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Custo de vida varia até 51% entre uma cidade e outra no Brasil

Pesquisa da Mercer mostra que as cidades brasileiras têm um custo de vida muito distinto ao longo do país

Entender como funciona o orçamento e os hábitos do consumidor é fundamental para um bom posicionamento dos negócios. No Brasil isso é especialmente importante: o custo de vida pode variar até 14% na comparação das cidades, de acordo com estudo da Mercer.

A partir da análise de 17 cidades em 10 categorias diferenças de serviços — que englobam cuidados pessoais, esportes e lazer, refeições dentro e fora de casa, roupas e calçados, serviços de utilidade pública, serviços domésticos, álcool/tabaco, suprimentos domésticos e transporte —, o estudo conclui que o custo total de vida deve aumentar ou diminuir consideravelmente em boa parte das cidades.

“Para a realização da pesquisa nacional, ‘tropicalizamos’ a cesta de produtos da nossa pesquisa global, mantendo premissas, categorias e metodologia”, explica Inaê Machado, líder de Mobilidade Nacional e Internacional na Mercer Brasil.

Brasileiro gasta mais com serviços domésticos e lazer

De acordo com o estudo, o que mais pesará no orçamento dos brasileiros a partir dos próximos meses é a categoria de serviços domésticos, que inclui produtos de limpeza, babás e serviços de lavanderia. Segundo a pesquisa, a cidade mais cara dessa categoria, com um valor 7% maior que o pago em São Paulo — cidade usada como referência —, é Porto Alegre (RS).

Já as cidades com menor custo nessa mesma categoria, 34% abaixo da média paulista, foram Recife (PE) e Fortaleza (CE). Além dos serviços domésticos, a capital cearense também se destaca na categoria de refeições fora de casa, com um valor 32% inferior ao de São Paulo. No Rio de Janeiro (RJ), essa média é 4% maior que a capital paulista.

“Procuramos considerar uma abordagem justa, neutra e o mais simples possível. Cada cidade é avaliada usando as mesmas mercadorias e marcas, por exemplo, para fornecer esta comparação de custos de maneira assertiva”, comenta Machado.

A categoria de Esporte e Lazer, que analisa itens como aluguel de quadras, ingressos de cinema, shows e outros, segundo o estudo, é a terceira que mais pesa no orçamento dos brasileiros. A diferença entre as cidades pode variar em até 51%.

Nota-se que Manaus lidera como a cidade mais cara para prática esportiva e custo do lazer (16%), seguida por Camaçari (BA) (13%), Balneário Camboriú (SC) e São José dos Campos (SP) (6%). Já Belo Horizonte (MG) apresentou o menor custo, consagrando-se como a cidade mais barata nesse tópico (-23%).

Itens básicos e suas diferenças no custo de vida

Até mesmo os itens mais básicos à sobrevivência devem ser levados em consideração, visto que tem uma alteração expressiva de preço entre uma cidade e outra. De acordo com o estudo, a categoria de refeição em casa tem um preço elevado em Camaçari (BA), com 7%, seguida por Porto Alegre (RS), Brasília (DF), Cuiabá (MT) e Campinas (SP), todas com 6%.

Em serviços de utilidade pública, que incluem itens básicos de moradia, tais quais energia elétrica, telefonia e internet, gás e água, os valores podem variar até 30% entre a cidade mais barata e a mais cara. Para a categoria, Curitiba (PR) é a cidade mais cara (28%), seguida por Fortaleza (CE) (20%), Rio de Janeiro (RJ) (18%), Belo Horizonte (MG) e Campo Grande (MS) (17%).

Para itens como eletrodomésticos, que se enquadram na categoria de suprimentos domésticos, Goiânia (GO) é a cidade com maior custo (15%).

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