{"id":15212,"date":"2024-05-21T12:12:49","date_gmt":"2024-05-21T15:12:49","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/?p=15212"},"modified":"2024-05-21T12:14:30","modified_gmt":"2024-05-21T15:14:30","slug":"reconhecendo-armadilhas-para-promover-a-equidade-de-genero-nas-empresas-por-veronica-magarinos-e-head-da-hyper-island-habla-hispana-consultoria-global-especializada-em-jornadas-de-aprendizado-e-t","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/2024\/05\/21\/reconhecendo-armadilhas-para-promover-a-equidade-de-genero-nas-empresas-por-veronica-magarinos-e-head-da-hyper-island-habla-hispana-consultoria-global-especializada-em-jornadas-de-aprendizado-e-t\/","title":{"rendered":"Reconhecendo armadilhas para promover a equidade de g\u00eanero nas empresas &#8211; Por : Veronica Magarinos \u00e9 Head da Hyper Island Habla Hispana, consultoria global especializada em jornadas de aprendizado e transforma\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>No contexto empresarial contempor\u00e2neo, a equidade de g\u00eanero emerge como um princ\u00edpio central e uma meta aspiracional para organiza\u00e7\u00f5es \u2014 contudo, alcan\u00e7ar essa igualdade n\u00e3o \u00e9 um caminho isento de desafios. Mesmo as empresas mais bem-intencionadas podem se deparar com armadilhas sutis que minam seus esfor\u00e7os para promover uma cultura inclusiva, especialmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 maternidade.<\/p>\n<p>Uma dessas falhas \u00e9 a falta de compreens\u00e3o das necessidades espec\u00edficas das mulheres. Ao se tornarem m\u00e3es, elas enfrentam uma s\u00e9rie \u00fanica de adversidades, desde o equil\u00edbrio entre as demandas profissionais e pessoais at\u00e9 quest\u00f5es de sa\u00fade mental. Entre tantas outras coisas, a maternidade significa carregar um filho por nove meses, dar \u00e0 luz e amamentar esse pequeno ser nos primeiros meses de vida, sendo seu \u00fanico sustento. \u00c9 a origem das nossas vidas, sem distin\u00e7\u00e3o de g\u00eanero. Imagine tentar encaixar algo t\u00e3o significativo dentro deste sistema capitalista de est\u00e1gio tardio em que vivemos, com o objetivo de manter a produtividade e a efici\u00eancia.<\/p>\n<p>Portanto, implementar pol\u00edticas de igualdade de g\u00eanero sem considerar essas nuances pode resultar em medidas que falham em abordar, de forma eficaz, as barreiras enfrentadas no local de trabalho. Nesse sentido, \u00e9 importante criar espa\u00e7os seguros onde as pessoas possam compartilhar suas vulnerabilidades sem medo de julgamento, al\u00e9m de realizar pol\u00edticas claras de n\u00e3o retalia\u00e7\u00e3o e encorajamento ativo \u00e0 partilha de desafios pessoais e profissionais.<\/p>\n<p>Outro aspecto fundamental frequentemente negligenciado \u00e9 a interseccionalidade. Estrat\u00e9gias gen\u00e9ricas e padronizadas n\u00e3o levam em considera\u00e7\u00e3o as necessidades espec\u00edficas de diferentes grupos, resultando em solu\u00e7\u00f5es ineficazes ou at\u00e9 mesmo alienantes. Em vez disso, organiza\u00e7\u00f5es devem adotar uma abordagem personalizada e flex\u00edvel, que reconhe\u00e7a e responda \u00e0s diversas realidades, criando culturas organizacionais nas quais podemos alcan\u00e7ar nosso pleno potencial \u2014 n\u00e3o apesar da maternidade e do que ela implica para o sistema de trabalho, mas junto a ela, como uma realidade maravilhosa que tira todo mundo da zona de conforto, e da fantasia de ordem e previsibilidade dos afazeres humanos.<\/p>\n<p>A pesquisa \u201cReten\u00e7\u00e3o de mulheres p\u00f3s licen\u00e7a maternidade\u201d, realizada em 2020, pelo Movimento Mulher 360, indicou que 98% das mulheres mudaram a forma como veem o trabalho depois de se tornarem m\u00e3es, adquirindo um novo sentido de potencialidade e import\u00e2ncia; e 50% disseram que o maior desafio no retorno \u00e9 lidar com o gestor. Diante deste cen\u00e1rio, fomentar a empatia no local de trabalho \u00e9 essencial para promover conex\u00f5es humanas significativas. Isso pode ser alcan\u00e7ado por meio de treinamentos que ajudem l\u00edderes e colaboradores a desenvolver a capacidade de entender e compartilhar os sentimentos dos outros.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que promover a equidade de g\u00eanero requer um compromisso genu\u00edno e vis\u00edvel, n\u00e3o s\u00f3 dos l\u00edderes, como da alta gest\u00e3o. Isso deve impulsionar mudan\u00e7as reais e significativas na cultura organizacional, e criar um ambiente de trabalho que valorize o bem-estar de todos os funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>Para superar as armadilhas e promover uma verdadeira equidade de g\u00eanero, as empresas precisam adotar uma abordagem cuidadosamente planejada. Isso envolve ouvir atentamente as vozes das mulheres em todos os n\u00edveis da organiza\u00e7\u00e3o, engajar-se em di\u00e1logos abertos e honestos, al\u00e9m de criar um ambiente que valorize e apoie plenamente a contribui\u00e7\u00e3o feminina. Somente assim as institui\u00e7\u00f5es podem avan\u00e7ar em dire\u00e7\u00e3o a uma cultura de equidade, onde todas as pessoas, independentemente de seu g\u00eanero ou circunst\u00e2ncias pessoais, possam prosperar e alcan\u00e7ar seu pleno potencial.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No contexto empresarial contempor\u00e2neo, a equidade de g\u00eanero emerge como um princ\u00edpio central e uma meta aspiracional para organiza\u00e7\u00f5es \u2014 contudo, alcan\u00e7ar essa igualdade n\u00e3o \u00e9 um caminho isento de desafios. 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