{"id":12580,"date":"2023-09-21T10:51:23","date_gmt":"2023-09-21T13:51:23","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/?p=12580"},"modified":"2023-09-21T10:51:23","modified_gmt":"2023-09-21T13:51:23","slug":"ong-generation-pesquisa-global-inedita-propoe-nova-forma-de-recrutar-profissionais-para-area-tech","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/2023\/09\/21\/ong-generation-pesquisa-global-inedita-propoe-nova-forma-de-recrutar-profissionais-para-area-tech\/","title":{"rendered":"ONG Generation: pesquisa global in\u00e9dita prop\u00f5e nova forma de recrutar profissionais para \u00e1rea TECH"},"content":{"rendered":"<p class=\"fst-italic text-center\">Estudo mostra que diploma universit\u00e1rio para cargos de entrada na \u00e1rea de tecnologia \u00e9 menos relevante do que habilidades comportamentais e certifica\u00e7\u00f5es em TI<\/p>\n<div>\n<p>De um lado, empresas com dificuldade em contratar profissionais na \u00e1rea de tecnologia e em aumentar a diversidade, equidade e inclus\u00e3o. Do outro, jovens talentos capacitados, \u00e1vidos por uma primeira oportunidade, mas sem atender aos crit\u00e9rios que a maioria das empresas mant\u00e9m para selecionar profissionais ainda que para cargos juniores. O que pode mudar essa realidade?<\/p>\n<p>Segundo a ONG Generation, que atua em 17 pa\u00edses incluindo o Brasil, a resposta est\u00e1 em mudan\u00e7as no processo de contrata\u00e7\u00e3o. Mais especificamente na retirada de requisitos relacionados a diploma universit\u00e1rio e experi\u00eancia pr\u00e9via de trabalho para cargos de entrada no mercado de tecnologia, substituindo-os por certifica\u00e7\u00f5es da \u00e1rea e habilidades comportamentais.<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o partiu de uma pesquisa in\u00e9dita realizada entre novembro de 2022 e janeiro de 2023 em oito pa\u00edses: Brasil, Canad\u00e1, Fran\u00e7a, Alemanha, \u00cdndia, M\u00e9xico, Reino Unido e Estados Unidos. Participaram do estudo mais de 2.600 candidatos a empregos, 1.275 profissionais que j\u00e1 conseguiram uma vaga em fun\u00e7\u00f5es de tecnologia e 1.325 empregadores de diferentes setores. Apoiada por The Hg Foundation, Bank of America, Clayton, Dubilier &amp; Rice e MetLife Foundation, a pesquisa deu origem ao relat\u00f3rio\u00a0<a href=\"https:\/\/www.generation.org\/tech\">&#8220;Revolucionando a Contrata\u00e7\u00e3o em Tecnologia&#8221;<\/a>.<\/p>\n<p><strong>Barreiras &#8211;\u00a0<\/strong>Nos \u00faltimos tr\u00eas anos, 61% dos empregadores entrevistados adicionaram requisitos de forma\u00e7\u00e3o ou experi\u00eancia de trabalho para fun\u00e7\u00f5es iniciantes nas \u00e1reas de tecnologia. Ainda que tenham citado a busca por maior efici\u00eancia na contrata\u00e7\u00e3o, eles seguem enfrentando desafios nesse processo. Mais da metade dos empregadores entrevistados na pesquisa (52%) afirma que a empresa na qual trabalham t\u00eam dificuldade em contratar para cargos iniciantes de tecnologia e 62% afirmam ser necess\u00e1rio revisar o processo de contrata\u00e7\u00e3o desse tipo de vaga.<\/p>\n<p>A exig\u00eancia de experi\u00eancia pr\u00e9via faz com que vagas de n\u00edvel verdadeiramente iniciante estejam se tornando coisa do passado. Al\u00e9m disso, o requisito de forma\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria torna-se uma barreira significativa. Cerca de um ter\u00e7o dos candidatos que n\u00e3o conseguiram vagas de tecnologia disse que n\u00e3o atendeu \u00e0s exig\u00eancias de educa\u00e7\u00e3o e, por isso, n\u00e3o avan\u00e7ou para os pr\u00f3ximos est\u00e1gios do recrutamento.<\/p>\n<p><strong>Pioneirismo &#8211;\u00a0<\/strong>Um quarto (24%) das empresas entrevistadas, no entanto, passou a focar em compet\u00eancias baseadas em demonstra\u00e7\u00e3o de habilidades e retirou as exig\u00eancias de forma\u00e7\u00e3o ou experi\u00eancia profissional para esse tipo de cargo iniciante.<\/p>\n<p>De acordo com o estudo, quase 60% das organiza\u00e7\u00f5es que eliminaram esses requisitos observaram um aumento no n\u00famero de candidatos, o que permitiu agilizar as contrata\u00e7\u00f5es e impulsionar a diversidade de talentos. E o que \u00e9 melhor: 84% dessas empresas disseram que as pessoas contratadas sem o requisito de um diploma ou experi\u00eancia anterior tiveram desempenho igual ou superior do que aquelas contratadas com as exig\u00eancias tradicionais. Outro dado interessante \u00e9 que, no Brasil, as empresas que retiraram os pr\u00e9-requisitos formais de seus processos seletivos para as vagas de entrada tiveram uma redu\u00e7\u00e3o de 17% nos custos dos processos de recrutamento.<\/p>\n<p><strong>Realidade brasileira<\/strong><\/p>\n<p>No Brasil, foram ouvidos pela pesquisa 380 candidatos a empregos, 175 profissionais j\u00e1 empregados em cargos de tecnologia e 185 empregadores de diferentes setores. De acordo com Helena Tavares, COO da Generation Brasil, os dados do pa\u00eds v\u00e3o em linha com os achados internacionais.<\/p>\n<p>\u201cNa busca por maior efici\u00eancia na contrata\u00e7\u00e3o, 65% das empresas brasileiras contempladas na pesquisa acabaram adicionando requisitos de diplomas universit\u00e1rios ou experi\u00eancia pr\u00e9via para cargos de n\u00edvel de entrada em tecnologia nos \u00faltimos anos. Nossa pesquisa mostrou, no entanto, que foram justamente os empregadores que desafiaram essa tend\u00eancia e focaram em habilidades e certifica\u00e7\u00f5es de TI que conseguiram acessar grupos de talentos mais diversos e ganhar efici\u00eancia\u201d, explica Helena.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m a exemplo do que acontece em outros lugares do mundo, 59% das empresas brasileiras ouvidas pela pesquisa afirmaram enfrentar dificuldades para preencher cargos de tecnologia de n\u00edvel inicial. Tanto que 89% dos empregadores disseram investir em processos de recrutamento que contam com programas de integra\u00e7\u00e3o, mentoria e est\u00e1gio, a fim de aumentar o n\u00famero e a diversidade de seus talentos e melhorar sua lucratividade.<\/p>\n<p>Mas as barreiras persistem: entre os candidatos a vagas de TI que n\u00e3o foram selecionados em processos seletivos no Brasil, os principais motivos alegados foram: falta de experi\u00eancia necess\u00e1ria (59%), aus\u00eancia de habilidades t\u00e9cnicas (38%), credenciais acad\u00eamicas insuficientes (35%) e car\u00eancia de habilidades comportamentais (23%).<\/p>\n<p><strong>Diversidade<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/files.pressmanager.net\/clientes\/7aa4a31fd9108b08effa8e2d26fb84b3\/imagens\/2023\/09\/19\/8ea39f9af25faddbc9e7c9a070033087.jpg\" alt=\"\" width=\"249\" height=\"346\" \/><\/p>\n<p>Uma importante conclus\u00e3o da pesquisa \u00e9 que processos de contrata\u00e7\u00e3o baseados em habilidades, como certifica\u00e7\u00f5es da ind\u00fastria de tecnologia, t\u00eam o potencial de aumentar a diversidade \u00e9tnico-racial nas empresas, uma vez que equalizam as oportunidades de contrata\u00e7\u00e3o para indiv\u00edduos sem diplomas universit\u00e1rios ou de grupos \u00e9tnicos minorit\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>A pesquisa identificou, no entanto, uma persist\u00eancia da lacuna entre ofertas de emprego para homens e mulheres, mesmo entre os empregadores que mudaram os crit\u00e9rios de contrata\u00e7\u00e3o. Apenas 60% das mulheres com certifica\u00e7\u00e3o na \u00e1rea passaram da fase de entrevista e receberam propostas de trabalho, enquanto todos os homens que chegaram at\u00e9 a fase de entrevista, receberam uma oferta de emprego, mesmo sem certifica\u00e7\u00e3o. Uma das explica\u00e7\u00f5es para isso, segundo a Generation, \u00e9 a composi\u00e7\u00e3o das equipes de recrutadores e os vieses inconscientes que permeiam todo o processo de escolha de pessoas candidatas.<\/strong><\/p>\n<p>Para as empresas que estejam fortemente motivadas a expandir os canais de entrada de n\u00edvel b\u00e1sico no setor de tecnologia, mas que ainda est\u00e3o encontrando barreiras, entre elas o alto custo de seus processos seletivos, a pesquisa da Generation traz alguns caminhos que podem contribuir para alcan\u00e7ar essa miss\u00e3o:<\/p>\n<p>\u2714 Remo\u00e7\u00e3o dos requisitos de experi\u00eancia de trabalho e diploma, priorizando certifica\u00e7\u00f5es e outros indicadores de habilidades para ampliar os grupos de candidatos;<\/p>\n<p>\u2714 Uso de avalia\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas durante o processo de contrata\u00e7\u00e3o para garantir que os candidatos tenham as habilidades necess\u00e1rias para o trabalho;<\/p>\n<p>\u2714 Aten\u00e7\u00e3o \u00e0s habilidades comportamentais e t\u00e9cnicas ao longo da sele\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>\u2714 Reavalia\u00e7\u00e3o das contrata\u00e7\u00f5es para reduzir os vieses inconscientes e aumentar a diversidade de talentos.<\/p>\n<p>\u201cEsperamos que os resultados contribuam para que as empresas e os empregadores entendam e se beneficiem dos efeitos de mudar os processos de sele\u00e7\u00e3o, priorizando abordagens baseadas em habilidades. Nosso pr\u00f3ximo passo \u00e9 apoiar as empresas a implementar as mudan\u00e7as necess\u00e1rias apontadas por nossa pesquisa e ajud\u00e1-las a medir o impacto positivo dessas mudan\u00e7as em seus neg\u00f3cios\u201d, adiciona Gabriela Paranhos, COO da Generation para a Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p><strong>Confira o\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.generation.org\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Tech-Report-at-a-glance_PT-BR.pdf\"><strong>sum\u00e1rio executivo<\/strong><\/a><strong>\u00a0da pesquisa.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Acesso ao\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.generation.org\/tech\"><strong>relat\u00f3rio completo em ingl\u00eas<\/strong><\/a><strong>.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sobre a Generation<\/strong><\/p>\n<p>A Generation \u00e9 uma rede global de empregos sem fins lucrativos, que ajuda as pessoas a alcan\u00e7arem a mobilidade econ\u00f4mica, para que possam mudar suas vidas. Treinamos e colocamos adultos em carreiras que, de outra forma, seriam inacess\u00edveis a eles e buscamos melhorar a forma de como a educa\u00e7\u00e3o para os sistemas de emprego funciona. A Generation foi lan\u00e7ada em 2015 e consiste em um centro global e uma rede de afiliadas que abrange 17 pa\u00edses. At\u00e9 o momento, a Generation tem mais de 80 mil graduados que ganharam mais de US$ 630 milh\u00f5es em sal\u00e1rios e trabalha com mais de 11 mil empregadores, parceiros de implementa\u00e7\u00e3o e financiadores. Para mais informa\u00e7\u00f5es, acesse\u00a0<a href=\"https:\/\/www.generation.org\/\">https:\/\/www.generation.org\/<\/a>\u00a0.<\/p>\n<p><strong>Sobre a Generation Brasil<\/strong><\/p>\n<p>A Generation Brasil \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos que tem como objetivo principal capacitar jovens brasileiros para o mercado de trabalho. Fundada em 2019 no pa\u00eds, a organiza\u00e7\u00e3o oferece programas de forma\u00e7\u00e3o profissional gratuitos, buscando preparar os jovens de perfis sub representados no mercado de trabalho para carreiras de sucesso em setores que t\u00eam alta demanda por m\u00e3o de obra. Para mais informa\u00e7\u00f5es, acesse\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.generation.org\/\">https:\/\/brasil.generation.org\/<\/a>\u00a0.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo mostra que diploma universit\u00e1rio para cargos de entrada na \u00e1rea de tecnologia \u00e9 menos relevante do que habilidades comportamentais e certifica\u00e7\u00f5es em TI De um lado, empresas com dificuldade em contratar profissionais na \u00e1rea de tecnologia e em aumentar a diversidade, equidade e inclus\u00e3o. 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