{"id":21822,"date":"2026-05-11T19:20:16","date_gmt":"2026-05-11T22:20:16","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/?p=21822"},"modified":"2026-05-11T19:20:16","modified_gmt":"2026-05-11T22:20:16","slug":"nova-nr-1-coloca-saude-mental-no-centro-da-gestao-de-riscos-nas-empresas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/2026\/05\/11\/nova-nr-1-coloca-saude-mental-no-centro-da-gestao-de-riscos-nas-empresas\/","title":{"rendered":"Nova NR-1 coloca sa\u00fade mental no centro da gest\u00e3o de riscos nas empresas"},"content":{"rendered":"<p>Atualiza\u00e7\u00e3o da norma transforma fatores de risco psicossociais em obriga\u00e7\u00e3o formal e muda a forma como organiza\u00e7\u00f5es lidam com estresse, desempenho e adoecimento<\/p>\n<p>A atualiza\u00e7\u00e3o da NR-1 marca uma mudan\u00e7a estrutural na forma como as empresas brasileiras devem gerenciar a sa\u00fade no trabalho. A partir de maio de 2026, fatores como sobrecarga, press\u00e3o excessiva, metas abusivas e ass\u00e9dio passam a integrar oficialmente o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, exigindo identifica\u00e7\u00e3o, monitoramento, avalia\u00e7\u00e3o e controle com o mesmo rigor aplicado a riscos cl\u00e1ssicos como f\u00edsicos, qu\u00edmicos biol\u00f3gicos e de acidentes de trabalho.<\/p>\n<p>Para o m\u00e9dico do trabalho e especialista em sa\u00fade corporativa Dr. Gustavo Locatelli, a nova diretriz amplia o conceito de risco ocupacional e reposiciona a sa\u00fade mental como parte da responsabilidade das empresas. O que antes era tratado como tema perif\u00e9rico ou benef\u00edcio passa a fazer parte da governan\u00e7a estrat\u00e9gica das empresas.<\/p>\n<p>\u201cA grande mudan\u00e7a \u00e9 que os fatores psicossociais deixam de ser invis\u00edveis e passam a exigir gest\u00e3o estruturada, com m\u00e9todo, registro e acompanhamento sistematizado. Isso eleva o n\u00edvel de maturidade da agenda de sa\u00fade e bem-estar no trabalho\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Segundo o especialista, a atualiza\u00e7\u00e3o acompanha uma transforma\u00e7\u00e3o que j\u00e1 vinha acontecendo globalmente nas organiza\u00e7\u00f5es, impulsionada pelo aumento dos casos de adoecimento mental, queda de engajamento e impactos diretos na produtividade.<\/p>\n<p>\u201cAs organiza\u00e7\u00f5es aprenderam a medir o custo direto do adoecimento a partir dos atestados, afastamentos e a conto do plano de sa\u00fade. Mas ainda ignoram aquilo que n\u00e3o aparece nos relat\u00f3rios: o potencial humano que deixa de ser realizado todos os dias dentro das empresas. O problema n\u00e3o \u00e9 apenas o burnout, o afastamento ou o aumento dos transtornos mentais. O problema \u00e9 mais amplo \u2014 e mais caro. \u00c9 a perda silenciosa de energia, foco, criatividade e capacidade de execu\u00e7\u00e3o que ocorre quando o trabalho \u00e9 estruturado de forma a comprometer a sa\u00fade mental e o bem-estar dos trabalhadores\u201d.<\/p>\n<p>Segundo estimativas do F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial em parceria com a McKinsey, indicam que esse fen\u00f4meno representa um impacto superior a US$ 12 trilh\u00f5es na economia global. N\u00e3o se trata apenas de pessoas doentes, trata-se de pessoas operando abaixo de seu potencial, expostas a sobrecarga, baixa autonomia, falta de clareza, lideran\u00e7a inadequada e ambientes que drenam energia em vez de sustent\u00e1-la. O resultado \u00e9 previs\u00edvel: menos inova\u00e7\u00e3o, pior tomada de decis\u00e3o, menor qualidade de execu\u00e7\u00e3o e perda progressiva de competitividade.<\/p>\n<p>\u201cA sa\u00fade mental deixa de ser vista como uma quest\u00e3o individual e passa a ser tratada como consequ\u00eancia da cultura organizacional, da forma como o trabalho \u00e9 organizado e liderado\u201d, explica.<\/p>\n<p>Para Locatelli, o impacto da atualiza\u00e7\u00e3o da norma vai al\u00e9m da conformidade legal: organiza\u00e7\u00f5es que estruturarem essa agenda tendem a melhorar indicadores cr\u00edticos como absente\u00edsmo, presente\u00edsmo e turnover, al\u00e9m de fortalecer a produtividade, maior capacidade de atrair talentos e culturas organizacionais mais fortes e sustent\u00e1veis.<\/p>\n<p>\u201cMais do que uma obriga\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria, a NR-1 \u00e9 uma oportunidade estrat\u00e9gica. Empresas que tratam sa\u00fade mental com seriedade conseguem transformar ambientes de trabalho t\u00f3xicos em ambientes de prote\u00e7\u00e3o psicossocial e vantagem competitiva\u201d, afirma.<\/p>\n<p>A urg\u00eancia \u00e9 imediata. Apesar do prazo legal, especialistas alertam que a implementa\u00e7\u00e3o exige mudan\u00e7as profundas na cultura, na lideran\u00e7a e no desenho do trabalho.<\/p>\n<p>\u201cA adapta\u00e7\u00e3o n\u00e3o acontece em poucas semanas. \u00c9 um processo que exige prepara\u00e7\u00e3o, m\u00e9todo e integra\u00e7\u00e3o entre \u00e1reas. Quem come\u00e7ar antes sai na frente e colhe os resultados primeiro\u201d, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atualiza\u00e7\u00e3o da norma transforma fatores de risco psicossociais em obriga\u00e7\u00e3o formal e muda a forma como organiza\u00e7\u00f5es lidam com estresse, desempenho e adoecimento A atualiza\u00e7\u00e3o da NR-1 marca uma mudan\u00e7a estrutural na forma como as empresas brasileiras devem gerenciar a sa\u00fade no trabalho. 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