{"id":6339,"date":"2023-01-26T20:38:05","date_gmt":"2023-01-26T23:38:05","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/?p=6339"},"modified":"2023-01-26T20:38:05","modified_gmt":"2023-01-26T23:38:05","slug":"qual-o-papel-dos-investidores-na-hora-de-avancar-o-negocio-para-outro-pais-por-guilherme-amorim-head-de-parcerias-da-wayra-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/2023\/01\/26\/qual-o-papel-dos-investidores-na-hora-de-avancar-o-negocio-para-outro-pais-por-guilherme-amorim-head-de-parcerias-da-wayra-brasil\/","title":{"rendered":"Qual o papel dos investidores na hora de avan\u00e7ar o neg\u00f3cio para outro pa\u00eds? &#8211; Por: Guilherme Amorim, Head de Parcerias da Wayra Brasil."},"content":{"rendered":"<p>Discuss\u00f5es sobre a import\u00e2ncia de internacionalizar startups t\u00eam se tornado assunto frequente nos \u00faltimos anos. O interesse vem tanto dos empreendedores, que querem levar suas opera\u00e7\u00f5es para fora do pa\u00eds, como dos investidores, que t\u00eam perguntado mais sobre a possibilidade ou a viabilidade de uma startup brasileira operar fora do cen\u00e1rio nacional. Mais do que um plano para o futuro, entender sobre o processo de internacionaliza\u00e7\u00e3o se tornou tamb\u00e9m um fator crucial para o sucesso de uma capta\u00e7\u00e3o de investimentos.<\/p>\n<p>Isso acontece agora, n\u00e3o apenas pelos motivos considerados mais \u201ccl\u00e1ssicos\u201d, como a capacidade de ampliar o portf\u00f3lio de clientes, o que tamb\u00e9m ajuda a elevar a rentabilidade das startups, mas tamb\u00e9m pela possibilidade de se posicionarem de forma estrat\u00e9gica para interagir com outros players do mercado. Uma presen\u00e7a em ambientes internacionais, que as coloca em concorr\u00eancia com solu\u00e7\u00f5es globais, sinaliza aos investidores que os empreendedores t\u00eam interesse em tomar a dianteira em potenciais parcerias e ofertas combinadas com outros players do mercado, o que \u00e9 visto de maneira muito saud\u00e1vel por VCs e CVCs. E, mais do que s\u00f3 dar sinais positivos para futuros investidores, as startups que partem para um processo de internacionaliza\u00e7\u00e3o ganham a chance de aumentar a carteira de clientes, fazer benchmark de solu\u00e7\u00f5es globais, podendo encontrar a possibilidade de parcerias trianguladas em outros pa\u00edses, al\u00e9m, \u00e9 claro, dos ganhos em d\u00f3lar.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, para internacionalizar \u00e9 importante planejar. Acessar o mercado global n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o apenas de querer, mas de se preparar para isso. O primeiro passo em um processo de internacionaliza\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es de uma startup costuma ser a avalia\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio global.<\/p>\n<p>Uma boa forma de fazer isso \u00e9 acessar relat\u00f3rios de tend\u00eancias de consultorias como a Gartner, Forrester, Ovuum ou IDC para conferir quais dos insights mapeados por elas podem ter conex\u00f5es com o neg\u00f3cio da startup em quest\u00e3o. O intuito principal deste exerc\u00edcio \u00e9 entender o que o mercado internacional est\u00e1 buscando ou precisando em um dado momento.<\/p>\n<p>Assim que for identificada essa necessidade global ou internacional que tenha rela\u00e7\u00e3o com a solu\u00e7\u00e3o proposta pela startup, o segundo passo envolve encontrar quem s\u00e3o os stakeholders interessados neste produto ou servi\u00e7o. Eles podem ser desde executivos de alto escal\u00e3o (C-Level) a fundos de investimento, institutos de pesquisa, aceleradoras globais e at\u00e9 investidores anjo. Essa fase do planejamento busca entender quem \u00e9 o interessado no que a startup pode ajudar a resolver.<\/p>\n<p>Desse ponto em diante, com o que e quem devidamente mapeados e identificados, parte-se para a defini\u00e7\u00e3o de uma estrat\u00e9gia de a\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m conhecida pela express\u00e3o GoToMarket, que significa literalmente \u201cavan\u00e7ar em dire\u00e7\u00e3o ao mercado\u201d. Essa estrat\u00e9gia costuma se apoiar em cinco pilares fundamentais: 1) ter foco na oferta (que \u00e9 a resposta ao o que mapeado nas fases anteriores; 2) capacidade de adapta\u00e7\u00e3o da oferta a ecossistemas diferentes do nacional; 3) chance de destacar-se em um cen\u00e1rio competitivo global; 4) incluir intelig\u00eancia de mercado; e, por fim, 5) ter um modelo de vendas e distribui\u00e7\u00e3o estabelecido junto a equipes locais de atendimento, que pode ser feito por meio de parceiros regionais.<\/p>\n<p>Trata-se de um processo que leva tempo e exige recursos dos empreendedores. E \u00e9 exatamente por isso que quem busca trabalhar com a possibilidade de internacionaliza\u00e7\u00e3o est\u00e1 em um momento perfeito para se aproximar de investidores, que pode n\u00e3o s\u00f3 subsidiar esse movimento de internacionaliza\u00e7\u00e3o com recursos financeiros como tamb\u00e9m aporta conex\u00f5es globais que permitem que o processo de internacionaliza\u00e7\u00e3o possa acontecer com sucesso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Discuss\u00f5es sobre a import\u00e2ncia de internacionalizar startups t\u00eam se tornado assunto frequente nos \u00faltimos anos. O interesse vem tanto dos empreendedores, que querem levar suas opera\u00e7\u00f5es para fora do pa\u00eds, como dos investidores, que t\u00eam perguntado mais sobre a possibilidade ou a viabilidade de uma startup brasileira operar fora do cen\u00e1rio nacional. 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