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Gerdau reativa usina para atender demanda aquecida e suas ações sobem; valorização de 180% em 12 meses

Os ventos sopram favoráveis para a Gerdau. Com a alta de 3,19% nesta quinta-feira, dia 22, a ação preferencial da empresa (GGBR4) fechou cotada a R$ 33,30 no pregão da bolsa de valores. Isso representa uma valorização em torno de 21% em apenas um mês, e de 180% em 12 meses. Em cinco anos, o papel exibe um robusto desempenho de 330%.

Pontualmente, o avanço nos preços de seus papeis nas negociações desta quinta-feira foi motivado pelo anúncio de reinício da produção de aço em sua unidade de Araucária, no Paraná, no segundo semestre deste ano.

Empresa deve ser beneficiada com aquecimento de setor imobiliário aqui, e reconstrução das grandes economias lá fora – Foto (Divulgação)

“As operações na usina estavam hibernadas desde 2014 e será retomada gradualmente”, avaliam Yuri Pereira e Thales Carmo, analistas da XP. “A decisão da companhia foi feita com base no cenário positivo de demanda por aço no mercado doméstico, principalmente pelos setores de construção civil, infraestrutura e indústria”. Os analistas recomendam a compra do papel.

Mas não é apenas o mercado interno que deverá impulsionar os resultados da empresa. Luis Sales, estrategista-chefe da Guide Investimentos, afirma que a demanda está aquecida também no mercado internacional. “Os Estados Unidos e a China estão gastando muito em infraestruturas para incentivar as economias.”

Além do aumento da demanda, Sales pontua que no momento a oferta do produto é baixa, o que pressiona os preços do aço para cima e melhora as margens da empresa. “Eles estão reativando a usina, estão investindo para suportar a demanda de mercado.”

Os investimentos estimados em Araucária somam R$ 55 milhões e terão a capacidade de aumentar 420 mil toneladas sua produção de aço bruto.

“Com o reinício da produção, a empresa visa seguir atendendo o aumento da demanda por aços longos no Brasil, bem como otimizar o fornecimento de produtos aos clientes em todo o País em associação às capacidades já existentes”, afirma Marcos Faraco, vice-presidente da Gerdau.

Gerdau será beneficiada por superciclo de commodities

Analistas do BTG Pactual acreditam que está em seu início um “superciclo” de commodities por uma combinação de fatores: pelo crescimento global sincronizado, pela perspectiva de aumento entre 8 e 9% do PIB chinês, por anos de investimento baixo no setor, déficits de oferta e demanda, política monetária frouxa e tensões comerciais menores.

Em relatório, os analistas do BTG Pactual ressaltam que “a Gerdau é a maior produtora de aços longos do Brasil e uma das principais fornecedoras de aços longos especiais do mundo. Além disso, é a maior recicladora da América Latina, transformando anualmente milhões de toneladas de sucata em aço ao redor do mundo”.

Para eles, a empresa reúne uma série de qualidades: forte crescimento de receita, baixa alavancagem, geração de fluxo de caixa livre, e atuação temática no setor imobiliário.

E pela força estrutural dos mercados imobiliários no Brasil, a expectativa   é que a demanda por aços longos se transforme em uma história de crescimento de vários anos. “Pela primeira vez em anos, acreditamos que a empresa está bem-posicionada para repassar aumentos de preços e superar as expectativas”, afirmam em relatório.

Riscos para a Gerdau: variação cambial, flutuação de preços dos produtos, queda na demanda e aumento da oferta – Foto – (Divulgação)

Em termos de risco, os analistas do BTG observam que “qualquer investimento em ações latino-americanas, como ações de aço, está sujeito a risco de taxa de câmbio, bem como a flutuações inesperadas da economia local”.

E além do câmbio, o investimento em ações de aço também está sujeito às flutuações de preços de seus principais produtos. “Os estoques de aço e mineração são altamente voláteis e extremamente dependentes da demanda global e do comportamento dos fornecedores.” Portanto, um enfraquecimento na produção global poderia colocar nossa previsão de preços, ganhos e avaliações sob pressão.

O investimento na Gerdau está sujeito também a riscos relacionados à sua exposição na América do Norte, onde a concorrência é acirrada e as margens são muito menores. As condições financeiras e os resultados das operações em tais setores são geralmente afetados por condições econômicas e outros fatores de difícil previsão.

Consequentemente, os principais riscos são a demanda fraca, conforme evidenciada pelas condições econômicas gerais, ou aumentos na oferta, na forma de aumentos de capacidade.

O preço-alvo da ação de Gerdau (GGBR4) é de R$ 37,00 e a recomendação é de compra pelos especialistas do BTG Pactual.

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