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Como se garantir no mercado de trabalho durante tempos de crise Por: Gutemberg Leite, gestor de RH e coautor do livro – Manual completo de empreendedorismo

Rever atitudes, com adequado gerenciamento junto a um planejamento personalizado, pode acelerar o processo de recolocação profissional e, ao mesmo tempo, ampliar horizontes que ofereçam alternativas mais assertivas a todos os profissionais que almejam concretizar esse objetivo. Não há um motivo único para explicarmos a série de fatores que ocasionaram a crise econômica iniciada no Brasil em meados de 2014, ainda que possamos entendê-la pelas nossas próprias condições históricas, promovidas pela tradição de sermos um país fornecedor de matérias-primas.

Todavia, a grande preocupação que ela vem causando, principalmente nos profissionais que buscam uma recolocação profissional, não pode ser ignorada. Certo é que, ao longo dos meus cinquenta anos de carreira em RH, atuando em empresas nacionais, multinacionais e em consultoria de recursos humanos na área de recrutamento, seleção, treinamento e desenvolvimento organizacional, percebo que sem planejamento e gerenciamento das emoções, não pode haver ações assertivas para que a meta em questão seja alcançada.

Sendo assim, compartilho aqui dicas estratégicas que, ao meu ver, poderão servir para recolocar os profissionais no mercado de trabalho:

GERENCIE SUAS EMOÇÕES
A confiança é a base em qualquer tipo de relação. Quando ela não existe ou, de alguma forma se encontra fragilizada, os recrutadores são os primeiros a perceber e passam a encarar esse fato como algo preocupante para a empresa, em contrapartida à solução que buscam. Sendo assim, concentre-se em primeiro lugar no resgate da confiança em suas potencialidades para que consiga trabalhar também outros sentimentos empreendedores em si mesmo, tais como: equilíbrio, visão, gratidão, humildade, etc.

CONSTRUA UM PLANO DE AÇÃO
Sendo guiado pelo gerenciamento anterior, planifique suas ações, a partir do seguinte cronograma:

A) ELABORE SEU CURRÍCULO/PORTFÓLIO
Não existe um modelo ideal ou único para se redigir um currículo/portfólio. No entanto, o ideal é que ele apresente a definição dos seus objetivos, uma descrição sistêmica das suas principais habilidades e os resultados que elas já lhe trouxeram (empregos anteriores). Procure escrever com coerência (o que você realmente busca?) e foco na função desejada (utilidade para o cargo). Seja convincente, demonstrando no contexto, o quanto você poderá vir a ser um bom colaborador para essa empresa específica.

B) ESCOLHA SUAS FONTES DE RECRUTAMENTO
Utilize a variedade de sites de divulgação de currículos e de consultorias em RH para divulgar a sua busca de recolocação profissional. Faça uso de redes sociais mais direcionadas à relacionamentos profissionais — como o LinkedIn — tomando o devido cuidado em não expor suas dificuldades em demasia ou, em detrimento das potencialidades. Enviar seu currículo via “Trabalhe Conosco” em sites da área desejada também é uma ação assertiva.

C) NETWORKING
Tão essencial quanto os passos anteriores, o profissional deve criar suas chances de sucesso, fazendo conexões em redes (networking) e, tal qual tenha feito em seu currículo, deve manter seu perfil atualizado. Embora a internet seja uma importante ferramenta na busca por uma nova oportunidade de trabalho, a retomada de contato com antigos gestores e colegas de trabalho, eventos profissionais, etc., também pode contribuir — e muito — para atingir o objetivo de conquistar um novo emprego. Nesse aspecto, redes sociais como LinkedIn, e o Facebook, podem ajudar nesse processo.

D) PESQUISE A (S) EMPRESA (S)
É fato que a maioria das empresas hoje, possuem um site e que este, apresenta links expressivos — vão além da aba “quem somos” — para que as pessoas que estão realmente interessadas em conhecê-las, fiquem sabendo mais sobre o que elas fazem, porque o fazem e o que já alcançaram ou pretendem alcançar.

O profissional que realiza essa pesquisa antes de comparecer à possível chamada para entrevista, consegue mensurar suas próprias qualificações (caso note que elas estão em falta, necessitem de reciclagem ou ainda, que algumas lhe faltam, poderá recorrer aos cursos livres de aperfeiçoamento profissional, hoje disponíveis inclusive pelo sistema EAD) bem como, demonstrar na entrevista que é um candidato (a) consciente — “sabe onde e porquê pisa” — conquistando, assim, maiores chances de ser escolhido para ocupar a posição que almeja.

E) TEMPO, CUSTOS COM TRANSPORTE X BENEFÍCIOS APRESENTADOS PELA EMPRESA
Ainda que a possibilidade de sair da difícil situação de desemprego seja motivadora, é muito importante que o profissional contabilize em seu plano de ação os quesitos tempo e custo com transporte, em contrapartida aos possíveis benefícios que lhe serão apresentados pela nova empresa (salário, vales, assistência médica/odontológica, etc.).
Isso porque, uma empresa que se encontre distante ou “fora de mão”, em algum momento poderá afetar tanto as suas idas e vindas ao trabalho, quanto seus outros compromissos (família, faculdade, igreja, horas de descanso, etc.).

Optou pela candidatura? Visite o local agendado para a entrevista com antecedência, para que você não se atrase e corra o risco de passar uma primeira má impressão.

F) AUTOAPRESENTAÇÃO
A autoapresentação funciona como uma comunicação não verbal. Vestimenta e gestos que a compõe passam impressões ao (s) recrutador (es). Busque o equilíbrio entre as ocasiões e os respectivos objetivos que, por esses dois intermédios, pretende concretizar. Espere pelo inesperado, porque acontecimentos — bons ou não tão bons — muitas vezes ocorrem de maneira independente ao nosso controle. Persista na sua busca! As novas oportunidades de recolocação profissional, ainda que em momentos de crise, sempre estarão disponíveis.

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