{"id":18118,"date":"2025-05-15T16:15:45","date_gmt":"2025-05-15T19:15:45","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/?p=18118"},"modified":"2025-05-15T16:15:45","modified_gmt":"2025-05-15T19:15:45","slug":"data-centers-impulsionam-contratos-de-longo-prazo-com-geradoras-de-energia-renovavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/2025\/05\/15\/data-centers-impulsionam-contratos-de-longo-prazo-com-geradoras-de-energia-renovavel\/","title":{"rendered":"\u2018Data centers\u2019 impulsionam contratos de longo prazo com geradoras de energia renov\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<p class=\"v1ql-align-justify\">Os projetos de autoprodu\u00e7\u00e3o no mercado livre de energia, em que grandes consumidores se tornam s\u00f3cios de usinas e obt\u00eam outorga para produzir para consumo pr\u00f3prio, foram os principais respons\u00e1veis pelos novos contratos de longo prazo de energia renov\u00e1vel (solar e e\u00f3lica) em 2024, superando a ind\u00fastria. O crescimento dessa modalidade foi impulsionado, principalmente ,pela demanda dos centros de dados no Brasil, aponta estudo da Clean Energy Latin America (Cela).<\/p>\n<p class=\"v1ql-align-justify\">Em 2023, foram firmados 23 contratos, sendo a maioria impulsionada pelo setor industrial. J\u00e1 em 2024, a modalidade foi liderada pelo setor de &#8220;data centers&#8221;, que assinou cinco contratos de compra e venda de energia de longo prazo, totalizando 31 acordos no per\u00edodo. Desses, 18 foram para energia solar e 11 para energia e\u00f3lica, al\u00e9m de dois projetos h\u00edbridos (que combinam as duas fontes), representando 1,7 gigawatts (GW) em plantas fotovoltaicas e 0,6 GW em parques e\u00f3licos.<\/p>\n<p class=\"v1ql-align-justify\">Camila Ramos, CEO da Cela, explica que, com a abertura do mercado livre para consumidores de perfil de varejo, de menor porte, o n\u00famero de contratos de longo prazo aumentou de um ano para o outro. O volume de energia comercializada foi de 659 megawatts-m\u00e9dios (MWm) no per\u00edodo, o que seria suficiente para abastecer 1,6 milh\u00e3o de resid\u00eancias. No entanto, houve uma queda em rela\u00e7\u00e3o a 2023, quando o total foi de 969 MWm. A principal raz\u00e3o para essa diminui\u00e7\u00e3o \u00e9 a pulveriza\u00e7\u00e3o da base de consumidores de menor porte.<\/p>\n<p class=\"v1ql-align-justify\">&#8220;Essa queda \u00e9 explicada pela mudan\u00e7a de perfil do consumidor que entra no mercado livre com a maior abertura e, principalmente, pelos entraves recentes enfrentados pelo setor, como dificuldades de aprovar e conectar projetos na rede, diminui\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas de incentivos e quest\u00f5es tribut\u00e1rias, que podem frear o crescimento nos pr\u00f3ximos anos&#8221;, diz.<\/p>\n<p class=\"v1ql-align-justify\">J\u00e1 o volume financiado por institui\u00e7\u00f5es financeiras dos PPAs (contratos de compra de energia) assinados foi de R$ 3,9 bilh\u00f5es, ante os R$ 5,4 bilh\u00f5es em 2023. Outra tend\u00eancia observada no estudo s\u00e3o os contratos em d\u00f3lares, que t\u00eam se tornando cada vez mais comuns nos acordos assinados nos \u00faltimos anos, principalmente com empresas que t\u00eam receita na moeda americana, e o surgimento de contratos de autoprodu\u00e7\u00e3o com prazos mais curtos.<\/p>\n<p><strong>Demanda das &#8220;big techs&#8221;<\/strong><\/p>\n<p class=\"v1ql-align-justify\">O setor el\u00e9trico tem visto no segmento de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o um potencial para absorver o excedente de energia no mercado brasileiro, dada a crescente demanda por eletricidade das &#8220;big techs&#8221;. Dados da Associa\u00e7\u00e3o das Empresas de Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o (Brasscom) apontam que energia representa de 40% a 60% do custo de opera\u00e7\u00e3o dos &#8220;data centers&#8221;.<\/p>\n<p class=\"v1ql-align-justify\">Entretanto, o sistema de transmiss\u00e3o em algumas regi\u00f5es do Brasil n\u00e3o possui capacidade para suportar o acr\u00e9scimo do setor. A fila de pedidos de acesso de grandes consumidores de energia ao Sistema Interligado Nacional (SIN), administrada pelo Operador Nacional do Sistema El\u00e9trico (ONS), entrou na mira da Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel), ap\u00f3s a s\u00e9rie de reclama\u00e7\u00f5es de agentes que disputam espa\u00e7o para conectar suas cargas na rede. O objetivo \u00e9 impedir uma &#8220;corrida do ouro&#8221;, em que empresas ocupam espa\u00e7o na rede de energia sem a certeza de execu\u00e7\u00e3o dos projetos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os projetos de autoprodu\u00e7\u00e3o no mercado livre de energia, em que grandes consumidores se tornam s\u00f3cios de usinas e obt\u00eam outorga para produzir para consumo pr\u00f3prio, foram os principais respons\u00e1veis pelos novos contratos de longo prazo de energia renov\u00e1vel (solar e e\u00f3lica) em 2024, superando a ind\u00fastria. 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