{"id":19092,"date":"2025-06-25T23:28:20","date_gmt":"2025-06-26T02:28:20","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/?p=19092"},"modified":"2025-06-25T23:29:06","modified_gmt":"2025-06-26T02:29:06","slug":"pesquisa-panorama-mulheres-2025-reforca-que-igualdade-de-genero-segue-longe-do-comando-das-empresas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/2025\/06\/25\/pesquisa-panorama-mulheres-2025-reforca-que-igualdade-de-genero-segue-longe-do-comando-das-empresas\/","title":{"rendered":"Pesquisa Panorama Mulheres 2025 refor\u00e7a que igualdade de g\u00eanero segue longe do comando das empresas"},"content":{"rendered":"<p class=\"fst-italic text-center\">Mesmo com pol\u00edticas de diversidade, presid\u00eancias, vice-presid\u00eancias e conselhos seguem quase inacess\u00edveis para mulheres<\/p>\n<div>\n<p>A equidade de g\u00eanero no mundo corporativo ainda est\u00e1 longe de se concretizar nas esferas de maior poder. Essa \u00e9 uma das principais conclus\u00f5es da nova edi\u00e7\u00e3o da Pesquisa Panorama Mulheres 2025, realizada pelo Instituto Talenses Group em parceria com o N\u00facleo de Estudos de G\u00eanero do Insper. A partir de uma amostra coletada em 2024 de 310 empresas, de diferentes setores e portes, o levantamento tra\u00e7a um retrato da participa\u00e7\u00e3o feminina na alta lideran\u00e7a das empresas, al\u00e9m de avaliar as pr\u00e1ticas institucionais voltadas \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da diversidade.<\/p>\n<p>Entre as 224 empresas que possuem presid\u00eancia formalizada, apenas 39 s\u00e3o lideradas por mulheres, o que representa\u00a0<strong>17,4%<\/strong>\u00a0do total. O n\u00famero permanece praticamente inalterado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s edi\u00e7\u00f5es anteriores e reflete uma estagna\u00e7\u00e3o no avan\u00e7o feminino rumo ao topo das companhias. O dado tamb\u00e9m acompanha a m\u00e9dia global apontada pelo Global Gender Gap Report 2023, que estima em\u00a0<strong>29%<\/strong>\u00a0a participa\u00e7\u00e3o de mulheres em cargos de lideran\u00e7a no mundo. No ritmo atual, a paridade levaria mais de 160 anos para ser alcan\u00e7ada.<\/p>\n<p>\u201cHistoricamente, os homens chegaram \u00e0 presid\u00eancia com mais facilidade porque sempre tiveram maior acesso a redes de poder e oportunidades de promo\u00e7\u00e3o. As estruturas corporativas foram criadas por homens e para homens\u201d, afirma Carla Fava, diretora executiva do Instituto Talenses. Ela destaca ainda que muitas mulheres veem no empreendedorismo uma alternativa para conquistar espa\u00e7os de lideran\u00e7a com mais autonomia e menos depend\u00eancia de estruturas excludentes, diante das barreiras enfrentadas no ambiente corporativo, como o teto de vidro, vi\u00e9s inconsciente, falta de flexibilidade para equilibrar trabalho e vida pessoal, entre outras limita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m mostra que cerca de\u00a0<strong>90%<\/strong>\u00a0das presid\u00eancias, tanto femininas quanto masculinas, continuam sendo ocupadas por pessoas brancas, reiterando o padr\u00e3o homog\u00eaneo que domina a alta gest\u00e3o brasileira. Mulheres ind\u00edgenas, pretas e amarelas seguem praticamente invis\u00edveis nesses espa\u00e7os.<\/p>\n<p>\u201cEmbora muitas vezes se trate a agenda de g\u00eanero como um tema j\u00e1 superado, os dados mostram o contr\u00e1rio. Observamos uma estagna\u00e7\u00e3o preocupante na subrepresenta\u00e7\u00e3o feminina, que persiste ao longo do tempo \u2014 especialmente no caso de mulheres negras, ind\u00edgenas e com defici\u00eancia. Isso evidencia um problema ainda n\u00e3o resolvido. Mas se a pesquisa aponta desafios, ela tamb\u00e9m revela caminhos: sabemos que a\u00e7\u00f5es estruturadas, aliadas a compromissos p\u00fablicos, s\u00e3o fundamentais para promover avan\u00e7os concretos\u201d, afirma a professora Ana Diniz, coordenadora do N\u00facleo de Estudos de G\u00eanero do Insper.<\/p>\n<p>Nos conselhos de administra\u00e7\u00e3o, a presen\u00e7a feminina tamb\u00e9m \u00e9 t\u00edmida. Das 61 empresas com conselhos ativos, apenas\u00a0<strong>17,1%<\/strong>\u00a0das cadeiras s\u00e3o ocupadas por mulheres. Em mais da metade desses conselhos (57,4%) n\u00e3o h\u00e1 nenhuma mulher entre os conselheiros. Mesmo entre empresas que adotam compromissos p\u00fablicos ou estrat\u00e9gias ESG, a representatividade feminina nesses espa\u00e7os permanece baixa, refor\u00e7ando a necessidade de intencionalidade e estrutura. \u201cUm dos pontos que merece destaque \u00e9 que, embora o percentual geral de mulheres em cargos de lideran\u00e7a j\u00e1 indique uma baixa representa\u00e7\u00e3o feminina, essa presen\u00e7a ainda \u00e9 distribu\u00edda de forma bastante desigual entre as organiza\u00e7\u00f5es. Quando olhamos especificamente para conselhos e vice-presid\u00eancias, mais de 55% das empresas n\u00e3o t\u00eam nenhuma mulher nesses n\u00edveis de gest\u00e3o\u201d, completa Ana.<\/p>\n<p>A urg\u00eancia por mudan\u00e7a se intensifica diante das novas exig\u00eancias regulat\u00f3rias: at\u00e9 2026, as companhias em todos os n\u00edveis de listagem da bolsa ter\u00e3o de contar com pelo menos uma mulher e um membro de comunidades sub-representadas no conselho de administra\u00e7\u00e3o ou na diretoria estatut\u00e1ria. A medida foi proposta pela B3, e avaliada pela Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM), para estimular a diversidade na alta lideran\u00e7a das empresas listadas.<\/p>\n<p>\u201cAs exig\u00eancias regulat\u00f3rias representam um avan\u00e7o importante, mas n\u00e3o podem ser vistas como solu\u00e7\u00e3o \u00fanica. A presen\u00e7a feminina nos conselhos ainda depende, em grande parte, da vontade pol\u00edtica das empresas. Sem metas claras, crit\u00e9rios objetivos e compromisso real da alta lideran\u00e7a, o risco \u00e9 que a inclus\u00e3o se limite ao cumprimento formal da regra, sem gerar transforma\u00e7\u00e3o estrutural,\u201d analisa Carla.<\/p>\n<p>Outro ponto de destaque da edi\u00e7\u00e3o 2025 da pesquisa \u00e9 a diferencia\u00e7\u00e3o entre lideran\u00e7as que ascenderam via carreira executiva e aquelas que chegaram \u00e0 presid\u00eancia por meio do empreendedorismo. Entre as mulheres, h\u00e1 uma propor\u00e7\u00e3o significativamente maior de trajet\u00f3rias empreendedoras, indicando que muitas encontram nesse caminho uma alternativa \u00e0s barreiras corporativas tradicionais. Esse perfil tamb\u00e9m est\u00e1 relacionado ao porte das empresas. Cerca de \u00a0<strong>36%<\/strong>\u00a0das mulheres est\u00e3o \u00e0 frente de neg\u00f3cios com at\u00e9 200 colaboradores, enquanto\u00a0<strong>40%<\/strong>\u00a0dos homens lideram grandes organiza\u00e7\u00f5es com mais de mil funcion\u00e1rios. \u201cEmpreender \u00e9 uma forma de contornar esses obst\u00e1culos e construir o pr\u00f3prio espa\u00e7o de lideran\u00e7a, com mais autonomia e menos depend\u00eancia de estruturas que historicamente excluem as mulheres\u201d, explica Carla.<\/p>\n<p>A desigualdade de g\u00eanero se intensifica \u00e0 medida que se sobe na hierarquia. Em 2024, mulheres ocupavam apenas\u00a0<strong>20%<\/strong>\u00a0dos cargos de vice-presid\u00eancia, uma queda em rela\u00e7\u00e3o aos\u00a0<strong>34%<\/strong>\u00a0registrados em 2022. J\u00e1 nas diretorias, houve crescimento de\u00a0<strong>26%<\/strong>\u00a0para\u00a0<strong>30%<\/strong>. Ainda assim,\u00a0<strong>58,9%<\/strong>\u00a0das empresas n\u00e3o possuem nenhuma mulher na vice-presid\u00eancia e\u00a0<strong>32,5%<\/strong>\u00a0n\u00e3o t\u00eam diretoras. Esses dados evidenciam um funil de lideran\u00e7a que se estreita para as mulheres.<\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m investigou a ades\u00e3o a pr\u00e1ticas formais de equidade. Das empresas ouvidas,\u00a0<strong>54,2%<\/strong>\u00a0afirmaram ter estrat\u00e9gias ESG estruturadas (apesar de expressivo, o \u00edndice marca uma leve queda em rela\u00e7\u00e3o a 2022, quando o percentual era de\u00a0<strong>59%)<\/strong>,\u00a0<strong>38,7%<\/strong>\u00a0adotam compromissos p\u00fablicos e\u00a0<strong>54,2%<\/strong>\u00a0possuem planos de a\u00e7\u00e3o voltados \u00e0 equidade de g\u00eanero. Apenas\u00a0<strong>24,5%<\/strong>\u00a0re\u00fanem os tr\u00eas pilares. Entre as a\u00e7\u00f5es mais comuns est\u00e3o a revis\u00e3o de pol\u00edticas de recrutamento, treinamentos sobre vieses inconscientes, canais de den\u00fancia e flexibiliza\u00e7\u00e3o de jornadas. No entanto, somente\u00a0<strong>29,2%<\/strong>\u00a0mencionam pol\u00edticas de promo\u00e7\u00e3o de mulheres a cargos estrat\u00e9gicos.<\/p>\n<p>A pesquisa aponta ainda que empresas lideradas por mulheres tendem a apresentar maior presen\u00e7a feminina em todos os n\u00edveis da lideran\u00e7a e governan\u00e7a. No entanto, esse cen\u00e1rio n\u00e3o implica, necessariamente, maior estrutura\u00e7\u00e3o institucional. Enquanto\u00a0<strong>61,7%<\/strong>\u00a0das empresas presididas por homens adotam estrat\u00e9gias ESG, o \u00edndice entre as presididas por mulheres \u00e9 de\u00a0<strong>59%<\/strong>. Por outro lado, o percentual se inverte quando se trata de planos de a\u00e7\u00e3o, com ades\u00e3o de\u00a0<strong>64,1%<\/strong>\u00a0das empresas lideradas por mulheres frente a\u00a0<strong>60,7%<\/strong>\u00a0nas lideradas por homens.<\/p>\n<p>A Panorama Mulheres 2025 refor\u00e7a que, embora o debate sobre diversidade tenha avan\u00e7ado, o topo das organiza\u00e7\u00f5es ainda \u00e9 predominantemente masculino e branco. A presen\u00e7a feminina precisa ser acompanhada por pol\u00edticas concretas, metas bem demarcadas e compromissos institucionais que levem a transforma\u00e7\u00f5es reais. A combina\u00e7\u00e3o entre discurso, estrutura e a\u00e7\u00e3o continua sendo o caminho mais promissor para reverter o quadro de desigualdade que persiste no alto comando das empresas brasileiras.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/talensesgroup.com\/\">Sobre<strong> o Talenses Group<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Holding brasileira com solu\u00e7\u00f5es completas de recrutamento e sele\u00e7\u00e3o e capital humano para empresas de diversos setores e portes que buscam atua\u00e7\u00e3o consultiva e especializada, independentemente do n\u00edvel hier\u00e1rquico. Com escrit\u00f3rio em S\u00e3o Paulo \u00a0nossa estrutura nos permite atender organiza\u00e7\u00f5es das principais capitais do Brasil e da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>No modelo de contrata\u00e7\u00e3o permanente, recrutamos talentos em in\u00edcio de carreira, lideran\u00e7as e posi\u00e7\u00f5es de Top Management, C-Level e Conselho. No modelo staff loan, realizamos o recrutamento de experts e os realocamos como terceiros ou tempor\u00e1rios em projetos pontuais dentro das organiza\u00e7\u00f5es. Em Tech Recruiting, conectamos empresas \u00e0 nossa comunidade de profissionais de tecnologia e digital. J\u00e1 em recrutamento inclusivo, temos uma equipe especializada em processos seletivos afirmativos para vagas corporativas.<\/p>\n<p><strong>obre o Insper<\/strong><\/p>\n<p>O Insper \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o independente e sem fins lucrativos, que busca ser refer\u00eancia em educa\u00e7\u00e3o e gera\u00e7\u00e3o de conhecimento por meio do ensino de excel\u00eancia e pesquisa nas \u00e1reas de Administra\u00e7\u00e3o, Economia, Direito, Engenharia, Pol\u00edticas P\u00fablicas, Tecnologia e Comunica\u00e7\u00e3o. No portf\u00f3lio, cursos para v\u00e1rias etapas de uma trajet\u00f3ria profissional: gradua\u00e7\u00e3o (Administra\u00e7\u00e3o, Direito, Economia, Engenharia e Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o), p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o lato e stricto sensu (Certificates, MBAs, programas da \u00e1rea de Direito, Mestrados Profissionais) e Educa\u00e7\u00e3o Executiva (programas de curta e m\u00e9dia dura\u00e7\u00e3o, e customizados de acordo com as necessidades das empresas). No \u00e2mbito da produ\u00e7\u00e3o de conhecimento, o Insper atua por meio de c\u00e1tedras e centros de pesquisa que re\u00fanem pesquisadores em estudos e projetos dirigidos a pol\u00edticas p\u00fablicas, agroneg\u00f3cio, educa\u00e7\u00e3o, inova\u00e7\u00e3o, finan\u00e7as e gest\u00e3o. A escola tem as certifica\u00e7\u00f5es de qualidade da Association to Advance Collegiate Schools of Business (AACSB), Association of MBAs (AMBA) e EFMD Quality Improvement System (EQUIS).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Acompanhe as p\u00e1ginas do Insper nas redes sociais para atualiza\u00e7\u00f5es sobre nossa programa\u00e7\u00e3o &#8211;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/insper\">\u00a0Facebook<\/a>\u00a0|<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/insperedu\/\">\u00a0Instagram<\/a>\u00a0|<a href=\"https:\/\/twitter.com\/insper\">\u00a0Twitter<\/a>\u00a0|<a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/school\/insper-edu\/\">\u00a0LinkedIn<\/a>\u00a0|<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/user\/insperedu\">\u00a0YouTube<\/a><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo com pol\u00edticas de diversidade, presid\u00eancias, vice-presid\u00eancias e conselhos seguem quase inacess\u00edveis para mulheres A equidade de g\u00eanero no mundo corporativo ainda est\u00e1 longe de se concretizar nas esferas de maior poder. 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