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O centro das atenções

Durante a execução de um projeto arquitetônico corporativo, as salas de reuniões ganham atenção redobrada, uma vez que, naquele espaço, serão tomadas as grandes decisões da empresa.

Não é exagero afirmar que a sala de reuniões é o ambiente mais importante de uma empresa. Afinal, aquele é o local onde negócios serão fechados, novos planos serão traçados e novas ideias irão surgir. Além disso, é o local onde a empresa recebe clientes, parceiros e fornecedores e, por isso, é um ambiente que precisa reforçar o conceito da marca em cada detalhe.

Por tudo isso, a sala de reuniões ganha atenção especial da arquitetura, que investiga a fundo os objetivos da empresa. “É preciso entender a imagem que a empresa quer passar. É uma empresa grande e imponente ou luxuosa que vende exclusividade? A partir disso, vamos trabalhar com cada recurso que a arquitetura oferece: cores, texturas, mobiliários, decoração, iluminação, detalhamento, marcenaria”, enumera a arquiteta Estela Netto, que já executou projetos corporativos com objetivos bem diferentes. “A Máquina de Vendas, por exemplo, é uma empresa gigante. Então escolhi uma mesa enorme, imponente. A ideia era mostrar exatamente o poder e a seriedade daquela empresa. Já a Global é uma empresa que tem a exclusividade como marca. Naquela sala, será reunido um número menor de pessoas. Por isso, é mais luxuosa e intimista”, exemplifica a profissional.

A arquiteta Ivana Seabra concorda que os objetivos de cada empresa devem ser o ponto de partida do projeto deste tipo de ambiente e ressalta a importância da iluminação. “A iluminação deve ser focada e uniforme em toda a extensão da mesa de reuniões, distribuindo a luminosidade por igual. Já a iluminação decorativa, sobre um quadro ou aparador, deve ser pontual e direcionada, proporcionando assim um ambiente aconchegante e valorizando os elementos de decoração”, sugere. A profissional acrescenta ainda dicas sobre os materiais e cores a serem trabalhados. “Para uma sala de reunião mais formal, como por exemplo um escritório de advocacia, os materiais devem ser mais clássicos e sóbrios, priorizando a elegância e a harmonia da sala. Painéis de madeira também são eficientes, pois além de serem decorativos proporcionam acústica ao ambiente. As cores mais fortes e chamativas devem ser usadas para um escritório de publicidade ou para uma empresas mais despojada”.

No que diz respeito a infraestrutura de uma sala de reuniões, Estela Netto observa que tudo depende do tipo de negócio que é realizado naquele espaço. “Num escritório de advocacia que fizemos, por exemplo, a sala de reunião não podia ter nem televisão para apresentação. Para eles, o importante mesmo era a conversa”, relembra a profissional. No entanto, Estela reforça que não se pode abrir mão de uma estrutura mínima, com pontos de eletricidade para carregar computadores e telefones e, claro, mesa e cadeiras.

Pensando nestes últimos itens, quais escolher? “A regra número um para uma sala de reunião é aliar conforto e funcionalidade. A altura da mesa deve estar nos padrões de ergonomia. Com relação às cadeiras, o ideal é que elas sejam giratórias e com braços, garantindo assim o conforto e praticidade durante a reunião”, encerra Ivana Seabra.

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Foto: Daniel Mansur

Nesta sala de reunião, Estela Netto quis retratar todo o luxo e exclusividade da marca

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Foto: Daniel Mansur

á neste outro projeto, Estela especificou uma enorme mesa que simboliza, espacialmente, toda a grandeza da empresa

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Foto: Divulgação

Nesta sala de reunião, projetada para um escritório de advocacia, a arquiteta Ivana Seabra desenvolveu um projeto luminotécnico que contemplava toda a grande extensão da mesa

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