{"id":22049,"date":"2026-06-02T22:10:09","date_gmt":"2026-06-03T01:10:09","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/?p=22049"},"modified":"2026-06-02T22:10:09","modified_gmt":"2026-06-03T01:10:09","slug":"setor-industrial-brasileiro-enfrenta-novo-patamar-de-risco-com-eventos-climaticos-extremos-e-danos-estruturais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/2026\/06\/02\/setor-industrial-brasileiro-enfrenta-novo-patamar-de-risco-com-eventos-climaticos-extremos-e-danos-estruturais\/","title":{"rendered":"Setor industrial brasileiro enfrenta novo patamar de risco com eventos clim\u00e1ticos extremos e danos estruturais"},"content":{"rendered":"<p><i>O especialista e CEO da i4sea, Mateus Lima, analisa como a intelig\u00eancia de dados torna-se vital para a continuidade de neg\u00f3cios.<\/i><\/p>\n<div>\n<p>A economia brasileira acumulou R$ 184 bilh\u00f5es em preju\u00edzos por eventos clim\u00e1ticos extremos entre 2022 e 2024, segundo dados da CNseg\/EY apresentados na COP30. Apenas no Rio Grande do Sul, as enchentes de 2024 custaram R$ 35,6 bilh\u00f5es e paralisaram aeroportos e infraestruturas log\u00edsticas por meses. O caso recente do destelhamento da f\u00e1brica da Toyota, em Sorocaba (SP), evidencia que mesmo as plantas industriais mais modernas do pa\u00eds est\u00e3o vulner\u00e1veis ao novo padr\u00e3o clim\u00e1tico global.<\/p>\n<p>A grande lacuna enfrentada pelas corpora\u00e7\u00f5es \u00e9 que a imensa maioria das normas t\u00e9cnicas de engenharia e dos Planos de Continuidade de Neg\u00f3cios (BCP) ainda \u00e9 desenhada com base em m\u00e9dias hist\u00f3ricas que j\u00e1 n\u00e3o refletem a realidade.<\/p>\n<p>&#8220;O caso da Toyota em Sorocaba n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o. Eventos extremos no Brasil ficaram tr\u00eas vezes mais frequentes e severos na \u00faltima d\u00e9cada, de acordo com o Atlas Digital de Desastres. Estrutura projetada para tabela de recorr\u00eancia de 30 anos atr\u00e1s \u00e9 estrutura subdimensionada hoje&#8221;, afirma Mateus Lima, CEO da i4sea.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do risco patrimonial f\u00edsico, a press\u00e3o sobre essa transi\u00e7\u00e3o agora \u00e9 regulat\u00f3ria e de governan\u00e7a. A Resolu\u00e7\u00e3o CVM 218, por exemplo, obriga toda companhia aberta brasileira a reportar sua exposi\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica por ativo, alinhando-se aos padr\u00f5es globais do IFRS S2.<\/p>\n<p>Com aplica\u00e7\u00e3o iniciada para os exerc\u00edcios sociais a partir de 1\u00ba de janeiro de 2026, o primeiro relat\u00f3rio obrigat\u00f3rio vence em maio de 2027 \u2014 impactando diretamente mais de 700 empresas listadas na bolsa. Para as diretorias financeiras e de riscos, o tempo para estrutura\u00e7\u00e3o de dados corre contra o rel\u00f3gio.<\/p>\n<p>&#8220;A partir de 2026, toda companhia aberta brasileira \u00e9 obrigada a reportar exposi\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica por ativo (CVM 218 \/ IFRS S2). O primeiro relat\u00f3rio obrigat\u00f3rio vence em maio de 2027 e o ano-base \u00e9 2026 \u2014 quem come\u00e7a a coletar dados em junho do ano que vem reporta o que conseguir, n\u00e3o o que importa. Risco f\u00edsico do clima saiu da pauta de sustentabilidade e entrou no balan\u00e7o, no parecer do auditor e na conversa com o banco&#8221;, explica Lima.<\/p>\n<p>Da previs\u00e3o gen\u00e9rica \u00e0 intelig\u00eancia hiperlocal<\/p>\n<p>Para mitigar esses riscos e cumprir as novas exig\u00eancias de governan\u00e7a preditiva, o mercado industrial come\u00e7a a substituir relat\u00f3rios meteorol\u00f3gicos tradicionais por sistemas que recomendam a\u00e7\u00f5es ao n\u00edvel do ativo. A virada de chave est\u00e1 em plataformas que cruzam rean\u00e1lise clim\u00e1tica propriet\u00e1ria de mais de 10 anos, com resolu\u00e7\u00e3o espacial de 1 km a 3 km, combinada aos dados espec\u00edficos do neg\u00f3cio. Com isso, o alerta deixa de ser &#8220;estado-amplo&#8221; e passa a apontar com exatid\u00e3o a planta, o galp\u00e3o ou o quil\u00f4metro cr\u00edtico da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Aviso gen\u00e9rico de &#8216;ventos fortes para o estado de S\u00e3o Paulo&#8217; n\u00e3o para uma f\u00e1brica. Saber que a rajada vai atingir 100 km\/h no telhado da Planta 2, entre 14h e 16h, com 24 horas de anteced\u00eancia \u2014 isso para. A\u00ed d\u00e1 tempo de desligar m\u00e1quina cr\u00edtica, evacuar \u00e1rea sens\u00edvel e comunicar a cadeia. Vira protocolo de seguran\u00e7a, n\u00e3o desastre&#8221;, pontua o CEO da i4sea.<\/p>\n<p>Em um cen\u00e1rio onde mais de 90% das perdas por desastres clim\u00e1ticos no pa\u00eds ainda ocorrem sem a cobertura de seguros, tratar o clima como vari\u00e1vel de gest\u00e3o ativa tornou-se o divisor entre a resili\u00eancia e o preju\u00edzo operacional severo.<\/p>\n<p>Para o executivo, os eventos como o vendaval de Sorocaba s\u00e3o o que a estat\u00edstica chama de &#8216;cauda da distribui\u00e7\u00e3o&#8217;. O problema \u00e9 que a cauda virou rotina, pois tratar o clima como vari\u00e1vel de gest\u00e3o, n\u00e3o de sorte, deixou de ser op\u00e7\u00e3o. \u00c9 continuidade do neg\u00f3cio.<\/p>\n<p><strong>Sobre a i4sea<\/strong><\/p>\n<p>A i4sea \u00e9 uma empresa de software que auxilia empresas com ativos e opera\u00e7\u00f5es impactadas por condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas a reduzir riscos e aumentar a efici\u00eancia operacional. Fundada em 2015, em Salvador, por ocean\u00f3grafos, a empresa \u00e9 especializada em intelig\u00eancia clim\u00e1tica, com softwares capazes de diagnosticar impactos do clima em n\u00edvel de metros, permitindo a antecipa\u00e7\u00e3o customizada e espec\u00edfica de riscos futuros. Por meio de sua plataforma propriet\u00e1ria, o i4cast\u00ae, a i4sea transforma dados clim\u00e1ticos hiperlocais em eventos de risco e alertas acion\u00e1veis, apoiando decis\u00f5es cr\u00edticas altamente sens\u00edveis \u00e0s condi\u00e7\u00f5es do clima.<\/p>\n<p>Essa abordagem possibilita a otimiza\u00e7\u00e3o da log\u00edstica e das opera\u00e7\u00f5es de clientes de diversos setores, como portos, energia, engenharia e infraestrutura, com atua\u00e7\u00e3o em pa\u00edses como Brasil, Chile, Su\u00e9cia, Dinamarca, Holanda, Reino Unido e Alemanha. Ao conectar ci\u00eancia de ponta e Intelig\u00eancia Artificial \u00e0s necessidades concretas de adapta\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o de empresas como Capstone, Santos Brasil, Porto do A\u00e7u, Grupo EPR e Vattenfall, a i4sea se consolida como refer\u00eancia em intelig\u00eancia clim\u00e1tica, com o prop\u00f3sito de apoiar pessoas e organiza\u00e7\u00f5es na adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, contribuindo para a redu\u00e7\u00e3o de preju\u00edzos, a salvaguarda da vida e a otimiza\u00e7\u00e3o do planejamento com foco em resili\u00eancia clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Site:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.i4sea.com\/pt-br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.i4sea.com\/pt-br<\/a><\/p>\n<p>LinkedIn:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/company\/i4sea\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.linkedin.com\/company\/i4sea\/<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O especialista e CEO da i4sea, Mateus Lima, analisa como a intelig\u00eancia de dados torna-se vital para a continuidade de neg\u00f3cios. 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