{"id":15225,"date":"2024-05-21T13:00:48","date_gmt":"2024-05-21T16:00:48","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/?p=15225"},"modified":"2024-05-21T13:00:48","modified_gmt":"2024-05-21T16:00:48","slug":"demissao-executivos-tambem-convivem-com-ela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/2024\/05\/21\/demissao-executivos-tambem-convivem-com-ela\/","title":{"rendered":"Demiss\u00e3o: executivos tamb\u00e9m convivem com ela"},"content":{"rendered":"<p>Marcus Giorgi, s\u00f3cio da EXEC, faz uma reflex\u00e3o a respeito e refor\u00e7a a import\u00e2ncia de falar a verdade para o recrutador e empresa na hora de brigar por uma nova oportunidade profissional.<\/p>\n<p><strong>O fantasma da demiss\u00e3o assombra todo mundo, inclusive os executivos.<\/strong>\u00a0De acordo com uma\u00a0<strong>pesquisa feita pelo grupo estrangeiro MPS com mil gestores, pelo menos um ter\u00e7o deles j\u00e1 passou por esse momento t\u00e3o delicado na carreira.<\/strong>\u00a0Entre os motivos listados est\u00e3o fatores internos e externos, como a obten\u00e7\u00e3o de resultados abaixo do esperado, mudan\u00e7a do CEO, recess\u00e3o nos neg\u00f3cios e abusos emocionais.<\/p>\n<p>No entanto, o desafio seguinte est\u00e1 ligado \u00e0 busca de uma nova oportunidade: como explicar os motivos do desligamento para os headhunters e as empresas envolvidas nos processos seletivos? Marcus Giorgi, s\u00f3cio da EXEC, empresa especializada na sele\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de altos executivos e conselheiros, afirma que nenhum profissional est\u00e1 livre de vivenciar essa situa\u00e7\u00e3o e que o headhunter precisa entender qual \u00e9 o contexto da sa\u00edda ao entrevistar um candidato que passou por isso.\u00a0<strong>\u201cEsses desligamentos acontecem com frequ\u00eancia, pois quanto maior o cargo, maior a cobran\u00e7a, a press\u00e3o, algo que acontece principalmente em empresas muito orientadas por resultados\u201d,<\/strong>\u00a0diz.<\/p>\n<p><strong>Um dos cen\u00e1rios que podem influenciar na demiss\u00e3o de um executivo \u00e9 a troca do alto comando da empresa ou quando h\u00e1 algum M&amp;A. \u201c\u00c9 algo que est\u00e1 fora do controle e o profissional fica sem margem de manobra.<\/strong>\u00a0Tanto na troca do presidente quanto em um processo de fus\u00e3o e aquisi\u00e7\u00e3o, chegam novos gestores que, tradicionalmente, trazem seus l\u00edderes de confian\u00e7a, mais afinados com sua cultura e com a da empresa que passa a ser a nova \u2018dona\u2019 do neg\u00f3cio. E muita gente acaba perdendo o emprego nessa hora. Ningu\u00e9m est\u00e1 100% blindado desse tipo de ocorr\u00eancia\u201d, explica Giorgi.<\/p>\n<p>Outra situa\u00e7\u00e3o que pode gerar a sa\u00edda involunt\u00e1ria de um executivo \u00e9 a ocorr\u00eancia de algum problema de compliance. \u201cEle pode ter tido algum desvio de conduta que vai contra as regras da empresa. Ou at\u00e9 mesmo estar sentado no \u2018lugar errado na hora errada\u2019, ou seja, pode ter sido v\u00edtima de um desligamento em massa de uma organiza\u00e7\u00e3o que est\u00e1 envolvida em algum esc\u00e2ndalo econ\u00f4mico ou pol\u00edtico, por exemplo, mas n\u00e3o ter nenhuma liga\u00e7\u00e3o direta com a situa\u00e7\u00e3o\u201d, ressalta o s\u00f3cio da EXEC.<\/p>\n<h3>Compromisso com a verdade<\/h3>\n<p>Giorgi \u00e9 categ\u00f3rico:\u00a0<strong>nessa hora \u2013 e em qualquer outra que envolva a necessidade de explicar uma demiss\u00e3o \u2013 \u00e9 preciso ter um compromisso com a verdade, por mais dif\u00edcil que seja.<\/strong>\u00a0\u201cNormalmente, quando o caso \u00e9 mais delicado, h\u00e1 uma certa resist\u00eancia por parte do executivo em abrir o jogo. Ele tende a amenizar os motivos da sa\u00edda, dizendo que foi algo definido em comum acordo, n\u00e3o assumindo o seu lado na hist\u00f3ria. Isso \u00e9 prejudicial, pois uma hora a verdade vem \u00e0 tona\u201d.<\/p>\n<p>O s\u00f3cio da EXEC conta que ele busca entender do candidato os motivos que levaram \u00e0 sua demiss\u00e3o. \u201cAl\u00e9m de ouvi-lo, busco refer\u00eancias com pares e ex-liderados, e converso com elas para entender um pouco mais sobre o executivo e o que ele passou. Eu preciso trazer os reais subs\u00eddios para a organiza\u00e7\u00e3o, que tamb\u00e9m do seu lado levanta dados sobre o poss\u00edvel contratado, j\u00e1 que ele vai ocupar um cargo importante\u201d.<\/p>\n<p>Por isso, de acordo com Giorgi, \u00e9 importante que o candidato tenha um discurso muito bem-preparado sobre a sa\u00edda da \u00faltima companhia. \u201cEle precisa ser transparente, pois, muitas vezes, o desligamento ocorreu por uma estrat\u00e9gia que ele adotou que n\u00e3o deu certo. E n\u00e3o h\u00e1 problema algum em admitir isso, muito pelo contr\u00e1rio. \u00c9 nobre da parte dele e \u00e9 visto como uma virtude e uma atitude de um profissional que mostra maturidade e senioridade. H\u00e1 empregadores que v\u00e3o gostar disso, pois sabem que ele n\u00e3o vai cometer mais esse tipo de erro\u201d.<\/p>\n<h3>Resili\u00eancia e intelig\u00eancia emocional<\/h3>\n<p>Ao vivenciar uma demiss\u00e3o conturbada por problemas de compliance, por exemplo, Marcus aconselha os executivos a repensarem os rumos da carreira e buscarem novos ares. \u201cQuando ele esteve envolvido em algum tipo de esc\u00e2ndalo, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 bastante delicada. Dificilmente, a empresa n\u00e3o vai question\u00e1-lo sobre isso. Para ele n\u00e3o entrar em uma \u2018lista negra\u2019, vale a pena ele esperar baixar a poeira e pensar em trabalhar em outro segmento, que n\u00e3o denigra a sua carreira\u201d.<\/p>\n<p>E quando eles est\u00e3o em uma entrevista, Giorgi aconselha que, quando chegar a pergunta sobre o desligamento, que o executivo nunca fale mal do antigo empregador. \u201cNessa hora \u00e9 preciso mostrar resili\u00eancia e intelig\u00eancia emocional, relatando somente os fatos ocorridos. Um comportamento desses diz muito sobre a pessoa e, dependendo do que ele falar, pode prejudicar a carreira dele\u201d.<\/p>\n<p>Demiss\u00e3o \u00e9 algo que faz parte da vida. O duro \u00e9 estar 100% preparado na hora que ela bate na porta, independentemente por qual motivo seja. Ningu\u00e9m est\u00e1.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marcus Giorgi, s\u00f3cio da EXEC, faz uma reflex\u00e3o a respeito e refor\u00e7a a import\u00e2ncia de falar a verdade para o recrutador e empresa na hora de brigar por uma nova oportunidade profissional. 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