{"id":7407,"date":"2023-03-17T10:16:03","date_gmt":"2023-03-17T13:16:03","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/?p=7407"},"modified":"2023-03-17T10:16:03","modified_gmt":"2023-03-17T13:16:03","slug":"justica-condena-seguradora-a-indenizar-consumidora-por-descontos-indevidos-na-sua-conta-bancaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/2023\/03\/17\/justica-condena-seguradora-a-indenizar-consumidora-por-descontos-indevidos-na-sua-conta-bancaria\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a condena seguradora a indenizar consumidora por descontos indevidos na sua conta banc\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<div class=\"itemIntroText\">\n<p>Uma senhora correntista de uma institui\u00e7\u00e3o financeira recorreu \u00e0 Justi\u00e7a alegando que sua conta banc\u00e1ria sofreu um desconto no valor de R$ 349,94 (trezentos e quarenta e nove reais e noventa e quatro centavos), referente a um contrato de seguro que nunca realizou junto a seguradora demandada.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"itemFullText\">\n<p>O caso \u00e9 oriundo da 4\u00aa Vara Mista da Comarca de Guarabira, PB, que condenou a seguradora a pagar a consumidora o valor de R$ 3 mil (tr\u00eas mil reais) por danos morais.<\/p>\n<p>J\u00e1 em grau de Recurso, a Quarta C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a da Para\u00edba majorou de R$ 3 mil (tr\u00eas mil reais) para R$ 5 mil (cinco mil reais) a indeniza\u00e7\u00e3o, por danos morais, em face da seguradora, em virtude dos descontos realizados indevidos nos rendimentos de uma cliente de uma institui\u00e7\u00e3o financeira referente a sua conta banc\u00e1ria.<\/p>\n<p>O Desembargador Relator do processo, destacou que os descontos indevidos nos rendimentos da cliente decorrentes de contrata\u00e7\u00e3o de seguro n\u00e3o autorizada, configura dano moral indeniz\u00e1vel, que nesse caso ocorre de forma presumida, prescindindo assim de prova objetiva, mormente por se tratar de verba de natureza alimentar.<\/p>\n<p>&#8220;Restando comprovada a conduta il\u00edcita, culposa e comissiva por parte da institui\u00e7\u00e3o financeira, bem como demonstrado o seu nexo de causalidade com o n\u00edtido preju\u00edzo de cunho moral sofrido pela recorrente, entendo existente o dano moral visualizado pelo ju\u00edzo de primeiro grau&#8221;, pontuou.<\/p>\n<p>Para o Relator, o montante arbitrado na senten\u00e7a de primeiro grau, \u00e0 t\u00edtulo de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais, \u00e9 insuficiente frente \u00e0s circunst\u00e2ncias f\u00e1ticas, a gravidade objetiva do dano e seu efeito lesivo, n\u00e3o observando, outrossim, os crit\u00e9rios de proporcionalidade e razoabilidade e a jurisprud\u00eancia da Quarta C\u00e2mara C\u00edvel, sendo necess\u00e1ria sua majora\u00e7\u00e3o. &#8220;Assim, entendo como necess\u00e1ria a majora\u00e7\u00e3o do valor da indeniza\u00e7\u00e3o para o montante de R$ 5.000,00 (cinco mil reais)&#8221;, enfatizou.<\/p>\n<p><strong>Dorival Alves de Sousa, advogado, corretor de seguros e diretor do SINCOR-DF.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fonte: Tribunal de Justi\u00e7a da Para\u00edba (TJPB). 0804852-16.2022.8.15.0181.<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma senhora correntista de uma institui\u00e7\u00e3o financeira recorreu \u00e0 Justi\u00e7a alegando que sua conta banc\u00e1ria sofreu um desconto no valor de R$ 349,94 (trezentos e quarenta e nove reais e noventa e quatro centavos), referente a um contrato de seguro que nunca realizou junto a seguradora demandada. 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