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A inteligência artificial vai mesmo substituir os seres humanos?

A tendência é que muitas funções sejam automatizadas, mas pesquisadores acreditam que haverá muito espaço para as humanidades – aquelas habilidades que só o ser humano tem

Com o avanço da Quarta Revolução Industrial, muitos empregos tendem a desaparecer. Estimativas do Fórum Econômico Mundial mostram a probabilidade de alguns tipos específicos de trabalho serem automatizados por conta da inteligência artificial:

Trabalhos com maiores chances de automatização
Oficiais de empréstimo – 98%
Recepcionistas e balconistas de informação – 96%
Assistente legal e paralegal – 94%
Vendedor de varejo – 92%
Motoristas (de taxi e outros) – 89%
Guardas de segurança – 84%
Cozinheiros – 81%
Garçom – 77%
Conselheiros de finanças pessoais – 58%
Programadores de computador – 48%
Repórteres e correspondentes – 11%
Músicos e cantores – 7%
Advogados – 4%
Médicos e cirurgiões – 0,4%
Professores de Ensino Fundamental – 0,4%

“Reinventar o futuro do trabalho precisa ser um esforço de toda a sociedade. A automação irá transformar nosso trabalho, nossas vidas e nossa sociedade. Se o resultado é inclusivo ou exclusivo, justo ou menos justo, depende de nós”

Ainda que muitos trabalhos desapareçam, outros serão criados – muitos deles tendo como pré-requisito habilidades especialmente humanas. O argumento vai na seguinte linha: a inteligência artificial está cada vez melhor na automatização das coisas que os humanos fazem. Não apenas tarefas repetitivas, como montar peças em uma fábrica, mas tarefas complexas que tradicionalmente têm sido o domínio dos seres humanos.

Em breve, essas máquinas aceitarão todos os trabalhos. Os seres humanos não precisam se inscrever.

Já vimos esse filme antes, e cada vez que a tecnologia “come” um tipo de trabalho e novas funções surgem. Agora, a expectativa é que haja, cada vez mais, a necessidade dos seres humanos usarem todo seu potencial de (veja só) competências humanas.
Paul Daugherty, diretor de tecnologia e inovação da Accenture e autor do livro “Humano + Máquina”, é um daqueles que vê o copo meio cheio. Tanto que seu livro se chama “Humano Mais Máquina” e não “Humano ou Máquina”.

“É muito importante que as empresas e as pessoas entendam isso, porque a inteligência artificial costuma ser mal compreendida como uma tecnologia que vai substituir as pessoas e a inteligência humana. Nada está mais longe da verdade”

“A inteligência artificial é uma tecnologia que, como as outras, permite a nós, humanos, fazer o que fazemos com mais eficiência. Então, o “humano + máquina” é onde vemos a verdadeira oportunidade. As empresas que estão lidando bem com a inteligência artificial estão usando essa visão de “humano + máquina”, e as pessoas que estão revendo suas competências deveriam pensar ‘como posso aprender essas novas tecnologias e incorporá-las ao meu trabalho’”, conta o autor. “No livro, identificamos o que chamamos de ‘o meio que falta’, que são seis novas categorias de trabalho que representam dezenas de milhões de novos empregos relacionados à inteligência artificial. No início da internet, quem teria imaginado funções como trabalhar com Search Engine Optimization (SEO), comerciante eletrônico e web designer? Foram empregos criados por aquela onda de tecnologia. Nós acreditamos que as oportunidades serão ainda maiores com a inteligência artificial.”

Outro pesquisador do assunto que vê o copo meio cheio é Dennis Mortensen, CEO e fundador da x.ai. Em um artigo escrito para o Fórum Econômico Mundial, o empreendedor não acredita no fim dos empregos.

A inteligência artificial não é tão inteligente quanto você pensa

“A inteligência artificial é inteligente, mas realmente não é tão inteligente quanto pensamos. É verdade que a IA está melhorando a forma como lidamos com problemas complexos, mas é igualmente verdade que a IA ainda não é muito boa em fazer muitas das coisas associadas aos trabalhos humanos,” escreve o empreendedor.

Mortensen descreve que através da inteligência artificial o ser humano poderá alcançar um novo potencial intelectual. “O debate entre inteligência artificial (máquinas nos substituem) versus aumento da inteligência (máquinas nos ajudam) está em andamento há décadas. Um lado quer projetar os seres humanos a partir da equação, enquanto o outro pensa que o papel das máquinas é ajudar as pessoas a ter um melhor desempenho”, diz.

A IA nos tornará melhores em agir como humano? Segundo Mortensen hoje gastamos boa parte da nossa jornada de trabalho com tarefas repetitivas e pouco na criação.

“Aceite um emprego em vendas, por exemplo. No momento, um assistente de vendas provavelmente gasta muito tempo realizando tarefas automatizadas: prospecção e qualificação de leads, envio de e-mails de acompanhamento, atualização da força de trabalho, criação de relatórios, etc. Depois de tudo o que as máquinas inteligentes podem assumir, o que sobra para você como vendedor? É o material emocional e criativo. Você passará o dia construindo relacionamentos e servindo seus clientes com soluções criativas para os problemas deles”, aponta o executivo.

Nosso futuro muito humano

“As habilidades técnicas, sem dúvida, permanecerão importantes no futuro do trabalho, mas, como a inteligência artificial nos permite automatizar tarefas repetitivas em muitos setores, em muitos casos isso ficará em segundo plano em relação às habilidades pessoais. Comunicação, inteligência emocional, criatividade, pensamento crítico, colaboração e flexibilidade cognitiva se tornarão as habilidades mais procuradas”‘, aponta Mortensen.

TENDÊNCIAS

*Tendências tecnológicas e o seu impacto no mercado de turismo;
*Tendência no mundo, home office é um dos benefícios mais procurados, segundo pesquisa;
*O fim da improdutividade: como as startups combatem a ineficiência no mundo corporativo;
*Inovação é o principal fator de valorização das marcas no Brasil, aponta estudo.

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