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A importância da sua imagem pessoal – Por: Carolina Yuri Abe Tiarga, Consultora de Imagem corporativa Masculina e Feminina e Analista Comportamental pela Socium

“Dentro das possibilidades humanas criadas para o fenômeno da comunicação, a moda poder ser compreendida como a expressão de um conteúdo e, assim, ela pode ser lida como um texto, que por sua vez, veicula um discurso. E o corpo, da mesma maneira, também é a expressão de um conteúdo, isto é, um texto que veicula um discurso. Juntos, moda e corpo formam a unicidade textual que sustenta um conteúdo ou, como se disse, um determinado discurso.” Kathia Castilho, Moda e Linguagem

O corpo é o palco de um discurso não verbal e a indumentária é sua linguagem. Por meio de uma comunicação silenciosa é construído um texto que discorre sobre estilo de vida, personalidade, essência, ideologias e vivências. O indivíduo se comunica através de sua imagem de forma inconsciente e essa mensagem é processada de forma inconsciente também. Segundo a master consultora de imagem Juliana Bacellar, a primeira imagem é realmente a que fica – como diz o ditado popular – e se forma nos primeiros 7 segundos de interação, ou seja, o cérebro humano é capaz de processar e fixar esse texto em 7 segundos.

“o vestuário deve ser observado na sua contextualização em determinado meio social, pois se manifesta como uma das mais espetaculares e significativas formas de expressão articulada e desenvolvida pela cultura humana. […] Ao ser utilizado por um corpo, o vestuário também faz parte dos recursos de manipulação empregados pelo sujeito que o veste, pois, além de marcar a presença de tal sujeito, já direciona um certo tipo de comportamento dos “outros” – e do próprio sujeito em questão.” Kathia Castilho, Moda e Linguagem

O ser humano é um ser social. Para se conectar socialmente com outros indivíduos há a necessidade de que se conheça e observe alguns padrões que façam com que a comunicação seja harmônica e coerente, seja ela verbal comportamental ou visual. Esses padrões – especificamente o que conhecemos como regras de etiqueta – estão em constante mudança para que se adaptem às necessidades de cada grupo, situação ou época. Em seu livro: Chic[érrimo], a especialista Gloria Kalil, relata uma regra de etiqueta dos anos 1500, que ensinava que não se devia palitar os dentes com as mesmas facas usadas para cortar alimentos, abater animais ou matar os inimigos.
“Em 1530, o manual de etiqueta do Erasmo de Rotterdam […] ensinava que não se devia palitar os dentes com a faca que se cortam os alimentos, matam os porcos ou inimigos. Dá para se imaginar o cenário daquele momento” Gloria Kalil, Chic[érrimo]

Isso demonstra que códigos e padrões de comportamento estão sujeitos à evolução do contexto, do tempo e da sociedade. Em alguma época, local e classe social, esse tipo de comportamento que parece tão alienígena às nossas experiências atuais – palitar os dentes usando uma faca – era amplamente aceito. Atualmente, as regras de etiqueta correspondem à nossa sociedade, atualizando as regras da linguagem visual pessoal por meio da adoção de novos códigos, símbolos e significados. Construímos o discurso mencionado através da roupa, acessórios, maquiagem, cabelo e linguagem corporal, mesmo quando não existe uma intenção, pois nossas escolhas são influenciadas por nossas experiências e nossa personalidade. Para o nosso cérebro portanto, nesse discurso ficam claramente legíveis coisas como a personalidade do indivíduo, seu estilo de vida, sua rotina, seus costumes, suas crenças e objetivos.

A comunicação através da sua imagem pessoal, portanto, vai muito além de mera estética, vai além do ato de simplesmente vestir: está enraizado na essência do ser.

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