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Microfranquias: modelo move a economia no Brasil atraindo investidores e franqueadores

Seja para realizar o sonho de ser dono do próprio negócio, ou como uma alternativa para fugir do desemprego, as microfranquias vem se tornando um grande pilão para os negócios e convencendo, sem muito esforço, cada vez mais pessoas a investirem nesse segmento que pertence ao franchising.

Tal mercado, de uns anos para cá, vem apresentando um potencial muito próspero e convidativo. De acordo com um estudo (último feito sobre micro) promovido pela ABF (Associação Brasileira de Franchising), a quantidade de redes de microfranquias no país cresceu 45% em três anos, passando de 384, em 2013, para 557, em 2016.

Dessas 557 redes, 79,8% atuavam exclusivamente com microfranquias e 20,2% operavam com ambos os formatos: tradicional e microfranquia. As redes que não operavam com micro, mostravam interesse; 36% declararam o desejo em ingressar nesse nicho nos próximos anos.

Investimento baixo impulsiona

O perfil desses investidores foi evidenciado pela pesquisa no qual mostra pertencerem a uma geração mais jovem, pessoas de 26 a 35 anos. “A faixa etária jovem desse franqueado nos indica que há um foco das franqueadoras na geração Y ou nos chamados ‘millennials’, que vêm se mostrando mais avessos a modelos de trabalho tradicionais e veem nas microfranquias uma alternativa atraente”, afirma Altino Cristofoletti Junior, presidente da ABF para o biênio 2017-2018.

O modelo cujo investimento inicial é de até R$ 90 mil, apresenta favoritismo entre esse e outros grupos principalmente ser um negócio com investimento baixo – ideal para quem possui pouco capital para investir. E apesar das ofertas imensuráveis, o estudo aponta que a média de investimento inicial nesse setor é de R$ 44,1 mil, incluindo taxa de franquia, capital de giro e custos de instalação do negócio – itens essenciais para fazer a empresa andar.

As opções, porém, variam por todo o Brasil, em alguns casos, com pouco menos de R$1 mil já possível adquirir uma unidade – e com rápido retorno – e ainda usufruir de uma estrutura composta por suporte e know-how.

O Pro Labore também possui uma média, que segundo a pesquisa, é de R$ 3.611 mensais entre as redes com ambos os formatos e nas franqueadoras exclusivas de microfranquias, este valor sobe para R$ 3.819 ao mês. Alguns franqueados, no entanto (20% nas redes com os dois modelos e 25% nas microfranquias apenas) chegam a ter um Pro Labore acima de R$ 5 mil (esses valores não incluem o lucro das operações).

Mercado retraído

Com a economia brasileira enfrentando um momento delicado, o setor empregatício teve lá suas consequências. Milhares fecharam as portas e muitos foram demitidos. A hiperinflação se tornou uma inaceitável e incrédula realidade, assim como as contas atrasadas que foram se acumulando dia após dia.

Este cenário teve início em meados de 2015, porém ainda é presente na vida de muita gente. Até hoje. O desemprego, por exemplo, passa por altos e baixos, só nos últimos 12 meses, encerrados em novembro, o Brasil perdeu 178 mil empregos com carteira assinada. O empreendedorismo, como uma carta na manga, se apresenta como uma oportunidade para esses, que sem ter para onde correr, investiram suas economias, ou o que sobraram delas, em algo para garantir uma renda mensal.

“Muita gente vê como alternativa de carreira ou como plano B”, salienta Henrique Mol, empresário mineiro. Henrique, presidente da holding Encontre Sua Franquia, viu sua operação de microfranquia dar um salto além do planejado durante esse período.

Das mais de 500 unidades da Encontre Sua Viagem (franquia de turismo), 68% foram abertas de 2015 pra cá. A expectativa de crescimento era de 40%. A marca foi criada em 2011. Dessas, cerca de 90% são pertencentes ao modelo home office, que dispara nas vendas com o negócio ofertado a R$7 mil, contra os R$45 mil exigidos pela loja física. “É a questão do empreendedorismo de oportunidade. O franqueado precisa trabalhar e encontra um negócio barato, sem altos custos com despesas (aluguel, equipe, etc) e que ainda gera uma renda, ele não pensa muito. Logo investe. Mesmo que não haja experiência, e sobre medo, ele conta com o sistema que o ensina e mostra os caminhos de como conduzir um negócio”, fala Mol.

Área que atrai

Com os resultados, o empresário que cria e ainda investe em marcas para inseri-las no franchising, não ponderou a estratégia de compreende-las (em sua grande maioria) no universo das microfranquias; a Quisto Corretora de Seguros (investimento a partir de R$11.990) e Suav (franquia especialidade em serviços de estética com investimento a partir de R$65 mil) são exemplos disso. Além da Acquazero em que o empreendedor comprou a marca e um dos primeiros passos foi aprimorar em todas as suas frentes os modelos de micro a fim de deixa-las mais atraente.

“Com esse formato conseguimos viabilizar as marcas ao mercado com baixos investimentos, buscando alta escala para reflexos ao cliente final, baseado no tamanho da rede. Além disso, os riscos são menores e há mais facilidade de inserção”, comenta.

Hoje, cerca de toda a rede que conta com oito marcas de franquias ao todo e mais de mil unidades, realiza aproximadamente 90% das vendas para esse formato específico.

Carona no sucesso

Assim como Henrique, demais empresários se atentaram para esse mercado a fim de conquistar uma parcela dos bons frutos que o mesmo tem gerado. Carlos Alexandre Gomes, diretor executivo de uma holding, ao fim de outubro do ano passado criou uma franquia de baixo investimento. O foco escolhido foi no ramo de soluções financeiras, lançando o Banneg – Banco de Negócios no mercado de franquias.

Carlos ressalta que ambas as escolhas foram motivadas pelas gritantes oportunidades. O número de pessoas buscando algo para suprir a renda era existente, e as que buscavam por crédito também. Neste último, a busca é surpreendente e os números confirmam. De acordo com o Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito, somente neste ano, a quantidade de pessoas que buscou crédito cresceu 13,2% em março/18 na comparação com fevereiro/18.

Em relação ao mesmo mês do ano passado (março/17), a demanda avançou 5,5%. No acumulado do primeiro trimestre deste ano, o número cresceu 12,5%.

Neste quase um ano de existência, os resultados tem aparecido; Atualmente, são aproximadamente 80 franqueados com um faturamento bem satisfatório; o faturamento mensal por unidade é de R$140 mil, e o número de empréstimos de R$15 milhões em 2017 com expectativa de R$75 milhões para este.

A boa repercussão dá margem para novas perspectivas. Carlos já se programa para lançar uma nova marca entre o fim de 2018 e início de 2019, mas que “deve surpreender por se tratar de uma nanofranquia (franquias de até R$20 mil)”.

“Há muitas possibilidades para aproveitarmos. Mesmo que haja uma retomada na economia, ainda assim as franquias baratas são opções para o pequeno investidor, para quem deseja trabalhar em família, no modelo home ou mesmo com um segundo negócio. Portanto tem mercado pela frente”, avalia.

“10 anos tentando expandir, até conhecer o franchising”

A premissa de que trata-se de um mercado com muitos anos de vida é unanimidade entre os empresários, concepção também sentida e defendida por Marcelo Salomão. Ele é empresário, diretor executivo da Gigatron Franchising (rede especializada na criação de software para gestão), entre outros empreendimentos, além de ser investidor-anjo.

Marcelo tem uma história íntima com o franchising. A Gigatron era uma fábrica de software que surgiu em 1997 por meio de outro negócio, e durante 10 anos, passou por diversas tentativas de expansão da marca – representantes, parceiros comerciais, canais de distribuição, entre outros. Até que um dia (2009) chegaram ao modelo de franquias e após dois anos de formatação, a tão sonhada expansão aconteceu e segue firme – de forma criteriosa e bem cautelosa – até hoje.

“É um ótimo negócio e existe um grande potencial de expansão, principalmente para o ramo de serviços. Muitos empregados estão buscando o próprio negócio com baixo investimento, outro ponto a favor, é que o micro negócio opera com poucas pessoas, isso permite trabalhar com custos bem reduzidos”. Marcelo fala ainda que desde sempre planejou expandir a marca por um valor acessível, tanto que a variação entre home office e loja física não é tão grande. A primeira exige investimento total de R$10.500, já a segunda, a partir de R$13.900.

Marcelo Salomão- Gigatron

Após anos com o modelo software, o empresário apostou mais uma vez nas virtudes da micro e lançou uma modalidade de negócio de valor bem acessível: R$ 954,00 (investimento no curso online). O modelo permite com que o investidor promova a venda do Giga Drive, no qual, é um programa destinado à guardar documentos em nuvem. Oportunidade principalmente para escritórios de contabilidade e advocacia que vivem cercados de papeladas.

A recorrência ao investidor origina dessa venda em que implica ao cliente a assinatura de armazenamento de dados, e o outro é com a venda do serviço que vem atribuído a digitalização dos arquivos. Ou seja, o cliente tem a possibilidade de solicitar a digitalização de todos os seus documentos ao próprio afiliado empresário, que cobra uma quantia por isso.

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