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Empresas mais admiradas no Brasil têm caso até de morte por excesso de trabalho

Das 10 empresas mais admiradas, segundo pesquisa, sete estão envolvidas em polêmicas recentes; veja quais são elas

A 18º edição da pesquisa “As Empresas Mais Admiradas no Brasil”, anunciada nesta segunda-feira (26) pela revista “Carta Capital”, listou as 10 companhias no topo da lista de admiração dos brasileiros. Admiradas, porém com sérios problemas recentes, envolvidas em casos que vão de objetos estranhos encontrados em bebidas até morte em ambiente de trabalho por excesso de trabalho.

Vale ressaltar que das 10 empresas do ranking, apenas Natura (4º lugar), Embraer (7º luigar) e O Boticário (10º lugar) não tiveram polêmicas negativas de grande repercussão nacional ou global nos últimos anos. O Boticário ganhou destaque positivo neste ano com a propaganda para os Dia dos Namorados, na qual mostra casais gays e heterossexuais na busca pelo presente. Apesar de ser atacada por setores conservadores, a marca manteve o posicionamento inicial – ilustrado pela música “Toda Forma de Amor”, de Lulu Santos – e colheu engajamento favorável nas redes sociais.

Vale ressaltar que o resultado da pesquisa é subjetivo, com base na opinião dos executivos entrevistados, já que as ponderações não necessariamente prejudicam a imagem das empresas de capital aberto junto ao mercado financeiro, tampouco quanto ao aporte de investimentos e demais resultados.

Apple

Em fevereiro deste ano, um trabalhador chinês foi encontrado morto no dormitório que compartilhava com outros trabalhadores na Pegatron, uma das maiores fábricas de produtos da Apple, nas proximidades de Xangai. Tian Fulei, 26 anos, trabalhava 12 horas por dia, sete dias por semana, na fabricação de iPhones.

Apple é a mais admirada, de acordo com a 18º edição da pesquisa “As Empresas Mais Admiradas no Brasil”
A fábrica prometeu aos familiares de Tian uma indenização no valor de 15 mil yuans (equivalente a R$ 7,4 mil na época). No entanto, após intermediação da polícia, o montante subiu para 80 mil yuans (R$ 39,8 mil).

Ao “Mail Online”, a família disse que não tinha dinheiro para fazer a autópsia e que não se conforma com a resposta da Pegatron – que negava o excesso de trabalho do funcionário. “A explicação da empresa foi que ele não foi trabalhar naquele dia, porque disse que estava com um resfriado e ficaria descansando no dormitório”, disse.

O iG procurou a Apple para comentar o caso, mas a empresa não respondeu até o momento desta publicação.

Google

Um software de reconhecimento automático de imagens do Google causou polêmica após identificar um casal de negros como gorilas. A descoberta desagradável foi feita pelo programador Jacky Alcine, 21 anos, morador de Nova Iorque, Estados Unidos. O caso ocorreu no início de julho.

Jovens americanos são identificados como gorilas por software

O rapaz estava vendo suas fotos quando se assutou ao perceber que ele e uma amiga, que são negros, eram identificados como gorilas pelo software. Ao notar o problema, Jacky fez uma publicação no Twitter para chamar a atenção do Google.

O representante da empresa Yonatan Zunger respondeu e perguntou se o Google poderia acessar sua conta para ver onde as coisas deram errado. O serviço do Google é capaz de identificar pessoas, monumentos, cidades e até situações, tudo para organizar fotos similares. “Estamos chocados e verdadeiramente sentimos muito pelo o que aconteceu. Estamos tomando medida imediata para evitar que esse tipo de resultado reapareça”, declarou Zunger, na ocasião, ao jornal “Metro”.

Ambev

No carnaval deste ano, a Ambev causou alvoroço nas redes sociais após cartazes da campanha “Viva Redondo”, da marca Skol, serem acusadas de apologia ao estupro. Os materiais em pontos de ônibus, que diziam “Esqueci o não em casa” e “Topo antes de saber a pergunta”, foram substituídos após a onda de críticas. Os novos cartazes trouxeram os dizeres “Não deu jogo? Tire o time de campo”, “Tomou bota? Vai atrás do trio” e “Quando um não quer, o outro vai dançar”.

Unilever

A Unilever foi processada, em julho deste ano, por maquiagem de produto — quando há redução na quantidade vendida ao consumidor sem a devida informação ter sido divulgada. A informação, publicada no “Diário Oficial da União” do dia 1º daquele mês, trazia os processos envolvendo as marcas Kibon (sorvete), Omo (sabão em pó) e Rexona Men V8 (desodorante).

“Em um primeiro momento, foi verificado que os produtos com peso inferior tinham as dimensões da embalagem maiores do que a original, a despeito da redução da quantidade. Depois algumas empresas passaram a manter o tamanho das embalagens, reduzindo a gramatura, sem qualquer informação aos consumidores. Agora o que se verifica é que a informação sobre o novo peso até existe, mas a redução do produto não é transmitida de maneira clara e ostensiva, como determina o Código de Defesa do Consumidor”, dizia a nota emitida pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), que também abrangia processos contra marcas de outras emrpesas.

Em nota divulgada pela assessoria, a Unilever “informa que não comenta processos em andamento. Presente no país há 86 anos, a companhia reafirma que cumpre todas as leis aplicadas no país com honestidade, integridade e transparência.”

Coca-Cola

Consumidora de Campinas encontrou objeto estranho após tomar Coca-Cola

Em dezembro do ano passado, a consumidora Crislaine Coscarelli encontrou um flaconete – recipiente de plástico que acompanha determinados medicamentos que necessitam ser solvidos em líquidos diluentes – dentro de uma garrafa de Coca-Cola.

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Segundo o relato de Crislaine em uma rede social, ela foi à cantina do trabalho, em Campinas (SP), na hora do almoço e pediu uma garrafa de Coca-Cola, que a atendente tirou da geladeira e abriu em sua frente. “Me sentei à mesa com um colega e, enquanto comia e conversava, fui consumindo o líquido aos poucos, sem nada notar. Até o momento em que despejei no copo o restante que estava na garrafa. Só então notei o tal objeto estranho dentro do vidro. Era um desses recipientes de plástico pequenos com tampa, meio azulado e que é conhecido por ser usado por usuários de drogas para guardar cocaína.”

Por meio de nota, a Femsa Brasil – companhia engarrafadora da Coca-Cola no País – afirma que na época constatou que o material encontrado não fazia parte do processo produtivo e que foi realizada rastreabilidade do lote da embalagem em questão e nada foi encontrado. A companhia diz que os resultados foram informados à Crislaine. A Femsa diz ainda que ” mantém as portas abertas das fábricas para visitas de consumidores e clientes que queiram conhecer pessoalmente os processos e os controles de qualidade adotados na produção, que são internacionalmente homologados”.

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