{"id":19321,"date":"2025-07-23T11:44:57","date_gmt":"2025-07-23T14:44:57","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/?p=19321"},"modified":"2025-07-23T11:44:57","modified_gmt":"2025-07-23T14:44:57","slug":"do-burnout-ao-banco-de-marcenaria-a-trajetoria-empreendedora-de-luana-hazine","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/2025\/07\/23\/do-burnout-ao-banco-de-marcenaria-a-trajetoria-empreendedora-de-luana-hazine\/","title":{"rendered":"Do burnout ao banco de marcenaria: a trajet\u00f3ria empreendedora de Luana Hazine"},"content":{"rendered":"<p>Em um setor tradicionalmente masculino, a marceneira e empres\u00e1ria Luana Hazine vem conquistando espa\u00e7o e mostrando que coragem, resili\u00eancia e autenticidade podem, sim, abrir novos caminhos. \u00c0 frente de seu pr\u00f3prio ateli\u00ea de marcenaria autoral, ela une t\u00e9cnica, mem\u00f3ria afetiva e prop\u00f3sito em pe\u00e7as que carregam hist\u00f3ria e identidade.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a de rota aconteceu em 2017, quando, ap\u00f3s um epis\u00f3dio de burnout, Luana decidiu repensar sua trajet\u00f3ria profissional. Formada em marketing e com anos de experi\u00eancia na \u00e1rea corporativa, ela buscava algo que a reconectasse consigo mesma. \u201cCheguei a fazer cursos em \u00e1reas diversas, mas sempre fui apaixonada por trabalhos manuais. Queria um of\u00edcio que me desafiasse e que tivesse sentido pra mim\u201d, relembra.<\/p>\n<p>Foi nesse per\u00edodo que as lembran\u00e7as de inf\u00e2ncia, em especial o carrinho de rolim\u00e3 constru\u00eddo com os amigos da rua, reacenderam a vontade de criar com as pr\u00f3prias m\u00e3os. O primeiro passo foi investir em cursos de marcenaria e adquirir ferramentas b\u00e1sicas. Da serra tico-tico ao torno profissional, Luana transformou o hobby em neg\u00f3cio.<\/p>\n<p><strong>Superando desafios e conquistando mercado<\/strong><\/p>\n<p>Como mulher em um segmento ainda majoritariamente masculino, Luana precisou vencer preconceitos e conquistar espa\u00e7o aos poucos. \u201cNo come\u00e7o, senti resist\u00eancia de fornecedores, de clientes e at\u00e9 de colegas de profiss\u00e3o. Mas aos poucos fui construindo minha rede, mostrando meu trabalho e provando que compet\u00eancia n\u00e3o tem g\u00eanero\u201d, conta.<\/p>\n<p>Ao longo desses oito anos, buscou refer\u00eancias que a inspirassem, como o mestre da marcenaria japonesa Morito Ebine e a inglesa Helen Welch, marceneira e mulher negra. \u201cQuando vi o trabalho da Helen, entendi a import\u00e2ncia da representatividade. Isso me fortaleceu para seguir\u201d, diz.<\/p>\n<p><strong>Pe\u00e7as autorais e identidade afrocentrada<\/strong><\/p>\n<p>A primeira pe\u00e7a criada por Luana foi a bandeja Date, desenhada para uso pessoal, mas que rapidamente chamou aten\u00e7\u00e3o pelo design funcional e elegante. Com um encaixe para ta\u00e7a de vinho, tornou-se o item mais vendido de seu ateli\u00ea e um s\u00edmbolo de seu estilo: autoral, afetivo e atento \u00e0s necessidades reais das pessoas.<\/p>\n<p>Mais do que m\u00f3veis, Luana imprime em suas cria\u00e7\u00f5es refer\u00eancias da cultura afro-brasileira e s\u00edmbolos de sua ancestralidade, conectando funcionalidade e hist\u00f3ria. \u201cCada pe\u00e7a tem prop\u00f3sito e carrega uma narrativa. Quero que as pessoas sintam que ali existe mais do que utilidade: existe identidade\u201d, afirma.<\/p>\n<p><strong>Expans\u00e3o e novos projetos<\/strong><\/p>\n<p>Nos \u00faltimos meses, Luana decidiu deixar de vez a carreira executiva para se dedicar integralmente \u00e0 marcenaria. Al\u00e9m das cria\u00e7\u00f5es sob encomenda e de linhas autorais, ela atua como consultora para pequenos neg\u00f3cios e profissionais aut\u00f4nomos, ajudando-os a estruturar suas marcas e estrat\u00e9gias de mercado.<\/p>\n<p>Para o futuro, a empres\u00e1ria planeja lan\u00e7ar uma cole\u00e7\u00e3o exclusiva de mobili\u00e1rio afrocentrado e abrir turmas de oficinas de marcenaria voltadas exclusivamente para mulheres. \u201cQuero compartilhar o que aprendi e incentivar outras mulheres a ocuparem esse espa\u00e7o\u201d, destaca.<\/p>\n<p><strong>Para quem sonha em empreender, Luana deixa o conselho:<\/strong><br \/>\n\u201cComece de onde estiver, com o que tiver. Eu comecei com uma serra tico-tico e um sonho. Hoje, vivo do que amo e posso dizer com certeza: marcenaria \u00e9 para quem quiser.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em um setor tradicionalmente masculino, a marceneira e empres\u00e1ria Luana Hazine vem conquistando espa\u00e7o e mostrando que coragem, resili\u00eancia e autenticidade podem, sim, abrir novos caminhos. \u00c0 frente de seu pr\u00f3prio ateli\u00ea de marcenaria autoral, ela une t\u00e9cnica, mem\u00f3ria afetiva e prop\u00f3sito em pe\u00e7as que carregam hist\u00f3ria e identidade. 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