{"id":17862,"date":"2025-04-27T17:46:29","date_gmt":"2025-04-27T20:46:29","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/?p=17862"},"modified":"2025-04-27T17:46:29","modified_gmt":"2025-04-27T20:46:29","slug":"clt-em-xeque-por-que-a-geracao-alpha-rejeita-o-modelo-tradicional-de-trabalho-por-karine-karam-professora-de-comportamento-do-consumidor-no-curso-de-comunicacao-e-publicidade-da-espm-e-socia-da","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/2025\/04\/27\/clt-em-xeque-por-que-a-geracao-alpha-rejeita-o-modelo-tradicional-de-trabalho-por-karine-karam-professora-de-comportamento-do-consumidor-no-curso-de-comunicacao-e-publicidade-da-espm-e-socia-da\/","title":{"rendered":"CLT em xeque. Por que a gera\u00e7\u00e3o Alpha rejeita o modelo tradicional de trabalho? &#8211; Por: Karine Karam, professora de comportamento do consumidor no curso de Comunica\u00e7\u00e3o e Publicidade da ESPM, e s\u00f3cia da Markka Consultoria"},"content":{"rendered":"<div class=\"itemBody\">\n<div class=\"itemFullText\">\n<p>Para a gera\u00e7\u00e3o Alpha, formada por aqueles que nasceram a partir de 2010, a CLT deixou de ser sin\u00f4nimo de estabilidade e passou a representar o fracasso. O tradicional &#8220;emprego de carteira assinada&#8221;, antes almejado por muitos, hoje \u00e9 visto por crian\u00e7as e adolescentes quase como uma ofensa. Para parte dessa gera\u00e7\u00e3o, ter um emprego formal \u00e9 o oposto de ser bem-sucedido.<\/p>\n<p>Segundo Karine Karam, professora de comportamento do consumidor no curso de Comunica\u00e7\u00e3o e Publicidade da ESPM, e s\u00f3cia da Markka Consultoria, o trabalho com carteira assinada, que durante muito tempo simbolizou seguran\u00e7a e ascens\u00e3o social, vem sendo rejeitado por esses jovens com base no imagin\u00e1rio que constroem sobre o futuro profissional. \u201cDe certa forma, essa rejei\u00e7\u00e3o escancara transforma\u00e7\u00f5es culturais, sociais e digitais que est\u00e3o moldando uma nova percep\u00e7\u00e3o sobre o trabalho.\u201d<\/p>\n<p>No campo cultural, a especialista destaca uma mudan\u00e7a nos valores associados ao trabalho. Se antes predominavam estabilidade e v\u00ednculo duradouro, hoje a nova gera\u00e7\u00e3o valoriza autonomia e, sobretudo, a possibilidade de expressar sua individualidade e construir um estilo de vida pr\u00f3prio.<\/p>\n<p>\u201cTrabalhar sob um regime r\u00edgido, quando o que se busca \u00e9 flexibilidade, inevitavelmente gera ru\u00eddos. N\u00e3o funciona bem\u201d, diz Karam. \u201cPensar em uma gera\u00e7\u00e3o que preza por liberdade e autenticidade, mas que precisa se subordinar e respeitar estruturas hier\u00e1rquicas, \u00e9 ir de encontro aos valores desses jovens.\u201d<\/p>\n<p>Os influenciadores digitais, que se autodeclaram empreendedores e vendem um modelo idealizado de sucesso, impactam diretamente a dimens\u00e3o social mencionada por Karam. \u201cEles se tornam s\u00edmbolos de status. Essa gera\u00e7\u00e3o cresce vendo pessoas que n\u00e3o t\u00eam chefe, n\u00e3o batem ponto e conquistam capital, visibilidade e reputa\u00e7\u00e3o com o pr\u00f3prio trabalho.\u201d<\/p>\n<p>Nesse novo imagin\u00e1rio coletivo, a CLT passa a ser associada \u00e0 limita\u00e7\u00e3o de potencial, \u00e0 falta de liberdade e at\u00e9 ao fracasso. \u201cSeguir esse caminho tradicional deixa de ser aspiracional, j\u00e1 que, para muitos jovens, o verdadeiro s\u00edmbolo de sucesso est\u00e1 em outro lugar\u201d, diz a professora da ESPM.<\/p>\n<p>E o mundo digital refor\u00e7a esse novo imagin\u00e1rio. A l\u00f3gica das redes sociais, como TikTok e Instagram, vende a ideia de que sucesso e performance est\u00e3o ligados \u00e0 liberdade, autenticidade e identidade \u00fanica. Nessa narrativa, o trabalhador preso a uma rotina r\u00edgida deixa de ser uma figura admirada.<\/p>\n<p>Karam alerta que essa rejei\u00e7\u00e3o \u00e9, na verdade, um sintoma de uma crise de identidade do modelo tradicional de trabalho. \u201cAs empresas v\u00e3o precisar se reinventar profundamente para atrair esse p\u00fablico jovem. Se n\u00e3o ressignificarem o trabalho formal e n\u00e3o dialogarem com os desejos dessa nova gera\u00e7\u00e3o, correm o risco de perder completamente a conex\u00e3o com ela.\u201d<\/p>\n<p>A especialista est\u00e1 dispon\u00edvel para comentar o tema.<\/p>\n<p>Sobre a ESPM<\/p>\n<p>A ESPM \u00e9 uma escola de neg\u00f3cios inovadora, refer\u00eancia brasileira no ensino superior nas \u00e1reas de Comunica\u00e7\u00e3o, Marketing, Consumo, Administra\u00e7\u00e3o, Economia Criativa e Tecnologia. Seus 12 600 alunos dos cursos de gradua\u00e7\u00e3o e de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e mais de 1 100 funcion\u00e1rios est\u00e3o distribu\u00eddos em quatro campi &#8211; dois em S\u00e3o Paulo, um no Rio de Janeiro e um em Porto Alegre. Possui cinco unidades regionais em Belo Horizonte, Florian\u00f3polis, Goi\u00e2nia, Salvador e Curitiba. O lifelong learning, aprendizagem ao longo da vida profissional, o ensino de excel\u00eancia e o foco no mercado s\u00e3o as bases da ESPM.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"e-mailit_toolbox circular  size48\">\n<div class=\"e-mailit_btn_EMAILiT\"><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para a gera\u00e7\u00e3o Alpha, formada por aqueles que nasceram a partir de 2010, a CLT deixou de ser sin\u00f4nimo de estabilidade e passou a representar o fracasso. O tradicional &#8220;emprego de carteira assinada&#8221;, antes almejado por muitos, hoje \u00e9 visto por crian\u00e7as e adolescentes quase como uma ofensa. 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