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As mulheres ganham espaço e poder em empresas familiares

Empresas familiares: entenda como as mulheres estão ganhando espaço e veja exemplos de lideranças femininas à frente de grandes negócios deste tipo

As empresas familiares contam com desafios bem peculiares. Afinal, estamos falando de um negócio dirigido e composto, em maioria, por pessoas da mesma família. Antes, a figura masculina era a mais presente e atuante nesse tipo de organização. Hoje, as mulheres ganharam mais espaço.

Em relação aos cargos de liderança, independente de serem empresas familiares ou não, a representatividade delas cresceu. Segundo o relatório Women In Business 2020, da Grant Thornton Internacional, no Brasil, elas ocupam 34% dos cargos de liderança. O país está na 8ª posição de um ranking composto por 32 países que foram analisados.

Em síntese, neste conteúdo, entenda como a atuação das mulheres na liderança vêm aumentando nos últimos anos, os pontos fortes e os desafios de se trabalhar em uma empresa familiar.

Veja também alguns exemplos de lideranças femininas à frente de grandes empresas familiares no país.

Lideranças femininas nas empresas familiares

De acordo com pesquisa intitulada de STEP 2019 Global Family Business, O poder das mulheres nas empresas familiares: uma mudança geracional em propósito e influência, realizada pela KPMG, foram constatadas em entrevistas aprofundadas com líderes familiares de ambos os sexos, que:

  • as características inatas das mulheres como impulsionadoras e cuidadoras podem se traduzir em um papel de chefe oficial emocional, agregando ao sucesso e à perpetuidade da empresa familiar. Sua presença oferece recursos adicionais que a empresa pode capitalizar;
  • mulheres têm habilidades e estilos de liderança únicos e transformacionais, que as tornam líderes holísticas;
  • continuam tendo conflitos de papéis para abrir seu próprio caminho no negócio e na família, bem como resistem a ser designadas apenas como cuidadoras do lar;
  • não é possível crescer uma empresa familiar com uma equipe de liderança composta exclusivamente por homens ou mulheres.

Atualmente, as empresas familiares estão mais comprometidas com empoderamento das mulheres e já começam a avaliar as suas crenças,  encorajando discussões na família sobre o tema. Assim, isso colabora para que as lideranças femininas ganhem espaço e posicionem-se estrategicamente, para realizarem as mudanças nas próprias empresas.

O que as mulheres ainda enfrentam nos negócios

Entretanto, além de terem que vencer o estereótipo de só está aqui porque é filha do dono, as mulheres sofrem, nas empresas familiares, infelizmente, desafios ainda comuns da presença feminina no mercado.

Falta de espaço e voz: nesse contexto, nas empresas familiares, principalmente nas mais tradicionais e patriarcais, elas têm mais dificuldade de serem escolhidas para cargos de alto escalão. Ou seja, com dificuldade em expor suas ideias e tomar decisões, continuam ganhando menos que eles. 

Assédio moral: quase metade das mulheres já sofreram com isso por parte de homens do trabalho. Esse dado foi apontado segundo pesquisa do LinkedIn e da consultoria de inovação social Think Eva, que ouviu 414 profissionais em todo o país, de forma online.

Como se não bastasse todos esses desafios aliados a uma jornada tripla, do ano passado para cá, o percentual de mulheres no mercado de trabalho baixou para 45,8%. Este foi o nível mais baixo desde 1990, quando a taxa ficou em 44,2%, conforme dados do recentes do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Desafios de se trabalhar em uma empresa familiar

No Brasil, boa parte das empresas são familiares. Conforme dados do IBGE –  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Sebrae, elas representam 90% das empresas no país. Porém, ainda segundo o mesmo estudo do IBGE, apenas 5% delas sobrevivem à terceira geração. Veja agora alguns dos desafios que enfrentam as empresas familiares.

Informalidade

Organograma? Planejamento estratégico? Metas a longo prazo? Isso tem reflexo direto na sua estabilidade e crescimento.  De um lado, os gestores contam pessoas tidas de confiança, do seio familiar. Por outro, não é fácil conviver com a informalidade nos processos, falta de comprometimento e desorganização em geral, principalmente financeira.

Conflitos familiares

Em síntese, tratando-se de empresas familiares, não é tarefa fácil separar os problemas de casa do trabalho. Acima de tudo, isso impacta diretamente no clima organizacional e nas relações em geral. 

Comunicação

Afinal, quem direciona o que? Quem os colaboradores devem ouvir?  Nesse contexto, esse é um dos entraves comuns nas empresas familiares, que geralmente contam com decisões centralizadas em um único gestor.  Isso acaba atrapalhando não somente as relações entre os colaboradores e os gestores, bem como entre os membros da própria família.

Resistência à mudanças

Resistência à mudanças é um dos típicos desafios que os sucessores de um negócio familiar encontrarão pela frente. Acima de tudo, com conhecimento e sobretudo, resiliência, é possível mudar, aos poucos, essa realidade.

Mas, vale ressaltar que também existem pontos positivos que tornam as empresas familiares mais fortes.

Alicerces que tornam as empresas familiares mais fortes

Em levantamento, realizado em 2019, a KMPG apontou os principais pontos fortes das empresas familiares. O diagnóstico foi  elaborado em pesquisa com 181 empresas de 16 estados.  Em suma, a maioria das empresas entrevistadas tinham entre 21 e 40 anos de história, com faturamentos que chegavam a até 499 milhões de reais. São eles:

  • marca forte ou presença de mercado (54%);
  • tomada de decisões rápida e flexível (52%);
  • atendimento ao cliente (46%);
  • valores e cultura compartilhados (22%);
  • capacitação técnica (20%);
  • visão de longo prazo (20%);
  • foco no core business (15%);
  • preços competitivos (15%);
  • robustez financeira e facilidade no acesso ao capital (14%);
  • fato de ser uma empresa privada (12%);
  • design, qualidade ou diversidade de produtos (11%);
  • tamanho da empresa (11%);
  • atração e retenção de talentos (4%);
  • marketing assertivo/agressivo (2%).

Dessa forma, é neste cenário que grandes empresas familiares do país seguem crescendo e se desenvolvendo tendo à frente lideranças femininas.

Filha do dono sim e exemplos de liderança feminina nas empresas familiares

Infelizmente, as mulheres, no auge do século 21, ainda precisam lidar com desafios do estereótipo de gênero, quando se tratam de cargos mais altos. Portanto, veja agora alguns exemplos de mulheres que assumiram grandes cargos em empresas.

Giordana Tavares, diretora executiva da Raylex

Giordania, passou do setor administrativo para diretora executiva da Raylex, encarou desafios e preconceitos de ser mulher, filha do dono, no ramo técnico. Para ela, isso foi motivador.  Em suma, desde quando assumiu, Giordana buscou no mercado pessoas que pudessem ajudá-la a promover uma profissionalização da empresa. Assim, o negócio, em sua gestão, passou a trabalhar com planejamentos de médio e longo prazo, sempre com foco em engajar a equipe. 

Daniela Pereira, líder no Rei dos Galetos

Daniela é a primeira mulher a comandar o Rei dos Galetos. Em 2017, ela aproveitou sua formação em arquitetura para promover uma atualização no restaurante, deixando-o mais aconchegante para as mulheres. E foi aí que tudo começou. Nesse sentido, ela conta que, no início, chegou até a mudar sua forma de se vestir, com medo de ser mal interpretada.

Cristine Grings, presidente da Piccadilly

Cristine, quando iniciou o seu estágio na Piccadilly, omitiu suas origens. Segundo ela, isso facilitou a aceitação e integração entre as pessoas. Mas, ela estava decidida a não seguir carreira na empresa da família. Entretanto, a convite do tio, presidente na época, aceitou o desafio de assumir a gerência do setor comercial e marketing da empresa.  Aos 34 anos, se tornou presidente e hoje, aos 40, ela conta que deu ênfase maior às pessoas.

Portanto, Cristine, promoveu o reposicionamento da marca, com foco no encorajamento feminino, a entrada no setor de franquias e também a aceleração da internacionalização da empresa.

 

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