{"id":22986,"date":"2026-08-20T19:43:12","date_gmt":"2026-08-20T22:43:12","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/?p=22986"},"modified":"2026-08-20T19:43:12","modified_gmt":"2026-08-20T22:43:12","slug":"agosto-lilas-violencia-domestica-tambem-desafia-empresas-apos-atualizacao-da-nr-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/2026\/08\/20\/agosto-lilas-violencia-domestica-tambem-desafia-empresas-apos-atualizacao-da-nr-1\/","title":{"rendered":"Agosto Lil\u00e1s: viol\u00eancia dom\u00e9stica tamb\u00e9m desafia empresas ap\u00f3s atualiza\u00e7\u00e3o da NR-1"},"content":{"rendered":"<p>Inclus\u00e3o dos riscos psicossociais na norma refor\u00e7a a necessidade de organiza\u00e7\u00f5es estarem preparadas para lidar com situa\u00e7\u00f5es que afetam a sa\u00fade emocional dos trabalhadores, dentro e fora do ambiente corporativo<\/p>\n<p>A viol\u00eancia dom\u00e9stica costuma ser tratada como um problema restrito \u00e0 esfera familiar. Na pr\u00e1tica, por\u00e9m, seus efeitos atravessam diferentes aspectos da vida da v\u00edtima \u2014 inclusive o trabalho. Dificuldade de concentra\u00e7\u00e3o, queda de rendimento, faltas frequentes, ansiedade e afastamentos s\u00e3o consequ\u00eancias que impactam tanto o colaborador quanto a organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Neste contexto, a atualiza\u00e7\u00e3o da Norma Regulamentadora n\u00ba 1 (NR-1), que passou a exigir a gest\u00e3o dos riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), amplia a discuss\u00e3o sobre o papel das empresas na promo\u00e7\u00e3o de ambientes emocionalmente seguros. Embora a norma n\u00e3o trate especificamente da viol\u00eancia dom\u00e9stica, ela fortalece a responsabilidade das organiza\u00e7\u00f5es em reconhecer fatores que comprometem o bem-estar dos trabalhadores e adotar medidas preventivas.<\/p>\n<p>Para Tha\u00eds Rodella, especialista em comportamento humano, gest\u00e3o de pessoas e Medicina do Estilo de Vida, o Agosto Lil\u00e1s \u00e9 uma oportunidade para ampliar essa reflex\u00e3o dentro das empresas.<\/p>\n<p>&#8220;Quem sofre viol\u00eancia n\u00e3o deixa esse sofrimento em casa quando inicia o expediente. O medo, a inseguran\u00e7a e o desgaste emocional acompanham essa pessoa ao longo do dia e podem comprometer sua capacidade de trabalhar, tomar decis\u00f5es e se relacionar com a equipe. Ignorar essa realidade significa deixar de cuidar de um fator que interfere diretamente na sa\u00fade e no desempenho profissional.&#8221;<br \/>\nA especialista ressalta que isso n\u00e3o significa transferir \u00e0s empresas uma responsabilidade que cabe \u00e0s autoridades ou aos servi\u00e7os de prote\u00e7\u00e3o. O papel das organiza\u00e7\u00f5es \u00e9 construir um ambiente onde o trabalhador encontre seguran\u00e7a, respeito e acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Os gestores n\u00e3o precisam investigar a vida pessoal de ningu\u00e9m. O mais importante \u00e9 que saibam identificar mudan\u00e7as significativas de comportamento, conduzir conversas de forma respeitosa e orientar o colaborador sobre os canais de apoio dispon\u00edveis. Muitas vezes, um ambiente de confian\u00e7a representa o primeiro passo para que a v\u00edtima procure ajuda.&#8221;<\/p>\n<p>Entre os sinais que podem indicar que algo n\u00e3o vai bem est\u00e3o mudan\u00e7as repentinas de comportamento, isolamento, atrasos recorrentes, dificuldade de concentra\u00e7\u00e3o, redu\u00e7\u00e3o do desempenho e aumento das faltas. Individualmente, esses comportamentos n\u00e3o confirmam uma situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia, mas merecem aten\u00e7\u00e3o quando persistem ou surgem de forma abrupta.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da capacita\u00e7\u00e3o das lideran\u00e7as, pol\u00edticas claras de combate ao ass\u00e9dio, canais confidenciais de escuta e programas de apoio psicol\u00f3gico contribuem para criar uma cultura organizacional mais preparada para lidar com situa\u00e7\u00f5es de vulnerabilidade.<br \/>\n&#8220;O Agosto Lil\u00e1s refor\u00e7a que o enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia contra a mulher \u00e9 um compromisso coletivo. A atualiza\u00e7\u00e3o da NR-1 amplia esse debate ao mostrar que a sa\u00fade mental tamb\u00e9m depende da capacidade das empresas de reconhecer fatores que afetam seus colaboradores e agir de maneira respons\u00e1vel, \u00e9tica e humana&#8221;, conclui Tha\u00eds Rodella.<\/p>\n<p><strong>Sobre Tha\u00eds Rodella<\/strong><br \/>\nTha\u00eds Rodella \u00e9 especialista em comportamento humano, gest\u00e3o de pessoas e Medicina do Estilo de Vida. Atua no desenvolvimento de lideran\u00e7as, sa\u00fade emocional, cultura organizacional e bem-estar corporativo, auxiliando empresas na constru\u00e7\u00e3o de ambientes mais saud\u00e1veis e sustent\u00e1veis<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inclus\u00e3o dos riscos psicossociais na norma refor\u00e7a a necessidade de organiza\u00e7\u00f5es estarem preparadas para lidar com situa\u00e7\u00f5es que afetam a sa\u00fade emocional dos trabalhadores, dentro e fora do ambiente corporativo A viol\u00eancia dom\u00e9stica costuma ser tratada como um problema restrito \u00e0 esfera familiar. 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