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Tsunami, Caos e Nova Economia após Corona Vírus – Por: Geraldo Leal de Moraes ,Economista e Conselheiro Empresarial da MCA Consult

Arthur Koestler, no século passado, comprovou com sua Teoria dos Holons que a única coisa constante é o equilíbrio.

Entretanto, o equilíbrio é dinâmico e muda a cada instante, dia e semana.

Quando a mudança é em uma velocidade extraordinária, ou seja, exponencial e quântica, se tem a sensação de caos.

Mas o que é o caos, se não uma nova realidade, um novo cenário, uma nova maneira de viver?

Ao empresário que ficar dominado pelo medo, só restará a imobilidade e a morte. Aos empresários que souberem realizar as perdas e estiverem atentos ao novo cenário, haverá a possibilidade de renovar a si e aos seus negócios.

É verdade que independente da vontade ou senso de realidade do empresário, este tsunami na economia mundial onde o corona vírus é a onda gigante que passa por cima de tudo e de todos, serão destruídos muitos negócios, empresas e atividades profissionais.

Quero, agora, passar aqui uma vivência de aprendizado com muitos empresários e consultores, como Igor Ansoff (pai do planejamento estratégio), Yuchi Tsukamoto (um dos fundadores da Anpar – Associação Nacional de Administração Participativa), James C. Collins (autor do livro Feitas para Durar), meu amigo e querido parceiro Victor Pinedo, que nos deixou há um mês, (autor do livro Tsunami) e Luiz Fernando Oliveira engenheiro especialista em TQC.

Vamos começar pelo depoimento e exemplo de pessoas simples e honestas ao voltar aos escombros de suas casas, após uma enchente destruidora. – “Perdi quase tudo que construí, nem os documentos pude trazer comigo, mas dou graças a Deus de estar vivo e com minha família salva e bem. Vou ter que começar de novo, sei que não será fácil, mas farei.”

Qual a prioridade?

Realize o prejuízo, veja o que sobrou e identifique riscos e oportunidades neste cenário de sua realidade e de seu contexto. Leve em consideração a economia brasileira e mundial e tenha ânimo para uma nova vida.

Todos sabemos que o maior capital são os clientes, são eles a razão da existência de cada negócio, de nossa atividade, de nossa empresa. É deles que vem a receita. Procure identificar neste novo cenário quais são as novas necessidades, expectativas e desejos dos clientes, além da disposição de gastos dos mesmos e se preparem para atendê-las.

Uma empresa não é suas instalações, tecnologia e equipamentos, mas fundamentalmente o grupo de pessoas que a compõem, onde estão o know-how e a energia que movimenta os negócios.

Saber liderar e se comunicar com estes talentos, criar novos processos e manter o clima de harmonia e confiança, são condições existenciais.

A administração participativa com círculos de controle de qualidade são excelentes ferramentas.

Qualquer movimento para demissão ou descarte de seu capital humano, será o tiro fatal para o desmonte de seu negócio. Despedir é matar em seu parceiro a oportunidade de ter uma vida melhor.

Envolva a todos com criatividade e entusiasmo para encontrar alternativas de soluções, pois hoje está se discutindo a importância da vida e não das perdas.

O cenário de desarranjo mundial das bases em que funcionava a economia é um sinal de alerta para novos tempos. Uma nova realidade exige novas soluções, novos desafios, novos produtos e serviços e a necessidade de sair da zona de conforto.

Renunciar ao que se perdeu e ao que se era são condições “sine qua non”.

Inovação é o caminho.

A nova cultura empresarial exige respeito ao meio ambiente, responsabilidade social, ética e honestidade.

O “manda quem pode, obedece quem tem juízo” estará no jazigo dos empresários e líderes que se põem acima da lei e da ordem.

Que tenhamos um Estado, muito mais enxuto e com foco na saúde, educação, saneamento básico, infraestrutura e distribuição de renda, pontos negligenciados até hoje e postos a descoberto nestes novos tempos de covid19.

Teremos, com sua participação, uma sociedade civil mais presente, exigente dos serviços do Estado e intransigente à corrupção e injustiças.

É hora de se preparar para o novo e não chorar o leite derramado.

Geraldo Leal de Moraes ,atua como conselheiro empresarial, articulista e palestrante pela MCA Consult, já atuou em empresas como ADVB, Alcatéia, Alcoa, Bayer, Bradesco, Brahma, Bombril, Bunge Alimentos, Caraigá, Câmara Brasil Alemanha, C&A, Cimento Eldorado, Casas Pernambucanas, Cofap, Dupont, Ellus, Gafisa, GM, IBM, Idort, Itautec, Manager, Microsiga, Madeplac, Monsanto, Pão de Açúcar, PWC, Secovi, SOS Computadores, Tam, Vicunha, Volkswagen, Votorantim, entre outras.

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