{"id":7049,"date":"2023-03-09T12:45:04","date_gmt":"2023-03-09T15:45:04","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/?p=7049"},"modified":"2023-03-09T12:46:06","modified_gmt":"2023-03-09T15:46:06","slug":"a-escolha-de-atalhos-requer-cuidados-por-carlos-rodolfo-schneider-empresario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/2023\/03\/09\/a-escolha-de-atalhos-requer-cuidados-por-carlos-rodolfo-schneider-empresario\/","title":{"rendered":"A escolha de atalhos requer cuidados &#8211; Por : Carlos Rodolfo Schneider , empres\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<div class=\"itemBody\">\n<div class=\"itemFullText\">\n<p>Desde a divulga\u00e7\u00e3o do resultado da elei\u00e7\u00e3o pelo Tribunal Superior Eleitoral, o futuro governo concentrou a sua aten\u00e7\u00e3o em duas quest\u00f5es: revogar uma \u00e2ncora fiscal (o teto de gastos, que estava na Constitui\u00e7\u00e3o) para assegurar o direito de gastar e acomodar os diversos partidos que o apoiaram na elei\u00e7\u00e3o, numa demonstra\u00e7\u00e3o expl\u00edcita de falta de desprendimento desses grupos e de prioriza\u00e7\u00e3o de interesses particulares muito mais do que de um projeto para o pa\u00eds. Como bem apontou o economista M\u00e1rcio Garcia da PUC- RJ, \u201cesquecendo os bons ensinamentos de 2002, o (novo) governo partiu de forma destrambelhada para o ataque, certo de que mais gasto p\u00fablico \u00e9 o que falta ao pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p>Quase unanimidade entre economistas e especialistas em contas p\u00fablicas, de que o excesso de gastos p\u00fablicos seja o principal desafio macroecon\u00f4mico do pa\u00eds, parece n\u00e3o sensibilizar novos grupos que chegam ao poder, mais preocupados em atender promessas de campanha e aliados pol\u00edticos. Importante lembrar que h\u00e1 25 anos o governo central n\u00e3o gastava mais de 14% do PIB para manter a m\u00e1quina p\u00fablica, conseguia investir cerca de 4%, e mantinha a carga tribut\u00e1ria na casa dos 28%.<\/p>\n<p>A escolha a ser posta n\u00e3o \u00e9 entre Estado forte ou fraco, e sim entre \u00e1gil ou obeso. Entre eficiente ou ineficiente, entre promotor de uma economia competitiva ou de uma hist\u00f3ria de voos de galinha, que n\u00e3o permitem crescimento consistente. S\u00e3o escolhas que devem ser feitas e envolvem prioridades a serem estabelecidas. Como os recursos sempre s\u00e3o finitos, \u00e9 imprescind\u00edvel priorizar a sua aloca\u00e7\u00e3o. E as \u00e2ncoras fiscais, como o teto dos gastos, ajudam nessa disciplina, na constru\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento p\u00fablico pelo Executivo e na sua avalia\u00e7\u00e3o pelo Congresso Nacional. Na revis\u00e3o das distor\u00e7\u00f5es e privil\u00e9gios que s\u00e3o uma realidade nem um pouco desprez\u00edvel. E assim manter as expectativas de evolu\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel da d\u00edvida p\u00fablica, condi\u00e7\u00e3o para viabilizar crescimento econ\u00f4mico adequado.<\/p>\n<p>Ter preocupa\u00e7\u00e3o com a pol\u00edtica social, com o crescimento econ\u00f4mico para a gera\u00e7\u00e3o de empregos, s\u00e3o propostas leg\u00edtimas de um plano de governo. A forma de promov\u00ea-los \u00e9 que faz toda a diferen\u00e7a. Experi\u00eancias de diversos pa\u00edses demonstraram que a via do aumento de gastos alimentado por aumento de tributos tem gerado resultados muito mais t\u00edmidos e de alcance curto, de que a via da redu\u00e7\u00e3o de gastos alicer\u00e7ada em aumento de sua efici\u00eancia. A primeira alternativa \u00e9 a mais f\u00e1cil, mas alimenta a infla\u00e7\u00e3o, reduz a competitividade da economia e o crescimento econ\u00f4mico, e fecha um c\u00edrculo vicioso que prejudica os mais pobres.<\/p>\n<p>Os atalhos sempre parecem a solu\u00e7\u00e3o mais simples, mas se quisermos preparar o pa\u00eds para um crescimento mais robusto e consistente temos que estar dispostos a pavimentar o nosso caminho.<\/p>\n<p>O vice-presidente Geraldo Alckmin conhece muito bem tudo isso, e certamente n\u00e3o \u00e9 afeito a fogo de palha. Quando governador de S\u00e3o Paulo, foi importante apoiador do Movimento Brasil Eficiente \u2013 MBE, que congregou diversos governadores, e dezenas de entidades empresariais e da sociedade civil organizada, na busca de um modelo de crescimento sustent\u00e1vel e consistente, apoiado por um Estado forte pela efici\u00eancia e n\u00e3o pesado pela obesidade. Foi um movimento que, com a contribui\u00e7\u00e3o de Alckmin, ajudou a construir a consci\u00eancia da efici\u00eancia p\u00fablica que a sociedade brasileira tem demonstrado n\u00e3o desprezar mais. Esperamos poder continuar contando com o seu apoio.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"e-mailit_toolbox circular size48\">\n<div class=\"e-mailit_btn_Facebook\"><\/div>\n<div class=\"e-mailit_btn_LinkedIn\"><\/div>\n<div class=\"e-mailit_btn_Twitter\"><\/div>\n<div class=\"e-mailit_btn_Pinterest\"><\/div>\n<div class=\"e-mailit_btn_WhatsApp\"><\/div>\n<div class=\"e-mailit_btn_Send_via_Email\"><\/div>\n<div class=\"e-mailit_btn_EMAILiT\"><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde a divulga\u00e7\u00e3o do resultado da elei\u00e7\u00e3o pelo Tribunal Superior Eleitoral, o futuro governo concentrou a sua aten\u00e7\u00e3o em duas quest\u00f5es: revogar uma \u00e2ncora fiscal (o teto de gastos, que estava na Constitui\u00e7\u00e3o) para assegurar o direito de gastar e acomodar os diversos partidos que o apoiaram na elei\u00e7\u00e3o, numa demonstra\u00e7\u00e3o expl\u00edcita de falta de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":7050,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[51],"tags":[113,6433],"featured_image_src":{"landsacpe":["https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/8da20930e4b35eb64fa85060c9ac07c3_XL-1140x445.jpg",1140,445,true],"list":["https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/8da20930e4b35eb64fa85060c9ac07c3_XL-463x348.jpg",463,348,true],"medium":["https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/8da20930e4b35eb64fa85060c9ac07c3_XL-300x170.jpg",300,170,true],"full":["https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/8da20930e4b35eb64fa85060c9ac07c3_XL.jpg",1220,691,false]},"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/8da20930e4b35eb64fa85060c9ac07c3_XL.jpg","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7049"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7049"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7049\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7051,"href":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7049\/revisions\/7051"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7050"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7049"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7049"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7049"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}