03-22T15:08:24","modified_gmt":"2023-03-22T18:08:24","slug":"7-pontos-que-ajudam-a-identificar-se-a-cultura-organizacional-de-uma-empresa-esta-fortalecida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/2023\/03\/22\/7-pontos-que-ajudam-a-identificar-se-a-cultura-organizacional-de-uma-empresa-esta-fortalecida\/","title":{"rendered":"7 pontos que ajudam a identificar se a cultura organizacional de uma empresa est\u00e1 fortalecida"},"content":{"rendered":"<p>Thais Pegoraro, s\u00f3cia da EXEC, elenca algumas caracter\u00edsticas e at\u00e9 mesmo problemas que passam longe de empresas que valorizam esse tema<\/p>\n<p>Com o avan\u00e7o da tem\u00e1tica do ESG nas empresas, o mercado est\u00e1 jogando luz ao tema da cultura organizacional que j\u00e1 vem sendo bastante impactada pelo p\u00f3s pandemia, evolu\u00e7\u00e3o digital, diversidade e inclus\u00e3o, sa\u00fade mental e seguran\u00e7a psicol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Para se ter ideia sobre a import\u00e2ncia da cultura para o sucesso de uma corpora\u00e7\u00e3o, de acordo com uma pesquisa feita pela McKinsey, as empresas que nutrem as melhores culturas oferecem retornos 60% maiores do que aquelas que n\u00e3o colocam o tema como prioridade em suas estrat\u00e9gias.<\/p>\n<p>De acordo com Thais Pegoraro, s\u00f3cia da EXEC, consultoria especializada na busca, sele\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de executivos, e avalia\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o de conselhos, a cultura organizacional, al\u00e9m de se tornar um motor fundamental para alavancar o desenvolvimento das companhias, \u00e9 um importante polo de atra\u00e7\u00e3o e engajamento de colaboradores, assim como um ponto-chave de reten\u00e7\u00e3o dos bons talentos.<\/p>\n<p>A especialista da consultoria elencou 7 aspectos que marcam uma cultura organizacional forte.<\/p>\n<p>1.Entendem a cultura organizacional como vantagem competitiva<\/p>\n<p>\u201cO que separa as organiza\u00e7\u00f5es com melhor desempenho em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais? Uma estrat\u00e9gia inteligente? Produtos superiores? Pessoas melhores? Talvez sim &#8212; por um tempo &#8212; mas qualquer vantagem desaparece se n\u00e3o for constru\u00edda sobre algo mais fundamental. Algo que permita que uma vantagem competitiva se sustente e cres\u00e7a com o tempo. Essa \u00e9 a cultura\u201d, disse Carolyn Dewar, s\u00f3cia da McKinsey, sobre o estudo.<\/p>\n<p>Ter uma cultura organizacional forte vem ao encontro do movimento cada vez mais acelerado de inova\u00e7\u00e3o que est\u00e1 norteando o avan\u00e7o das empresas. \u201cEstamos diante do fato de que as solu\u00e7\u00f5es que as companhias colocam no mercado rapidamente perdem valor. E ter uma cultura organizacional saud\u00e1vel, que se adapta rapidamente \u00e0s mudan\u00e7as, ajuda a companhia a encontrar novas maneiras de alcan\u00e7ar o sucesso\u201d, destaca Thais. E complementa: \u201cA fronteira da vantagem competitiva atualmente \u00e9 o capital cultural das empresas, superior ao capital intelectual ou tecnol\u00f3gico.\u201d<\/p>\n<p>2. Atraem pessoas realizadas e produtivas<\/p>\n<p>A s\u00f3cia da EXEC afirma que uma cultura forte, por detr\u00e1s de uma organiza\u00e7\u00e3o evolu\u00edda, atrai pessoas realizadas e produtivas. Isso ocorre quando porque a cultura: se mostra congruente, adapt\u00e1vel ao momento, proporciona condi\u00e7\u00f5es adequadas de trabalho, se presta a resolver um problema do mundo, nutre princ\u00edpios genu\u00ednos do ESG e apresenta um turnover baixo, al\u00e9m de guardar uma forte rela\u00e7\u00e3o com o ROI da empresa.<\/p>\n<p>\u201c\u00c0 medida em que a cultura organizacional de uma companhia perpetua a\u00e7\u00f5es ligadas a aspectos como estrat\u00e9gia, gest\u00e3o de pessoas, lideran\u00e7a, sustentabilidade, inclus\u00e3o, entre outros, deixa seu legado, tendo em seu time pessoas mais realizadas e produtivas, que ficam\u201d, afirma.<\/p>\n<p>3.N\u00e3o cultivam ambientes t\u00f3xicos e limitantes<\/p>\n<p>Thais ressalta que ainda existem diversas empresas que refor\u00e7am uma cultura organizacional baseada no medo, e n\u00e3o no prop\u00f3sito. \u201cEm um ambiente permeado por valores limitantes ou negativos, os colaboradores atuam com medo. Medo de n\u00e3o encontrarem condi\u00e7\u00f5es suficientes para exercer seu trabalho, n\u00e3o receberem reconhecimento por seus feitos e serem avaliados como insuficientes para exercer o seu cargo. Todos esses aspectos est\u00e3o ligados ao receio de terem um mau desempenho e serem punidos\u201d.<\/p>\n<p>Nesse sentido, a pesquisa da McKinsey trouxe um dado que se alinha \u00e0 vis\u00e3o de Pegoraro. Cerca de 70% das transforma\u00e7\u00f5es falham nas empresas e 70% dessas falhas est\u00e3o relacionadas \u00e0 cultura organizacional.<\/p>\n<p>4.Incentivam a experi\u00eancia com foco no aprendizado<\/p>\n<p>A gera\u00e7\u00e3o atual de profissionais almeja fazer parte de empresas que priorizem pontos como a inova\u00e7\u00e3o, autonomia, com espa\u00e7o para o di\u00e1logo e a pr\u00e1tica da experi\u00eancia, com o erro voltado para o aprendizado. \u201cEles querem colocar em pr\u00e1tica novas ideias, mas, para isso, precisam de incentivo e seguran\u00e7a de que o erro n\u00e3o vai levar ao fracasso, mas sim ao aprendizado\u201d, enfatiza a s\u00f3cia da EXEC.<\/p>\n<p>\u201cOs executivos precisam entender que testar ajuda a impulsionar a forma\u00e7\u00e3o de profissionais mais bem preparados para lidar com as inova\u00e7\u00f5es e mudan\u00e7as que surgem a cada momento\u201d.<\/p>\n<p>5.Elas n\u00e3o t\u00eam medo de assumir riscos<\/p>\n<p>As lacunas presentes na cultura organizacional s\u00e3o algumas das principais barreiras que uma empresa pode encontrar para alcan\u00e7ar o sucesso na era digital. O levantamento da McKinsey aponta o medo de assumir riscos como uma dessas defici\u00eancias. \u00c9 um entrave que j\u00e1 existia, segundo a consultoria, mas que se tornou mais oneroso nos tempos atuais.<\/p>\n<p>Thais afirma que assumir riscos se tornou algo \u201cassustador\u201d para as empresas, por\u00e9m aquelas que det\u00eam uma cultura organizacional forte se colocam \u00e0 prova. \u201cDe um lado, a inova\u00e7\u00e3o pede que as empresas se arrisquem na experimenta\u00e7\u00e3o. Por outro, assumir esses riscos se tornou algo que muitas vezes paralisa as companhias, pois hoje lidam com exig\u00eancias relacionadas \u00e0 adotar uma transpar\u00eancia maior, sua vantagem competitiva tem dura\u00e7\u00e3o menor, entre tantos outros fatores\u201d.<\/p>\n<p>6.Entendem as consequ\u00eancias de n\u00e3o ter um trabalho multifuncional<\/p>\n<p>A segunda defici\u00eancia apontada pela McKinsey diz respeito \u00e0 exist\u00eancia de silos organizacionais &#8212; departamentos que trabalham de forma desconectada, sem trocarem informa\u00e7\u00f5es e compartilharem projetos. \u201cCada vez mais, o ambiente das empresas agrega novas tecnologias e o trabalho humano demanda mais multifuncionalidade e colabora\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 mais espa\u00e7o para profissionais que hesitam em compartilhar informa\u00e7\u00f5es ou colaborar com outras fun\u00e7\u00f5es. Isso pode ser corrosivo para a cultura organizacional\u201d, ressalta Thais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>7. Fornecem aos seus colaboradores acesso a dados<\/p>\n<p>As empresas que t\u00eam uma cultura organizacional forte propiciam o acesso a dados aos seus colaboradores. Associar os dados \u00e0s decis\u00f5es certas pode ajudar a formar um entendimento comum das necessidades do cliente na cultura da organiza\u00e7\u00e3o, fomentando um c\u00edrculo virtuoso.<\/p>\n<p>Para a s\u00f3cia da EXEC, a falta de informa\u00e7\u00f5es dificulta que os funcion\u00e1rios percebam poss\u00edveis amea\u00e7as ou mesmo oportunidades. \u201cNo mundo digital, as \u00e1reas de uma empresa precisam trabalhar em conjunto, e n\u00e3o cada uma por si para descobrir a mesma ideia. Para isso, as companhias precisam incutir em seus colaboradores um senso comum do objetivo e do prop\u00f3sito da empresa, e lastrear tudo isso a dados e evid\u00eancias\u201d.<\/p>\n<p>Criar uma cultura organizacional forte n\u00e3o \u00e9 algo que \u00e9 feito de um dia para o outro. Engloba mudan\u00e7as complexas que abordam n\u00e3o somente a ado\u00e7\u00e3o de tecnologias, mas incluem a ado\u00e7\u00e3o de novos paradigmas. \u201cOs l\u00edderes n\u00e3o atingir\u00e3o a agilidade que precisam se n\u00e3o ajudarem a construir culturas organizacionais que sejam eficientes em todas as fun\u00e7\u00f5es e unidades de neg\u00f3cios. \u00c9 preciso ter proatividade, pois as transforma\u00e7\u00f5es chegam r\u00e1pido e coloc\u00e1-las em pr\u00e1tica \u00e9 um processo bem mais trabalhoso, que demanda tempo, persist\u00eancia e risco\u201d, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Thais Pegoraro, s\u00f3cia da EXEC, elenca algumas caracter\u00edsticas e at\u00e9 mesmo problemas que passam longe de empresas que valorizam esse tema Com o avan\u00e7o da tem\u00e1tica do ESG nas empresas, o mercado est\u00e1 jogando luz ao tema da cultura organizacional que j\u00e1 vem sendo bastante impactada pelo p\u00f3s pandemia, evolu\u00e7\u00e3o digital, diversidade e inclus\u00e3o, sa\u00fade [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":7582,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[51],"tags":[6650],"featured_image_src":{"landsacpe":["https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/57b444d9-99ac-4df0-be0d-cc4a29520cb3-854x445.jpg",854,445,true],"list":["https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/57b444d9-99ac-4df0-be0d-cc4a29520cb3-463x348.jpg",463,348,true],"medium":["https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/57b444d9-99ac-4df0-be0d-cc4a29520cb3-300x169.jpg",300,169,true],"full":["https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/57b444d9-99ac-4df0-be0d-cc4a29520cb3.jpg",854,480,false]},"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/57b444d9-99ac-4df0-be0d-cc4a29520cb3.jpg","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7581"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7581"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7581\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7583,"href":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7581\/revisions\/7583"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7582"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7581"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7581"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7581"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}