{"id":20998,"date":"2026-02-26T11:56:19","date_gmt":"2026-02-26T14:56:19","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/?p=20998"},"modified":"2026-02-26T11:56:19","modified_gmt":"2026-02-26T14:56:19","slug":"gestao-de-riscos-nas-empresas-expoem-fragilidades-tecnicas-e-operacionais-por-sylvio-sobreira-vieira-ceo-head-consulting-da-svx-consultoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/2026\/02\/26\/gestao-de-riscos-nas-empresas-expoem-fragilidades-tecnicas-e-operacionais-por-sylvio-sobreira-vieira-ceo-head-consulting-da-svx-consultoria\/","title":{"rendered":"Gest\u00e3o de riscos nas empresas exp\u00f5em fragilidades t\u00e9cnicas e operacionais  &#8211; Por : Sylvio Sobreira Vieira, CEO &#038; Head Consulting da SVX Consultoria"},"content":{"rendered":"<p>Nunca a complexidade digital e a sofistica\u00e7\u00e3o das amea\u00e7as cibern\u00e9ticas foram t\u00e3o altas quanto atualmente. S\u00f3 no ano passado, o pa\u00eds registrou 315 bilh\u00f5es de tentativas de ataque cibern\u00e9tico \u2013 84% de todas as investidas na Am\u00e9rica Latina. Mesmo assim, muitos neg\u00f3cios ainda se apoiam em modelos de gest\u00e3o de riscos que pararam no tempo, completamente desalinhados da evolu\u00e7\u00e3o dessas amea\u00e7as.<\/p>\n<p>Essa defasagem entre um cen\u00e1rio de risco cada vez mais complexo e pr\u00e1ticas antiquadas de gerenciamento n\u00e3o \u00e9 mera teoria; de acordo com especialistas, o n\u00edvel de exposi\u00e7\u00e3o digital das empresas cresce em velocidade superior \u00e0 capacidade de resposta da maioria das organiza\u00e7\u00f5es. Isso se traduz em vulnerabilidades concretas no dia a dia das organiza\u00e7\u00f5es. Tecnologicamente, sistemas cr\u00edticos permanecem expostos por falta de atualiza\u00e7\u00e3o e vigil\u00e2ncia; operacionalmente, epis\u00f3dios recentes evidenciaram que as defesas corporativas evoluem em ritmo bem mais lento do que as t\u00e1ticas dos atacantes.<\/p>\n<p>Prova disso \u00e9 que, embora 79% das empresas brasileiras reconhe\u00e7am estar mais expostas a ataques cibern\u00e9ticos, somente 44% das altas administra\u00e7\u00f5es est\u00e3o diretamente envolvidas no tema. Ou seja, a lideran\u00e7a muitas vezes n\u00e3o assume para si a quest\u00e3o, mantendo um descompasso entre a percep\u00e7\u00e3o do risco e a a\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica sobre ele. O resultado \u00e9 uma gest\u00e3o calcificada em pr\u00e1ticas ultrapassadas \u2013 auditorias anuais protocolares, matrizes de risco est\u00e1ticas e checklists de conformidade \u2013 incapaz de reagir a um cen\u00e1rio onde as amea\u00e7as evoluem dia ap\u00f3s dia.<\/p>\n<p><strong>Pontos cegos na infraestrutura<\/strong><\/p>\n<p>Um dos pontos cr\u00edticos \u00e9 a falta de visibilidade real em ambientes h\u00edbridos cada vez mais complexos. Hoje, infraestrutura local convive com m\u00faltiplas nuvens p\u00fablicas, aplica\u00e7\u00f5es SaaS e uma infinidade de integra\u00e7\u00f5es via APIs \u2013 um ecossistema fragmentado em que muitas organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o conseguem enxergar todos os seus pontos de vulnerabilidade. A principal dificuldade nesses ambientes h\u00edbridos \u00e9 justamente a aus\u00eancia de visibilidade e controle unificado.<\/p>\n<p>Cada novo servi\u00e7o em nuvem ou conex\u00e3o externa adiciona camadas de complexidade e potenciais brechas de seguran\u00e7a. Segundo o relat\u00f3rio State of API Security 2025, 91% das empresas admitiram n\u00e3o ter plena visibilidade das integra\u00e7\u00f5es e APIs conectadas ao seu ambiente \u2013 e mais de 60% sofreram incidentes envolvendo APIs no \u00faltimo ano.<\/p>\n<p>H\u00e1 &#8220;pontos cegos&#8221; na rede corporativa que passam despercebidos pela seguran\u00e7a at\u00e9 que se convertam em incidentes. Quando a TI opera \u00e0s escuras, torna-se imposs\u00edvel gerir riscos de forma eficaz. Ambientes multi-nuvem e h\u00edbridos exigem monitoramento constante e ferramentas que consolidem alertas, mas muitas empresas ainda n\u00e3o evolu\u00edram suas pr\u00e1ticas para atingir esse n\u00edvel de vigil\u00e2ncia abrangente.<\/p>\n<p>Somando-se a isso, vemos decis\u00f5es de TI sendo tomadas sem a devida an\u00e1lise de impacto no neg\u00f3cio. Seja ao adotar uma nova tecnologia, migrar sistemas cr\u00edticos para a nuvem ou mesmo ao cortar custos em infraestrutura, empresas t\u00eam cometido o erro de n\u00e3o envolver as \u00e1reas de neg\u00f3cio e de risco no processo. O resultado s\u00e3o surpresas desagrad\u00e1veis: depend\u00eancias ocultas que s\u00e3o descobertas apenas quando um sistema cai, planos de conting\u00eancia inexistentes e perda de receita por indisponibilidade de servi\u00e7os que ningu\u00e9m previu.<\/p>\n<p>Cortes ou mudan\u00e7as &#8220;a olho&#8221; na TI, sem crit\u00e9rio estrat\u00e9gico, costumam gerar efeitos colaterais graves: perda de produtividade, aumento de falhas operacionais, brechas de seguran\u00e7a e at\u00e9 interrup\u00e7\u00f5es completas do neg\u00f3cio. Em outras palavras, quando a TI opera isolada, o risco de decis\u00f5es tecnol\u00f3gicas mal calibradas ricochetearem na opera\u00e7\u00e3o \u00e9 alt\u00edssimo.<\/p>\n<p>Muitas empresas ainda tratam projetos de tecnologia como algo apartado \u2013 e percebem tarde demais que aquela &#8220;simples atualiza\u00e7\u00e3o de software&#8221; podia, na verdade, parar uma linha de produ\u00e7\u00e3o ou deixar um servi\u00e7o indispon\u00edvel nacionalmente.<\/p>\n<p>Todos esses fatores apontam para uma desconex\u00e3o entre o risco mapeado no papel e o risco real correndo solto no dia a dia. Muitas empresas podem exibir orgulhosamente suas matrizes de riscos coloridas e relat\u00f3rios anuais de auditoria, mas na pr\u00e1tica n\u00e3o est\u00e3o capturando o que realmente pode derrub\u00e1-las. H\u00e1 um fosso entre o risco &#8220;oficial&#8221;, documentado, e o risco vivo, emergente nos ambientes digitais.<\/p>\n<p>Enquanto o mapa de riscos permanece quase inalterado de um ano para o outro, o cen\u00e1rio tecnol\u00f3gico ao redor se transforma em alta velocidade \u2013 novas amea\u00e7as, novos ativos, novas interdepend\u00eancias. Protocolos formais e checklists n\u00e3o capturam a din\u00e2mica ca\u00f3tica atual, em que um incidente pode se originar em qualquer ponto obscuro: uma API esquecida, um fornecedor negligenciado, uma decis\u00e3o tomada sem consulta.<\/p>\n<p>Superar essas fragilidades exige uma mudan\u00e7a de postura imediata. Em primeiro lugar, \u00e9 preciso reconhecer que riscos tecnol\u00f3gicos e operacionais s\u00e3o, hoje, riscos estrat\u00e9gicos do neg\u00f3cio. A ciberseguran\u00e7a e a continuidade digital deixaram de ser assuntos restritos \u00e0 equipe de TI \u2013 tornaram-se temas centrais de planejamento estrat\u00e9gico, governan\u00e7a corporativa e at\u00e9 de responsabilidade do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00d3rg\u00e3os reguladores j\u00e1 sinalizam essa expectativa: no final de 2025, o Banco Central atualizou normas (Resolu\u00e7\u00e3o CMN 5.274) exigindo que institui\u00e7\u00f5es financeiras tratem risco cibern\u00e9tico como risco operacional relevante, atrelado \u00e0 estabilidade do neg\u00f3cio, e cobrou envolvimento direto da alta administra\u00e7\u00e3o na supervis\u00e3o desse risco.<\/p>\n<p>Isso significa que o risco digital entrou de vez na pauta de conselhos e comit\u00eas executivos. Perguntas como &#8220;qual nosso n\u00edvel real de exposi\u00e7\u00e3o?&#8221; ou &#8220;nossa depend\u00eancia de terceiros est\u00e1 sob controle?&#8221; devem guiar discuss\u00f5es de alto n\u00edvel.<\/p>\n<p>Em conclus\u00e3o, a transforma\u00e7\u00e3o digital trouxe oportunidades enormes, mas tamb\u00e9m revelou que velhos m\u00e9todos de controle j\u00e1 n\u00e3o bastam para domar os novos perigos. As empresas que n\u00e3o revisarem sua abordagem de risco \u2013 incorporando visibilidade total dos ambientes h\u00edbridos, monitoramento cont\u00ednuo de fornecedores, governan\u00e7a proativa de TI e revis\u00e3o constante dos cen\u00e1rios de amea\u00e7a \u2013 continuar\u00e3o expostas a choques inesperados e perdas potencialmente devastadoras.<\/p>\n<p><strong>Sobre a SVX Consultoria<\/strong><\/p>\n<p>A SVX \u00e9 uma consultoria especializada em tecnologia, governan\u00e7a de Intelig\u00eancia Artificial e compliance regulat\u00f3rio. Atuando com foco na implementa\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica de solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas avan\u00e7adas, a SVX auxilia empresas de diversos setores a alcan\u00e7ar resultados mais assertivos, seguros e \u00e9ticos com o uso da IA. Com uma equipe t\u00e9cnica multidisciplinar altamente qualificada, a SVX oferece auditorias detalhadas, treinamentos especializados e estrat\u00e9gias personalizadas, garantindo que seus clientes estejam preparados para enfrentar desafios regulat\u00f3rios, \u00e9ticos e tecnol\u00f3gicos em um cen\u00e1rio digital cada vez mais complexo.<\/p>\n<p>Para mais informa\u00e7\u00f5es, acesse:\u00a0<a href=\"https:\/\/click.cse360.com.br\/Click\/AddCampaignEmailClick\/f2ff3a5b-8532-4885-2ce8-08de6f94bd98\/https%253a%252f%252fsvxconsultoria.com.br%252f\/7cd95766-6019-4c09-b213-573893648b5e\/contato@revistaempresarios.net\/True\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>https:\/\/svxconsultoria.com.br<\/u><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nunca a complexidade digital e a sofistica\u00e7\u00e3o das amea\u00e7as cibern\u00e9ticas foram t\u00e3o altas quanto atualmente. 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