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Um ano de pandemia: transformações que vieram para ficar – Por Eduardo Maurizi, Senior Partner Account Manager da Progress América Latina

No registro histórico da pandemia de Covid-19, a primeira atitude no mundo corporativo foi reagir ao que aconteceu. Diante da incerteza, as empresas se acomodaram, desenvolveram protocolos, passaram a trabalhar remotamente e ficaram mais próximas da realidade dos clientes.

Com o tempo, o que descobrimos foi além: as mudanças provocadas pela crise sanitária mundial, na verdade, foram uma aceleração de tendências na sociedade e na tecnologia que já vinham acontecendo e vão continuar moldando as nossas relações pessoais e profissionais.

Empresas e funcionários, por exemplo, já consideram adotar um modelo híbrido que inclua mais trabalho de casa. Um levantamento da Robert Half com mais de 800 colaboradores no Brasil aponta que 86% deles querem trabalhar de casa mais vezes por semana, mesmo após o fim do isolamento. Pesquisa feita pela mesma consultoria com cerca de 300 líderes de grandes empresas indica que 62% dos gestores envolvidos em processos seletivos aprovam o sistema de home office e 74% apoiam a ideia de equipes híbridas, com funcionários que trabalham de casa e outros presencialmente.

Mas o que aconteceu vai além da mudança na percepção do escritório doméstico: a pandemia transformou nossas vidas e provocou transformações fundamentais em todos os setores: obrigou as empresas a redesenhar produtos e serviços para se manterem competitivas. 

A transformação digital agora é uma ruptura global sem mitigação. Assim, as capacidades tecnológicas que algumas empresas apresentavam podem não ser mais vantagens competitivas, embora muitas tenham avançado digitalmente de forma significativa. Protocolos de segurança contínua, suporte de canal e plataformas online hoje já são componentes inegociáveis para a sobrevivência dos negócios nesse novo contexto de sociedade. A questão é como aproveitar ao máximo as oportunidades do cenário atual.

Ofertas de produtos e serviços inovadores

A equação é tão simples quanto poderosa. As organizações que podem se concentrar na inovação em ofertas de produtos e serviços permanecerão competitivas e prosperarão. Ao passo que aquelas que continuarem a funcionar como antes encontrarão um desafio além do operacional: não é apenas o cenário que se transforma, mas também as necessidades dos clientes.

Os dados provam isso. Um relatório da McKinsey que entrevistou executivos em todo o mundo descobriu que 63% das organizações experimentaram mudanças nas necessidades ou expectativas dos clientes e 62% acreditam que essa tendência continuará. Os resultados também sugerem que as empresas não estão respondendo apenas à necessidade específica do mometo atual, mas que decidiram mudanças que permanecerão no longo prazo.

Pagamento sem contato, redes virtuais privadas (VPN), protocolos de voz sobre Internet (VoIP) e ferramentas de colaboração renovadas são exemplos de tecnologias que respondem diretamente a novas necessidades em áreas como telemedicina, aprendizagem remota e entretenimento online. A inovação impulsionada pela crise ajuda as empresas a se manterem competitivas. A promessa é ainda mais tranquilizadora: as organizações que aproveitarem essa oportunidade para girar e alinhar produtos com novas necessidades terão transformado os negócios para sempre com sucesso.

Colaboração e inovação a distância

O trabalho remoto agora é a norma e pode se tornar a regra. O problema é que muitas empresas que mudam para esse modelo têm dificuldades para gerar inovação. O escritório permite mais interação face a face e momentos de descontração – é mais fácil para os funcionários colaborarem co, ideias, o que, por sua vez, cria um ambiente competitivo saudável.

No novo cenário do trabalho remoto, esse tipo de impulso criativo é muito mais difícil de acontecer. Promover novas culturas de trabalho e reinventar o equilíbrio entre produtividade e colaboração são necessários. Com a inovação no centro, as empresas também devem permitir aos funcionários tempo constante para explorar ideias. As equipes podem receber desafios específicos para trabalhar em conceitos e encontrar soluções. Atividades para inspirar inovação, como hackathons, eram populares antes da pandemia e agora podem ser um grande recurso, pois também servem como eventos de criação de vínculos e relacionamento.

Promover vínculos pessoais dentro da empresa

As organizações devem focar na produtividade, mas também no bem-estar dos funcionários. Para responder ao primeiro ponto, muitas empresas criaram portais para compartilhar as últimas atualizações sobre a pandemia, dicas sobre como trabalhar em casa e seminários sobre saúde mental, entre outros.

Na Progress, assim como outras grandes empresas de tecnologia, adaptou espaços de trabalho em ambientes confortáveis. Mas, além de facilitar o trabalho, as organizações focaram em manter as equipes conectadas. Para isso, organizam eventos virtuais com desafios de cozinhar ou pintar, shows de talentos, noites de curiosidades e atividades online divertidas. As organizações também criaram grupos de recursos para funcionários: por exemplo, aqueles com filhos podem discutir o desafio de equilibrar o trabalho com a paternidade.

Sem dúvida, a pandemia e a crise que se seguiu criaram importantes oportunidades de inovação para diferentes setores. E, embora essa disrupção não seja nova para empresas de tecnologia, a crise recente foi uma transformação de proporções históricas. Seja executando operações internas ou recomendando ferramentas aos clientes, as lições dessa experiência serão cruciais para o futuro.

As empresas de tecnologia devem estar mais vigilantes do que nunca para enfrentar as mudanças que virão e, assim, permanecer à frente.

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