{"id":10079,"date":"2023-06-22T16:54:32","date_gmt":"2023-06-22T19:54:32","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/?p=10079"},"modified":"2023-06-22T16:54:32","modified_gmt":"2023-06-22T19:54:32","slug":"pesquisa-do-acnur-aponta-que-96-dos-empresarios-da-plataforma-refugiados-empreendedores-querem-ampliar-seus-negocios-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaempresarios.net\/web\/2023\/06\/22\/pesquisa-do-acnur-aponta-que-96-dos-empresarios-da-plataforma-refugiados-empreendedores-querem-ampliar-seus-negocios-no-brasil\/","title":{"rendered":"Pesquisa do ACNUR aponta que 96% dos empres\u00e1rios da plataforma Refugiados Empreendedores querem ampliar seus neg\u00f3cios no Brasil"},"content":{"rendered":"<p class=\"fst-italic text-center\">Diagn\u00f3stico foi realizado pela Ag\u00eancia da ONU para Refugiados e Innovare Pesquisa com 63 empreendedores de diversos segmentos de neg\u00f3cio e localidades<\/p>\n<div>\n<p>O casal\u00a0<a href=\"https:\/\/www.refugiadosempreendedores.com.br\/refugiados\/limia-e-motaz\/cuiab%C3%A1-\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Motaz e Limia\u00a0<\/a>deixou a Rep\u00fablica do Sud\u00e3o, terceiro maior pa\u00eds da \u00c1frica, em 2001, ap\u00f3s persegui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas. Eles vieram ao Brasil e, em 2017, abriram o Mobi, restaurante de comida \u00e1rabe em Cuiab\u00e1, no Mato Grosso. \u201cEu e meu marido gostamos de cozinhar, ent\u00e3o\u00a0 \u00e9 um trabalho que sai da alma. O povo cuiabano tem calor humano e vinha aqui nos abra\u00e7ar. Nestes anos de neg\u00f3cio, os clientes viraram amigos\u201d, comenta Limia.<\/p>\n<p>Com foco na comida libanesa e s\u00edria, o local vende tabule, babaganoush, homus, quibe cru e frito, esfihas, kafta, entre outros pratos t\u00edpicos da gastronomia \u00e1rabe, trazendo novos gostos e temperos para a sociedade brasileira \u2013 al\u00e9m de diversificar a economia local. O casal planeja ampliar ainda mais o neg\u00f3cio e transformar o local em um centro cultural. \u201cAs pessoas n\u00e3o v\u00eam ao nosso restaurante s\u00f3 para comer, a gente conversa muito. Eles perguntam sobre nossa religi\u00e3o, costumes, por que uso hijab (v\u00e9u mu\u00e7ulmano). Nossa ideia \u00e9 montar tendas e em cada uma mostrar a decora\u00e7\u00e3o e a cozinha de um dos 22 pa\u00edses da regi\u00e3o. Esse \u00e9 o nosso sonho\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Assim como eles, 96% dos empres\u00e1rios da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.refugiadosempreendedores.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">plataforma Refugiados Empreendedores<\/a>\u00a0planejam ampliar seus neg\u00f3cios no Brasil. \u00c9 o que aponta uma pesquisa realizada pela Ag\u00eancia da ONU para Refugiados (ACNUR) e Innovare. O diagn\u00f3stico mostrou ainda que, para 69% dos respondentes, o empreendimento representa a principal fonte de sustento de sua fam\u00edlia e 63% j\u00e1 empreendiam no pa\u00eds de origem.<\/p>\n<p>\u201cEsses resultados demonstram o papel fundamental do empreendedorismo para a retomada financeira e autonomia das pessoas refugiadas que vivem no Brasil. E que esses empreendedores, al\u00e9m de terem habilidades e experi\u00eancias formadas no pa\u00eds de origem, s\u00e3o qualificados para empreender no Brasil, j\u00e1 que 81% responderam que passaram por alguma capacita\u00e7\u00e3o na \u00e1rea\u201d, acrescenta o Oficial de Meios de Vida e Inclus\u00e3o Econ\u00f4mica do ACNUR, Paulo S\u00e9rgio Almeida.<\/p>\n<p><strong>Formaliza\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios e colaboradores<\/strong><\/p>\n<p>Outros dados coletados pela pesquisa dizem respeito a como os empreendedores refugiados impactam na economia da comunidade de acolhida. Grande parte (71%) possui CNPJ, o que significa que t\u00eam um neg\u00f3cio formal no Brasil, com recolhimento de impostos e outros atributos. Al\u00e9m disso, quase metade dos empreendedores entrevistados (44%) contratou funcion\u00e1rios no Brasil, sejam brasileiros ou compatriotas. Ou seja, est\u00e3o contribuindo com a gera\u00e7\u00e3o de renda e empregos no Brasil, aumentando as oportunidades de renda e elevando a experi\u00eancia profissional de outras pessoas.<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico traz ainda que o principal meio de venda dos produtos \u00e9 pelas redes sociais (84%), por\u00e9m muitos contam com loja f\u00edsica (47%).<\/p>\n<p>O levantamento tamb\u00e9m mostra que o caminho de empreender no Brasil n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil e pode ser muito burocr\u00e1tico, especialmente para pessoas refugiadas. Elas apontaram que os principais desafios de ser um refugiado empreendedor no Brasil s\u00e3o formaliza\u00e7\u00e3o e aspectos burocr\u00e1ticos (23%), recursos para investimento (21%) e idioma (15%). Ainda assim, 73% avaliaram a qualidade de vida no Brasil como \u201c\u00f3tima\u201d e praticamente todos (97%) t\u00eam disposi\u00e7\u00e3o para auxiliar outros refugiados empreendedores.<\/p>\n<p><strong>Sobre a pesquisa<\/strong><\/p>\n<p>Embora a plataforma Refugiados Empreendedores tenha mais de 100 refugiados e migrantes listados, a pesquisa foi realizada com 63 respondentes que integram a plataforma Refugiados Empreendedores. Os respondentes s\u00e3o de origem da Am\u00e9rica Latina (75%), Oriente M\u00e9dio (14%) e \u00c1frica (11%) e as principais cidades onde est\u00e3o empreendendo s\u00e3o S\u00e3o Paulo (SP), Boa Vista (RR) e Manaus (AM), sendo maioria mulheres (60%). As empresas destes empreendedores, de forma geral, t\u00eam tempo m\u00e9dio de tr\u00eas anos de exist\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Sobre a plataforma Refugiados Empreendedores<\/strong><\/p>\n<p>A\u00a0<a href=\"https:\/\/www.refugiadosempreendedores.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">plataforma Refugiados Empreendedores<\/a>\u00a0\u00e9 uma iniciativa do ACNUR e Pacto Global da ONU no Brasil e tem como objetivo divulgar e dar visibilidade a empreendimentos liderados por pessoas refugiadas no Brasil, al\u00e9m de apoiar capacita\u00e7\u00f5es e outras oportunidades. A pesquisa aponta que 27% dos empreendedores realizaram vendas por estarem na plataforma, 41% deram entrevistas a mat\u00e9rias jornal\u00edsticas e 49% participaram de encontros ou cursos promovidos pela iniciativa.<\/p>\n<p>Criada em fevereiro de 2021, a plataforma atualmente conta com mais de 120 neg\u00f3cios listados. Eles est\u00e3o distribu\u00eddos em 34 cidades brasileiras, sendo majoritariamente compostos por mulheres de nacionalidade venezuelana que lideram empreendimentos no segmento da gastronomia. Mas h\u00e1 in\u00fameros neg\u00f3cios na \u00e1rea de\u00a0artesanato, design e arte, moda, entre outras, inclusive com entrega para todo Brasil.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.refugiadosempreendedores.com.br\/conheca-os-empreendedores\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Confira aqui os empreendimentos.\u00a0<\/a><\/p>\n<p><strong>Alguns dados de destaque da pesquisa ACNUR e Innovare Pesquisa:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>88% das empresas t\u00eam mais de tr\u00eas anos de exist\u00eancia no Brasil<\/li>\n<li>69% s\u00e3o a principal fonte de renda da fam\u00edlia<\/li>\n<li>71% possuem CNPJ<\/li>\n<li>63% empreendiam no pa\u00eds de origem<\/li>\n<li>96% pretende seguir e ampliar com seu neg\u00f3cio<\/li>\n<li>60% dos entrevistados trabalham somente no seu neg\u00f3cio, n\u00e3o t\u00eam outro emprego<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<div class=\"text-center\">\n<div class=\"mt-5\"><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diagn\u00f3stico foi realizado pela Ag\u00eancia da ONU para Refugiados e Innovare Pesquisa com 63 empreendedores de diversos segmentos de neg\u00f3cio e localidades O casal\u00a0Motaz e Limia\u00a0deixou a Rep\u00fablica do Sud\u00e3o, terceiro maior pa\u00eds da \u00c1frica, em 2001, ap\u00f3s persegui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas. 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