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Presidente da Codesp Casemiro Tercio fala sobre mudanças na sua gestão na 3º Rodada da Cidadania

A Associação Comercial de Santos (ACS), por meio de sua Câmara Setorial das Instituições de Ensino, promoveu na manhã desta quinta-feira (30) a 3ª Rodada da Cidadania e teve como tema principal o futuro do Porto de Santos.

Para falar sobre as diretrizes tomadas pela estatal, o presidente da Codesp Casemiro Tercio Teixeira palestrou durante um pouco mais de uma hora a autoridades portuárias, empresários do setor, políticos e professores.

Na cerimônia de abertura, o vice-presidente da Associação Comercial de Santos (ACS), Vicente do Valle, ressaltou a importância do trabalho que vem sendo implantado por Casemiro Tercio. “A gestão da Codesp, esse novo Governo, tem sido um marco para a nossa região e para o próprio país. A maneira em que é conduzida essa nova gestão, com características de mercado bastante interessantes e com uma visão de estado, já é um diferencial”.

Já a coordenadora da Câmara Setorial das Instituições de Ensino, Silvia Teixeira Penteado, disse que o objetivo das rodadas da cidadania é realizar um diálogo que possa resultar na melhoria da sociedade. “É um privilégio que a ACS, nesta data, tenha uma presença tão ilustre e ao mesmo tempo significativa e empreendedora. Esses ares de integração, que visam somar a cultura, a cidadania, enfim, as coisas que existem na nossa região em uma instituição praticamente centenária são muito importantes”.

O Porto do Futuro

Casemiro destacou que o alicerce de seu trabalho é reestruturação da empresa. “Temos que olhar a empresa como uma companhia. A modernização e a mudança da cultura corporativa são essenciais. Para se ter o melhor Porto da América Latina, e não só o maior, é preciso mudar a base. Ter o melhor preço, menos avarias, mais rapidez, não ter furtos de carga e não ser um porto, o qual a droga saia por ele. Esse deve ser o caminho”.

Além do corte de gastos, Casemiro disse que houve alteração de 100% da diretoria e, por isso, muitos profissionais foram substituídos. “Identificamos algumas pessoas que foram colocadas de escanteio e que podem contribuir bem mais com a empresa”.

Outras duas vertentes levantadas pelo presidente são os contratos de arrendamento e concessões de serviços do canal de dragagem. “É necessário uma repaginação do condomínio portuário. Existem áreas no Porto de Santos que não têm sentido. É possível consolidar e determinar perímetros portuários com um potencial maior de movimentação”.

Já com relação às concessões dos serviços de manutenção do canal dragado, a intenção é que o serviço deixe de ser administrado pela autoridade portuária e vá para a iniciativa privada. “A intenção é de enxugar, tirar a quantidade de serviços que hoje está sob a responsabilidade da Codesp e não precisaria estar”.

O resultado de seu trabalho de um pouco mais de dois meses, já rendeu frutos. A Codesp conseguiu que o Terminal Pesqueiro de Laguna seja repassado ao Estado ou União. O terminal era administrado desde 1975 pela empresa Portos do Brasil S/A (Portobras) extinta no início da década de 90. Depois disto, sua administração ficou vinculada a Codesp, por meio de um convênio celebrado com o Ministério dos Transportes, ao qual a Codesp se subordinava.

Custos

A nova tabela tarifária da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) também está sendo reavaliada. “Vamos realinhar todos os preços do Porto, com base na nova tabela tarifária da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), porque há discrepâncias tanto para mais quanto para menos. Alguns valores vão aumentar; outros devem diminuir”.

Universidades-Porto

As universidades da região deverão ser utilizadas para propor parcerias e iniciar startups. “Talvez a gente precise formar uma profissão que ainda não existe. Por isso, é importante essa parceria e troca entre Porto-Universidades. Precisamos evoluir. Daqui a alguns anos, algumas funções deixarão de existir com a inclusão da tecnologia”.

Porto-Cidade

A relação porto-cidade é algo que também está em pauta na gestão. “O principal ponto é como o Porto enxerga a Cidade e vice-versa. É preciso que as duas estejam de acordo. Temos a área de armazéns do Valongo que está deteriorada. O Centro Histórico, que está esquecido, e agora o projeto da Ponta da Praia que também deve incluir o Porto, até como fonte de turismo. Para isso é necessário um planejamento em conjunto com a prefeitura “.

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