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Qual o prazo de validade de sua empresa – Por : César Souza é consultor de várias empresas da lista das “Maiores e Melhores” do Brasil, e é o presidente do Grupo Empreenda® e do EdE – Espaço do Empreendedor.

Essa “pergunta inconveniente” é a que mais tenho feito nas últimas semanas para os acionistas, CEOs e executivos da maioria das empresas com as quais tenho o privilégio de trabalhar como consultor.

Muitos dizem estar preocupados e suspeitam que terão que mudar no “curto prazo” até 2022, pois suas empresas já passaram pela porta da UTI e não desejam voltar. Outros argumentam que conseguirão resistir um pouco mais e precisam iniciar uma transformação até 2025. Alguns sentem-se tranquilos e dizem que precisam de alguns ajustes, mas acreditam que superarão os desafios inerentes ao negócio durante a travessia rumo a 2030. Os super sinceros dizem simplesmente: “Não sei!”

Aos que acham que estou exagerando, cumpro o dever de lembrá-los das empresas e marcas que pareciam sólidas mas se desmancharam e viraram pó na última década. Simplesmente perderam a relevância!

Nesses últimos 2 anos presenciamos soluções disruptivas que destruíram negócios tradicionais da noite para o dia. Outros tantos parecem condenados a desaparecer, mas já não serão objeto de maiores surpresas.

As causas podem ser internas ou externas. Em alguns casos uma combinação da chamada “tempestade perfeita” quando as circunstâncias intrínsecas e extrínsecas selam o triste destino de negócios que pareciam tão promissores.

Dentre as causas internas, tenho percebido de foram recorrente…

… EXECUÇÃO precária da Estratégia sem o cuidado de desdobrá-las até a linha de frente. Muitas não conseguem tirar a Estratégia e as Metas do Papel e transformá-las em realidade.

… Desconexão da empresa com seus clientes, como se vivessem em planetas diferentes pala incapacidade de perceber o que o cliente de fato valoriza, além de um atendimento que fica a desejar.

… Conflitos entre sócios, membros da família ou entre a investida e fundos que aportaram capital com expectativas que não se realizam.

… Privilégio ao Faturamento e Fatia de Mercado, em vez da Rentabilidade e do Caixa. … Falta de uma Cultura de Inovação com a insistência de fazer mais do mesmo, sem aprofundar o impacto das mudanças tecnológicas e das soluções disruptivas criadas por concorrentes que ainda nem são percebidos no ecossistema do negócio.

… Atitudes perniciosas, como o comodismo, a complacência, o individualismo, o paternalismo e o malabarismo com as informações que são componentes de uma Cultura que torna-se um Passivo que não aparece no Balanço da Empresa.

Dentre as causas externas que ameaçam o prazo de validade das empresas, antecipando-o antes do desejado, encontram-se os novos modelos de negócios viabilizados por start ups inovadoras e exponenciais; a tecnologia disruptiva que tornam obsoletos processos antes consagrados; mudanças na legislação e em dispositivos reguladores; e, de forma cruel, a mudança nos hábitos de compra e uso de consumidores cada dia mais exigentes, novidadeiros e infiéis a práticas desbotadas pelo uso.

Mas a causa-raiz da queda da maioria das empresas, da perda da sua relevância e do seu previsível desaparecimento reside, sem sombra de dúvida no estilo de Liderança exercido pela maioria dos seus dirigentes. Líderes pouco inspiradores, ainda incrementais, acostumados ao sucesso durante uma realidade que já não existe mais, acomodados ou focados na sua própria sobrevivência profissional, sem a energia que precisam para posicionar a empresa rumo ao sucesso do longo prazo.

Permita-me sugerir que utilize o checklist acima ao se fazer a pergunta inconveniente: qual o prazo de validade da minha empresa e do meu atual modelo de negócio?

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