{"id":17853,"date":"2025-04-24T17:28:20","date_gmt":"2025-04-24T20:28:20","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/?p=17853"},"modified":"2025-04-24T17:28:20","modified_gmt":"2025-04-24T20:28:20","slug":"expansao-do-e-commerce-chines-gera-impactos-para-consumidores-e-empresas-brasileiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/2025\/04\/24\/expansao-do-e-commerce-chines-gera-impactos-para-consumidores-e-empresas-brasileiras\/","title":{"rendered":"Expans\u00e3o do e-commerce chin\u00eas gera impactos para consumidores e empresas brasileiras"},"content":{"rendered":"<div class=\"itemBody\">\n<div class=\"itemIntroText\">\n<p>Pesquisa do CEUB mostra os bastidores do mercado digital chin\u00eas com alerta de riscos e oportunidades para o Brasil frente ao cen\u00e1rio global<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"itemFullText\">\n<p>J\u00e1 se perguntou por que tantos produtos comprados pela internet v\u00eam da China? Estudo de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais do Centro Universit\u00e1rio de Bras\u00edlia (CEUB) analisa como o pa\u00eds asi\u00e1tico se consolidou como pot\u00eancia do e-commerce e o impacto desta din\u00e2mica na economia brasileira. Apesar do enfraquecimento da ind\u00fastria nacional, a pesquisa destaca como o Brasil pode se posicionar de forma mais estrat\u00e9gica no cen\u00e1rio digital global, com base nas experi\u00eancias da China.<\/p>\n<p>O pesquisador Eduardo Anderson dos Santos contextualiza que a rela\u00e7\u00e3o comercial entre Brasil e China \u00e9 relativamente nova, pois passou a existir, de fato, nos \u00faltimos 20 ou 30 anos, o que mudou toda a din\u00e2mica de com\u00e9rcio mundial. \u201cA China se lan\u00e7ou como um segundo ponto de poder, fazendo frente aos Estados Unidos, o que torna nossas rela\u00e7\u00f5es com eles cruciais para definir a posi\u00e7\u00e3o do Brasil no mundo, al\u00e9m do nosso futuro econ\u00f4mico e diplom\u00e1tico.\u201d<\/p>\n<p>Com US$ 3,56 trilh\u00f5es em vendas digitais em 2024 (International Trade Administration), a economia chinesa \u00e9 impulsionada por fatores como alta capacidade produtiva, infraestrutura log\u00edstica sofisticada e incentivos governamentais ao com\u00e9rcio digital, por meio de subs\u00eddios e legisla\u00e7\u00f5es espec\u00edficas. \u201cA China criou um ambiente prop\u00edcio ao livre com\u00e9rcio digital, onde a presen\u00e7a do Estado \u00e9 fundamental, mas muitas vezes invis\u00edvel\u201d, explica Eduardo.<\/p>\n<p>A competitividade chinesa, por\u00e9m, representa uma amea\u00e7a para a ind\u00fastria nacional, que enfrenta altos custos de produ\u00e7\u00e3o e infraestrutura deficiente. \u201cCom os produtos chineses, os consumidores das classes C, D e E ganharam acesso a produtos que, de outra forma, seriam invi\u00e1veis. Por outro lado, a ind\u00fastria brasileira n\u00e3o consegue competir, o que pode levar a um processo de desindustrializa\u00e7\u00e3o, caso medidas equilibradas n\u00e3o forem tomadas\u201d, avalia o autor.<\/p>\n<p>As barreiras tarif\u00e1rias adotadas pelo governo brasileiro trazem desafios. Segundo o estudante do CEUB, a taxa\u00e7\u00e3o sobre produtos importados n\u00e3o gerou migra\u00e7\u00e3o significativa para o varejo nacional, pelo contr\u00e1rio, houve queda tanto no consumo internacional quanto no interno. \u201cA medida n\u00e3o fortaleceu a ind\u00fastria nacional e ainda reduziu o poder de compra da popula\u00e7\u00e3o\u201d, afirma. \u201c\u00c9 preciso pol\u00edticas mais estrat\u00e9gicas do que apenas taxar.\u201d<\/p>\n<p>Para o orientador do estudo, o professor de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais do CEUB Jo\u00e3o Paulo Santos Ara\u00fajo, o estudo relaciona os elementos conceituais-te\u00f3ricos da economia em uma dimens\u00e3o internacional ao contexto recente do com\u00e9rcio digital. Desta forma, combina a interven\u00e7\u00e3o governamental com a liberdade econ\u00f4mica de agentes privados para a comercializa\u00e7\u00e3o de bens, fato que trouxe um conjunto de desafios \u00e0s economias no sistema, sobretudo \u00e0s economias emergentes.<\/p>\n<p>\u201cO trabalho \u00e9 mais um esfor\u00e7o para entender a \u2018re-ascens\u00e3o\u2019 chinesa que passa a dominar n\u00e3o s\u00f3 o sistema produtivo, mas o e-commerce internacional. A an\u00e1lise sobre os efeitos desse processo no Brasil nos leva a refletir a pol\u00edtica econ\u00f4mica brasileira sob a perspectiva da modalidade que direciona a produ\u00e7\u00e3o e a comercializa\u00e7\u00e3o de bens em todo o mundo.\u201d<\/p>\n<p><strong>Li\u00e7\u00f5es para o com\u00e9rcio brasileiro<\/strong><\/p>\n<p>Com as evid\u00eancias reveladas, a pesquisa indica ao Brasil observar a experi\u00eancia chinesa com senso cr\u00edtico, adotando investimentos em log\u00edstica, pesquisa e inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, e excluindo pr\u00e1ticas que violam princ\u00edpios sociais, como a precariza\u00e7\u00e3o do trabalho e a concentra\u00e7\u00e3o de oportunidades em elites econ\u00f4micas.<\/p>\n<p>A curto prazo, o pesquisador lista como prioridade avan\u00e7ar na cria\u00e7\u00e3o de uma regula\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para o com\u00e9rcio digital, oferecendo seguran\u00e7a jur\u00eddica a empresas e investidores. Para m\u00e9dio e longo prazo, ele defende um projeto nacional para o fortalecimento da log\u00edstica e capacita\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. \u201cO Brasil precisa se posicionar como player competitivo. Para isso, deve criar um ambiente prop\u00edcio \u00e0 inova\u00e7\u00e3o, com incentivos \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o de qualidade e infraestrutura que sustente o crescimento digital\u201d, acrescenta o estudante do CEUB.<\/p>\n<p>O autor planeja expandir a an\u00e1lise para outros pa\u00edses e setores da Am\u00e9rica Latina, investigando o grau de influ\u00eancia do Brasil no cen\u00e1rio global e regional do e-commerce. A ideia \u00e9 construir um panorama mais amplo que oriente pol\u00edticas p\u00fablicas sustent\u00e1veis e inovadoras. \u201cEntender onde o Brasil se encontra e como pode crescer nesse ecossistema \u00e9 essencial. A economia digital \u00e9 o presente e o futuro das rela\u00e7\u00f5es comerciais internacionais\u201d, finaliza Eduardo dos Santos.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"e-mailit_toolbox circular  size48\">\n<div class=\"e-mailit_btn_EMAILiT\"><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa do CEUB mostra os bastidores do mercado digital chin\u00eas com alerta de riscos e oportunidades para o Brasil frente ao cen\u00e1rio global J\u00e1 se perguntou por que tantos produtos comprados pela internet v\u00eam da China? 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